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Inception

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      Eu sou apaixonado por cinema. Mais como diversão. E já que a temática dos sonhos veio mais forte do que nunca no cinema(sem considerar Waking Life que só fui conseguir em dvd), vou aproveitar esse espaço que é um prato cheio pra unir o útil ao agradável.
       Desde “A Morte nos Sonhos” – Dreamscape, com Dennis Quaid que não via um filme tão espetacular e emocionante envolvendo a temática dos sonhos… pelo menos no sentido de uma história tão espetacular e envolvente, sob a forma de uma bela ficção científica.

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Inception ou A Origem(título em português não ficou legal) nos leva ao universo dos sonhos de uma maneira diferente, com uma história especialmente bem contada. Faz a gente viajar junto com os personagens no que parece ser uma viagem rumo ao infinito de possibilidades dos sonhos.
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Há uma carga filosófica que lembra Matrix, mas opera numa área diferente. Não pretende surpreender com o que é real ou não. Quer dizer, não é o objeto principal. A trama nos seduz porque o que o personagem quer é algo que causa empatia a toda e qualquer pessoa: voltar pra sua família. Poder ter seus filhos de volta.
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Gostei da exploração do sentimento de culpa. O protagonista se degladia grande parte do filme contra ele mesmo em função de um sentimento que carrega. Leonardo DiCaprio faz isso de modo exemplar. Talvez ganhe o Oscar pelo filme A Ilha do Medo ou talvez por esse filme.
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A direção do Christopher Nolan é das melhores que já vi(se não ganhar o Oscar agora vai ser muita sacanagem). Conduz o filme como um grande maestro conduz sua orquestra. O ritmo é embriagante, mas sem exagerar!  O Cavaleiro das Trevas já havia sido assim e o que eu achava quase impossível de superar, na sua história em termos de direção, ele vem e faz ainda melhor, com toda maestria.
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Curte o tema dos sonhos? Gosta do diretor? Ou pelo menos adora uma boa história?Então corre pro cinema. Agora, caso não esteja muito afim de pensar, deixe pra outra hora porque é daqueles filmes com um mínimo de exigência cerebral(coisa que anda faltando muito ultimamente em Hollywood).
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Para quem já viu o filme:
(não leia se ainda não assistiu)

Pra mim o grande mérito do Nolan é conseguir conteúdo surpreendente, instigar reflexões num filme hollywoodiano, com orçamento de blockbuster, pinta de blockbuster, renda de blockbuster e alma de filme autoral.

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Uma idéia implantada na gente quando criança ou uma educação inserida numa cultura recheada de preconceitos e discriminações, produzem os efeitos mais devastadores que a gente vê e pode imaginar. Parece mesmo que as idéias podem mesmo se propagar como um vírus e assombrar de forma chocante.

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O que arrasava o Cobb era a idéia de culpa pela morte da Mal. E de fato ele realmente foi um bocado inconsequente ao tentar implantar a idéia nela. Mas o filme não mostra se ele tinha muita opção naquela situação. Foi a única solução que encontrou para levar a Mal de volta ao mundo real.
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A maneira como implantam a idéia no herdeiro, aproveitando-se da relação conturbada com o pai(nada amável) é feita de maneira sublime.
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Assim, apesar do peaozinho rodando no final, sigo a linha do Rubens Ewald Filho em que o mais simples deve ser o mais provável e não o mais estapafúrdio(apesar do diretor deixar sinais pra isso).
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Típica hora em que saco a minha Navalha de Ockham e fico com a teoria mais simples e evidente. Cobb nem ficou ali para olhar o peão porque ele já tinha se livrado de seus fantasmas e principalmente da idéia de sua culpa.

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Para grande parte do público no entanto… ficou a carência de uma certeza, algo mais concreto, sem qualquer sombra de dúvida. Ah! A dúvida! Mesmo que a esmagadora maioria dos sinais apontassem para um final feliz, eis que não mostrar o peão caindo no final tem a capacidade de nos contaminar a ponto de começar a duvidar de tudo novamente!…

Há uma duvida recorrente entre os interessados por sonhos lúcidos: é possível ter um sonho dentro de um sonho? Em primeiro lugar, essa é uma dúvida com bastante procura, haja vista que apareceu diversas vezes, no Fórum e especialmente no Grupo do Facebook. Além disso, certamente o filme Inception (A Origem) causou boa parte dessas dúvidas e inclusive por isso já foi tema por aqui.

Sonho em camadas?

Relembrando o filme A Origem, de Christopher Nolan, vamos recordar exatamente a situação questionada. Assim, nesse filme os personagens fazem um mergulho, partindo de um sonho lúcido comum, passando a dormir novamente durante essa narrativa onírica e adentrando um sonho dentro de outro. De acordo com o filme e a concepção de “sonhos em camadas” do senso comum, essa experiência traria diferentes efeitos ou consequências, se comparado ao sonho lúcido comum.

Aparentemente ter um sonho em camadas, poderia trazer fenômenos estranhos. Por exemplo, diferentes experiencias com tempo, mais especificamente, para aquele que tivesse um sonho dentro de outro, passaria a vivenciar o tempo de maneira mais rápida, comparando-se com o tempo no estado desperto.

É um sonho dentro de outro ou apenas sonhamos com isso?

Apesar da quantidade de relatos sobre vivências do sonho em camadas, não existe qualquer resultado que comprove a existência dos desse tipo de sonho. Ora, a explicação mais plausível até agora é de que apenas sonhamos com esse tema. Só para ilustrar, o caso do sonho em que nos tornamos um artista fenomenal ou uma pessoa dotada de inteligência genial… em ambos os casos fica claro que tal evento não chegou a acontecer, mas apenas sonhamos com aquilo.

De acordo com o neurocientista Sidarta Ribeiro apenas não há qualquer pesquisa nesse sentido, pelo menos com resultados sólidos e conhecidos. Porém o neurocientista não descarta a possibilidade desse tipo de vivência existir e responde alegando que não sabemos quantas camadas um sonho pode ter.

Considerando a explicação mais simples e razoável até agora, parece ser intuitivamente pouco provável a chance de existir de fato o sonho em camadas. Porém não necessariamente está identificando o que acontece na realidade. Ainda assim, é também a opinião de Stephen LaBerge em uma exposição em que é questionado justamente sobre o tema de se experimentar um sonho dentro de outro sonho.

Stephen LaBeerge responde sobre a questão se é possível um sonho dentro de um sonho…

Existe um momento em nosso sono, capaz de nos ludibriar com um realismo inacreditável. Trata-se do que é conhecido como “Falso Despertar”. Acredito que esse tipo de fenômeno, possui um potencial subestimado. Normalmente surge quando estamos próximos de acordar e é capaz de causar um grande impacto em nossas percepções. Nessa situação, acordamos, levantamos da cama, vamos ao banheiro, a cozinha, nos trocamos e vamos para a aula ou para o trabalho… para logo a seguir, percebermos que tudo não passou de um sonho.

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Photo by Kinga Cichewicz on Unsplash

         Levantamos novamente, vamos a cozinha, trocamos de roupa e vamos para a aula ou para trabalho… para logo a seguir, perceber que tudo não passou de um sonho novamente?! E assim… isso pode se repetir numa espécie de looping por diversas vezes…  Descritos pelo filósofo Thomas Metzinger ¹ como “sonhos extremamente realistas”, o Falso Despertar possui a capacidade de reproduzir ou emular a realidade com essa refinada fidelidade.

A dificuldade de saber que está sonhando

Diferente da média dos sonhos comuns, o falso despertar imita a realidade e justamente o ambiente no qual estamos dormindo, dificultando ainda mais a presença da consciência, mesmo para um experiente sonhador lúcido. Afinal, como questionar a própria realidade, dotada desse realismo tão fidedigno?

      O Falso Despertar, de acordo com Stephen LaBerge², ocorre com alguma frequência, após sonhos lúcidos e isso pode trazer a ilusão de que estamos atravessando diferentes níveis de profundidade ou a ideia como no filme Inception – A Origem, de sonhos em camadas (sonho dentro de um sonho). LaBerge, identifica essa crença e que apesar  de  bem apresentada no filme, no qual os personagens são capazes de mergulhar em camadas de sonhos, gradativamente mais e mais profundas, de fato não se traduz em qualquer evidencia científica comprovada.

A importância do falso despertar

   A razão em especial de voltar a esse tema – tratado duas vezes por aqui – provavelmente já tenha ficado evidente, mas devo ressaltar que está em função da possibilidade de explorar a reprodução da realidade do estado desperto com esse nível de fidelidade. Se considerarmos a natureza desse estado mental, capaz de iludir o mais experiente sonhador lúcido, podemos imaginar o quanto esse realismo talvez possa ser útil para futuros experimentos. Seria o caso por exemplo de atividades a serem realizadas nos sonhos, para pesquisas comparativas com o estado desperto. Pesquisas as quais, já acontecem há algumas décadas e sempre foram bem divulgadas nesse site.

matrix
Na imagem, cena da “sala de treinamento”, onde o Morpheus treina Neo, no filme Matrix.

          Russel³ se utilizou do fenômeno dos falsos despertar para argumentar sobre a impossibilidade de provar que não estamos sonhando nesse exato momento:

          “-Pode ser dito que embora ao sonhar eu possa pensar que estou acordado, quando eu acordo eu sei que eu estou acordado. Mas eu não vejo como nós podemos ter tanta certeza; eu tenho sonhado frequentemente que eu acordei; de fato por vezes seguidas, eu sonhei com isso centenas de vezes no curso de um sonho. (…) Eu não acredito que agora eu estou sonhando, mas eu não posso provar que eu não esteja.”(tradução minha).

        Observando os experimentos e pesquisas supra-citadas que estão sendo realizados nas últimas décadas, envolvendo o uso dos sonhos lúcidos para aprimoramento de atividades com coordenação motora, fica bastante interessante pensar como um ambiente mental, como o Falso Despertar, pode proporcionar uma espécie de “Matrix” otimizada. Um lugar com uma ultra-realidade, capaz de rivalizar com o estado desperto e portanto, permitir os mais surpreendentes experimentos, com alto grau de precisão.

Referências Bibliográficas

1- METZINGER T; Windt J. The Philosophy of Dreaming and Self-Consciousness: What Happens to the Experiential Subject during the Dream State?In D. Barret & McNamara (Ed). The new science of dreaming: Volume 3. Cultural and theoretical perspectives, (pp. 61-8). Westport & London: Praeger Perspectives, 2007.

2- Stephen LaBerge – sobre sonhos em camadas (18’30”).

http://daniel.erlacher.de/index.php/Time_required_for_motor_activity_in_lucid_dreams

https://sonhoslucidos.com/sonhoslucidos/ultimas-descobertas-sobre-sonhos/

3 – RUSSEL B. Human Knowledge. Its Scope and Limits. London: George Allen and Unwin LTD. 1948. p. 186.

Um teste de realidade fascinante é fazer um autoquestionamento. Uma cena surpreendente e espetacular, no filme A Origem(Inception), quando Cobb está conversando com Ariadne, numa lanchonete e em meio a conversa, questiona-a: “como você chegou aqui?”

Olhar para as mãos, acionar interruptores, puxar o dedo da mão, prender o nariz e a boca e continuar respirando, olhar para o relógio… todos esses testes de realidade se utilizam da fragilidade da estrutura do sonho, no que se refere a presença da lógica ou mecanicismo. Vale lembrar que quando sonhamos, o que funciona mais forte é nossa criatividade ou imaginação. Por isso é tão difícil ler textos ou números.

Dentre os Reality Checks ou Testes de Realidade mais conhecidos,
questionar-se “Como cheguei aqui?” é um dos mais consagrados entre os
sonhadores lúcidos. Para quem ainda não sabe, um reality check é uma
ferramenta que auxilia na indução da lucidez no sonho. Funciona com base
na falta de continuidade da maioria dos sonhos.

No caso da questão “Como cheguei aqui?”, direciona-se para um ponto fraco especial dos sonhos que é essa fragmentação, falta de linearidade tão comum de se encontrar por lá. Durante os sonhos, quando saímos de uma aula e vamos para casa, raramente temos que fazer todo o trajeto. Em um momento estamos em meio a uma aula e como num salto/flash, pulamos para uma cena já em casa.

Bruno Grego, um sonhador lúcido experiente – com entrevista publicada aqui no blog –  o qual participou da pesquisa de doutorado do Dr. Sérgio Rolim é um adepto dessa técnica. Sua eficiência, era na época, de média de 2 sonhos lúcidos por semana.

Minha sugestão é unir dois Reality Checks em um só. Ao observar sua mão durante o dia(de 5 até 10 vezes por dia está ótimo), questione-se: “Como cheguei aqui?”. Serão dois pontos sensíveis dos sonhos sendo analisados ao mesmo tempo. Continuidade da narrativa e a lógica do número e forma dos dedos nas mãos.

A ideia que estou propondo é de fazer uma incursão, num sonho lúcido, mantendo a consciência por tempo suficiente, executar um tipo de tarefa que possa desenvolver da melhor maneira essas alterações subjetivas que são tão desejadas.

Podemos realizar transformações radicais na nossa maneira de ser? Alterar perspectivas individuais ou modos de pensar condicionados? Potencializar virtudes ou aprimorar habilidades… Quem sabe vícios dos quais queremos nos livrar, mas que sempre sucumbimos, diante da magnitude da força que nos impele as ações e aos fracassos quixotescos?!

Mr. Hyde e Dr. Jekyll na imagem… uma bela arte sobre a obra.

Talvez uma possibilidade fascinante, seja utilizarmos nosso cérebro de uma maneira especial: visitar nosso mundo dos sonhos, atingindo a maior proximidade possível com nosso inconsciente e trabalhar interações, com o que de fato desejamos ou queremos no estado desperto.

Sei que isso está parecendo bem fantástico, ao estilo do filme Inception – A Origem… mas uma vez que é possível efetuar a autossugestão quando acordados, qual não poderia ser a amplitude dessa ação, ao fazer isso durante o estado mental dos sonhos?

A hipótese que estou propondo é de ao fazer uma incursão, num sonho lúcido, mantendo a consciência por tempo suficiente, executar um tipo de tarefa que possa desenvolver da melhor maneira essas alterações que são tão desejadas.

Vou utilizar meu caso como exemplo, haja vista que consegui um sonho lúcido e busquei cumprir um desejo. A maneira como fiz isso foi extremamente lúdica, na forma de brincadeira com a comuna dos Sonhadores Lúcidos do Fórum e do Face.

O experimento foi proposto na forma do que chamamos de “Desafios Lúcidos”:

  “Desafio Lúcido da semana:
– Encontrar uma “Lâmpada Mágica”, esfregar e fazer 3 desejos ao gênio que aparecer
Desafio válido até 23/03/2014.
Bueno… pode sair um geniozão estilo Aladdin!… Uma Jeaniee é um Gênio rsrsrsrs quem sabe um geniozão malvado”…

Algo que me incomoda um bocado – tenho certeza que para muita gente – é a velocidade absurda como o tempo passa. O ritmo da vida parece cada vez mais frenético e isso de fato influenciou o que desejei.  Agora o experimento:

“Eu estava deitado dentro de uma material que era pra ser o que formava a matéria e o tempo. . . saí me levantado dali e corri saltando para outra superfície. Então corri e dei mais um grande salto. 


Agora eu sabia estar sonhando e cheguei até a olhar de relance minha mão que não contei os dedos, mas pareciam ter seis dedos bem parecidos. Dei uns passos rápidos pela superfície. Eu estava em grandes superficies planas, a uma grande altura nos céus. Dei mais um salto e fui parar em outra onde alegremente ergui uma cadeira com uma mão, sem fazer esforço algum. Era muito leve. .. corri dei outro salto e fui parar num lugar com uma espécie de tenda e alguns objetos que lembravam uma cantina.


Cheguei ali próximo e passei minhas mãos pelos objetos sobre uma mesa do poderia ser o bar. Não olhava diretamente, apenas desejava um objeto. Eu estava atrás da Lâmpada de Alladim para fazer meus desejos. Encontrei de primeira. Puxei a Lâmpada e notei que era escura e dourada… 









…esfreguei ela rapidamente e saiu uma fumaça arenosa, com aquele som típico de vento soprando…. aquele pó ou areia fumacenta subiu ao céu e então eu desejei:


“Quero ser mais sábio e escolher melhor o que fazer com meu tempo.” Isso eu falei em alto e bom tom, em tom desejoso – enquanto falava percebi como minha voz estava tão nítida e como não era comum ouvir vozes nos sonhos. Meu desejo havia sido feito de uma maneira quase cantada… como que declamando uma poesia.


Embriagado pelo evento, tentei lembrar dos outros pedidos mas não veio a recordação e eu acordei.”

Prosseguindo o tema sobre as maiores dificuldades para ter um sonho lúcido, vamos recordar o que foi reunido até aqui:

1º – Diário de Sonhos: crucial para exercitar a capacidade de recordar os sonhos e reconhecer a estrutura do próprio sonho, aumentando as chances de flagrar conscientemente o estado mental do sonho.

2º – Qualidade do Sono: tema de capa da revista Superinteressante desse mês: “Nunca dormimos tão mal”.

É interessante comentar ainda sobre a qualidade do sono, do grande calcanhar de aquiles da maioria dos sonhadores lúcidos(eu incluído) com quem mantenho contato. Fica difícil dar atenção ao sono e aos sonhos quando nossa vida desperta está sempre naquele ritmo alucinante. Porém tão importante quanto a alimentação, o sono também vai ser protagonista em nos dar disposição e força mental para tudo.

Reportagem de capa da Superinteressante de novembro de 2013.

 Reality Checks ou Testes de Realidade


Avançando um pouco e tratando dos Reality Checks. É uma ferramenta auxiliar ou suplementar ao Diário de Sonhos e a um bom Método de Indução, mas que pode trazer ótimos resultados se acompanhados de uma boa carga reflexiva e autossugestão.

O termo “Teste de Realidade” cai perfeitamente bem, pois ao nos condicionarmos em realizar essas ações no estado desperto, acabamos executando essas mesmas ações durante os sonhos. E por lá a realidade poderá se comportar de maneira bem diferente…

Sabe-se que os mais consagrados costumam trazer algum resultado: olhar para as mãos, acionar um interruptor, puxar um dedo da mão tentando esticá-lo, observar um relógio etc..

São ações simples, capazes de nos fazer perceber durante os sonhos que estamos apenas sonhando. A grande mágica é que no sonho a lógica e o mecanicismo não vão funcionar direito e por se tratar de um simulação mental, por vezes tentando emular a realidade desperta, resultará em erros, seja um interruptor que em vez de acender e apagar a luz quando o acionamos, resolve disparar luz estroboscópica, seja ainda uma mão com dezenas de dedos pequeninos, gigantes ou deformados.

Para aumentar a eficiência dos testes de realidade, é recomendável em primeiro lugar, escolher um que te seja de mais afinidade, capaz de ser realizado pelo menos umas 5x ao dia,  e claro, sem constrangimentos.

Por exemplo, no meu caso, eu utilizo o Reality Check das mãos. Costumo olhar para uma delas, algumas vezes ao dia, em momentos especiais que considero mais apropriados. Na fila de um supermercado, disfarçando que estou olhando a hora(relógio com o visor para baixo), numa viagem, ao encontrar alguma situação estranha, surpreendente ou bizarra.

Reality checks também são fenomenais para quem tem sonhos com temas repetitivos. Se os sonhos costumam acontecer dentro de casas, aproveite para fazer os reality checks quando estiver dentro de uma ou olhando para ela.

Sonhos recorrentes com casas, podem servir como ferramenta na indução de sonhos lúcidos. O Mètodo de Tholey ensina bem a aplicar isso. Reality checks também podem ser feitos quando estiver em uma que costume aparecer nos sonhos. O ideal é fazer junto o questionamento “estou sonhando ou não?”.

Caso seus sonhos aconteçam muito no trabalho ou com algum animal doméstico, aproveite e aplique quando estiver vivenciando essas experiências.

Por fim, é altamente recomendável que os Reality Checks sejam realizados com os questionamentos: “Estou sonhando ou não?” ou “Como cheguei aqui?”. Esse tipo de reflexão é que pode te catapultar de um sonho comum para um sonho lúcido.

Existem pesquisas com resultados animadores sobre a importância da reflexão, autossugestão e intenção/propósito, na indução da consciência nos sonhos. E os Reality Checks são uma excelente oportunidade para concretizar esses elementos. Já publiquei alguns desses resultados aqui no blog, em que há um “rankeamento” fascinamente, das mais diversas técnicas de indução.