Vida mais reflexiva para ter Sonhos Lúcidos

Esse texto é baseado numa ideia que li numa entrevista anos atrás. Ela foi colocada de maneira bem simples e direta, por uma pesquisadora e sonhadora lúcida pioneira de laboratório chamada Beverly D’Urso. Nesse texto procuro desenvolver um pouco mais a idéia, especificamente sobre essas implicações de uma vida mais consciente para indução de sonhos lúcidos.

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Beverly D’Urso recebendo eletrodos de Stephen LaBerge, nos laboratórios de sono da Universidade de Stanford.

Uma vida mais consciente é no mínimo, um estilo de vida mais atenta ao que ocorre na realidade e para com seus próprios pensamentos e ações. Certamente, algo do gênero possui algum valor na indução de sonhos lúcidos, considerando que é a consciência que se quer fazer aparecer por lá.

Provavelmente, boa parte dos sonhadores lúcidos já carreguem naturalmente esse traço/assinatura de estado mental. E é conveniente ressaltar que a ideia de “vida mais consciente” pode trazer  uma espécie de gatilho da consciência nos sonhos.

Isso diz respeito a necessidade de se levar uma vida o mais consciente possível, com atenção as nossas ações e pensamentos, de uma maneira menos automática e mais presente ou reflexiva. As implicações de um estilo de vida menos “autômato” e mais subjetivo, podem ser compreendidas de maneira intuitiva.

Na medida que passamos a questionar mais nossos próprios atos, pensamentos ou emoções, vivenciamos nossas experiências do estado desperto de maneira mais intensa. Isso significa que nossa atenção está ancorada em vivenciar tudo de maneira mais plena.

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Uma vida com um posicionamento crítico-reflexivo mais presente pode servir de gatilho para indução de sonhos lúcidos.

Traçando um paralelo, ao estilo de sonho que normalmente temos, nos quais somos apenas participantes de uma narrativa mirabolante em que não somos diretores ou os roteiristas, observamos não existir por aqui aquele posicionamento/pensamento defendido pela Beverly D’Urso. Afinal, dentro de um sonho comum, esse pensamento crítico-reflexivo, não é um elemento natural.

O que essa ideia de “vida mais consciente” pode trazer é uma espécie de gatilho da consciência nos sonhos. Assim como os “reality checks” ou testes de realidade, quando olhamos para as mãos e nos questionamos se estamos sonhando ou não, manter um tipo de pensamento mais presente ou aberto às experiencias que se está vivendo, munido de reflexões ou posicionamento crítico-reflexivo, pode trazer um gatilho que também será acionado durante os sonhos.

Vale lembrar que os sonhos são estruturados sobre o nosso Inconsciente. Na medida que alimentamos ele com esse tipo de pensamento, dificilmente o mesmo não seria reproduzido por lá. E no final das contas, agora, naturalmente, como parte integrante do próprio sonho, causando a necessidade de se vivenciar mais intensamente o momento, refletindo, criticando e… questionando!…

Referências:

(Entrevista completa com Beverly D’Urso)

http://www.improverse.com/ed-articles/robert_waggoner_2004_Jul_LDE_interview_beverly_durso.htm

http://www.improverse.com/ed-articles/robert_waggoner_2004_Aug_LDE_interview_beverly_durso2.htm

http://www.improverse.com/ed-articles/robert_waggoner_2004_Sep_LDE_interview_beverly_durso3.htm

 

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