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Márlon

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Numa interessante discussão sobre a diferença do tempo nos sonhos e na vigília(termo usado pra designar quando estamos acordados), segui em busca das fontes e últimas pesquisas.
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Desde a década de 80 os experimentos em laboratórios do sono, conduzidos por Stephen LaBerge apontavam para a equivalência de tempo nesses dois estados. Os sonhadores lúcidos foram instruídos a efetuarem a comunicação de dentro dos sonhos, movimentando a única parte do corpo(passível de comunicação) que está livre da rigidez natural dos sonhos: os olhos.

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Os sonhadores ao ficarem conscientes, executaram contagem de 01 a 10. Comunicando o feito para os monitores. Comprovou-se a equivalência de tempo nesses estudos em 1985:
http://www.lucidity.com/slbbs/index.html
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Novos estudos foram retomados, agora por pesquisadores alemães, em 2004 por Daniel Erlacher – Institute for Sport and Sport Science, University of Heidelberg, Alemanha e
Michael Schredl – Sleep laboratory, Central Institute of Mental Health, Mannheim, também da Alemanha.
 

 
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Investigaram a relação de tempo requerido para tarefas especificas: o ato de contar e execução de agachamentos, realizando-as quando acordados e durante o sonho. Participaram do experimento 5 experientes sonhadores lúcidos(faixa etária entre 26-34 anos), quatro homens e uma mulher.
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Os resultados mostram que o tempo necessário para contar em um sonho lúcido é equivalente ao tempo da vigília. Porém, para a execução dos agachamentos foi necessário mais tempo dentro dos sonhos. Mais precisamente, em média, o tempo para executar esse exercício dentro dos sonhos foi 44,5% maior nos sonhos do que na vigília.
 

http://daniel.erlacher.de/index.php/Time_required_for_motor_activity_in_lucid_dreams

Saiba os métodos para ter sonhos lúcidos. Começando pelo método criado por Stephen LaBerge, o famoso MILD – menmonic induction of lucid dream ou indução mnemônica de sonhos lúcidos.

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Passo-a-passo da técnica MILD:

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1 – Diga a si mesmo para acordar cedo de manhã.
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2- Se e quando fizer isso, faça voltar à sua mente qualquer sonho de que se lembre.
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3 – Saia da cama e durante 15 minutos faça algo que exija toda a sua atenção desperta, como ler um livro(eu prefiro ler sobre sonhos lúcidos) ou relacionar “coisas a fazer”.
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4 – Volte para a cama e diga a si mesmo, antes de adormecer: “Da próxima vez em que sonhar, quero lembrar que estou sonhando”.
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5 – Ao fazer isso, visualize seu corpo deitado na cama, dormindo, e ao mesmo tempo se veja no sonho que acabou de ensaiar, reconhecendo que é um sonho.
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A psicóloga Ph.D, Gayle Delaney, estudiosa sobre os sonhos, faz algumas críticas a esse método proposto por LaBerge, em seu livro já citado nesse blog(All about dreams – O livro de ouro dos sonhos) e percebeu melhores efeitos com o método de Tholey(link abaixo).
https://sonhoslucidos.com/uncategorized/mtodo-para-aumentar-suas-percepes-nu/

Um tema bem interessante nas conversas sobre sonhos lúcidos é sobre a percepção do tempo. Há diferença na percepção do tempo dentro do sonho e quando estamos acordados?
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A impressão que temos é de que no sonho o tempo corre mais rápido.

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A situação por exemplo de você se deslocar muito rápido de um lugar para o outro no sonho não é porque o tempo passa mais rápido, mas sim a trajetória que não é realizada. Muito corriqueiramente a gente simplesmente se deslocaria sem percorrer o trajeto. Ficando a impressão de tempo mais rápido…
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Está na pagina 53 do livro “Fique por dentro dos sonhos”.
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Citação:

“La Berge afirma ter ensinado a si mesmo e a muitos de seus alunos como se tornar competentes sonhadores lúcidos. Ele também foi o pioneiro nos métodos para capacitar as pessoas a indicarem quando se tornam conscientes de seu sonho durante o sono. Eles fazem isso movendo rápido seus olhos verticalmente. Isso levou a várias descobertas interessantes sobre sonhos, como o fato de que o tempo estimado nos sonhos corresponde ao tempo real. O que demora 5 minutos em um sonho leva 5 minutos na realidade. Se nos sonhos parece que nos movemos rapidamente de um lugar para outro é porque não sonhamos com a viagem propriamente dita.”
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Stephen LaBerge, PHD, é o cientista da área dos sonhos lúcidos. Comprovou a existência dos sonhos lúcidos na década de 80, na universidade de Standford, conforme já exposto nesse blog em tópico anterior(abaixo da foto).

      Eu sou apaixonado por cinema. Mais como diversão. E já que a temática dos sonhos veio mais forte do que nunca no cinema(sem considerar Waking Life que só fui conseguir em dvd), vou aproveitar esse espaço que é um prato cheio pra unir o útil ao agradável.
       Desde “A Morte nos Sonhos” – Dreamscape, com Dennis Quaid que não via um filme tão espetacular e emocionante envolvendo a temática dos sonhos… pelo menos no sentido de uma história tão espetacular e envolvente, sob a forma de uma bela ficção científica.

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Inception ou A Origem(título em português não ficou legal) nos leva ao universo dos sonhos de uma maneira diferente, com uma história especialmente bem contada. Faz a gente viajar junto com os personagens no que parece ser uma viagem rumo ao infinito de possibilidades dos sonhos.
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Há uma carga filosófica que lembra Matrix, mas opera numa área diferente. Não pretende surpreender com o que é real ou não. Quer dizer, não é o objeto principal. A trama nos seduz porque o que o personagem quer é algo que causa empatia a toda e qualquer pessoa: voltar pra sua família. Poder ter seus filhos de volta.
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Gostei da exploração do sentimento de culpa. O protagonista se degladia grande parte do filme contra ele mesmo em função de um sentimento que carrega. Leonardo DiCaprio faz isso de modo exemplar. Talvez ganhe o Oscar pelo filme A Ilha do Medo ou talvez por esse filme.
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A direção do Christopher Nolan é das melhores que já vi(se não ganhar o Oscar agora vai ser muita sacanagem). Conduz o filme como um grande maestro conduz sua orquestra. O ritmo é embriagante, mas sem exagerar!  O Cavaleiro das Trevas já havia sido assim e o que eu achava quase impossível de superar, na sua história em termos de direção, ele vem e faz ainda melhor, com toda maestria.
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Curte o tema dos sonhos? Gosta do diretor? Ou pelo menos adora uma boa história?Então corre pro cinema. Agora, caso não esteja muito afim de pensar, deixe pra outra hora porque é daqueles filmes com um mínimo de exigência cerebral(coisa que anda faltando muito ultimamente em Hollywood).
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Para quem já viu o filme:
(não leia se ainda não assistiu)

Pra mim o grande mérito do Nolan é conseguir conteúdo surpreendente, instigar reflexões num filme hollywoodiano, com orçamento de blockbuster, pinta de blockbuster, renda de blockbuster e alma de filme autoral.

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Uma idéia implantada na gente quando criança ou uma educação inserida numa cultura recheada de preconceitos e discriminações, produzem os efeitos mais devastadores que a gente vê e pode imaginar. Parece mesmo que as idéias podem mesmo se propagar como um vírus e assombrar de forma chocante.

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O que arrasava o Cobb era a idéia de culpa pela morte da Mal. E de fato ele realmente foi um bocado inconsequente ao tentar implantar a idéia nela. Mas o filme não mostra se ele tinha muita opção naquela situação. Foi a única solução que encontrou para levar a Mal de volta ao mundo real.
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A maneira como implantam a idéia no herdeiro, aproveitando-se da relação conturbada com o pai(nada amável) é feita de maneira sublime.
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Assim, apesar do peaozinho rodando no final, sigo a linha do Rubens Ewald Filho em que o mais simples deve ser o mais provável e não o mais estapafúrdio(apesar do diretor deixar sinais pra isso).
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Típica hora em que saco a minha Navalha de Ockham e fico com a teoria mais simples e evidente. Cobb nem ficou ali para olhar o peão porque ele já tinha se livrado de seus fantasmas e principalmente da idéia de sua culpa.

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Para grande parte do público no entanto… ficou a carência de uma certeza, algo mais concreto, sem qualquer sombra de dúvida. Ah! A dúvida! Mesmo que a esmagadora maioria dos sinais apontassem para um final feliz, eis que não mostrar o peão caindo no final tem a capacidade de nos contaminar a ponto de começar a duvidar de tudo novamente!…

Férias na reta final e mais um sonho lúcido! Com esse foram quatro(4) noites com sonhos lúcidos num mês. Após nove(9) dias do meu último sonho consciente, hoje tive mais um.

Circunstâncias pré-sonho lúcido:

Assistimos dois filmes durante a noite(A Caixa com a Cameron Diaz e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado). Jantei pelas 20h uma fatia de pão com omelete deliciosamente preparado pela minha esposa e suco de uva.

Dormi pelas 1:10h…

Acordei as 5:36h pra dá um mijão e morto de fome comi uma maçã.

Depois tive o sonho lúcido, acordando as 8:30h.

Segue relato:

Eu olhava pela janela de um trem a bela paisagem. Enquanto curtia aquela beleza muito colorida tive meu acesso de lucidez.

Mantive fixado meu olhar na paisagem que passava e fui me aproximando da janela. Estava determinado a não perder rápido a consciência. Olhei por mais alguns instantes e saltei pela janela levantando vôo.

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Sobrevoando todo aquele verde de pastagens e árvores, percebi que a minha perda de consciência parecia iminente e vinha na forma de escuridão que começara a tomar conta do cenário. Esfreguei as mãos e decidi pousar e lutar contra o despertar usando as velhas técnicas de sempre. Foi um pouso bem super-heróico e rápido. Minha vontade era bem respondida.
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Esfreguei as mãos e comecei a caminhar. As sombras pareciam ficar para tras de mim. Encontrei uma família trabalhando em algo que parecia uma construção num fazenda. Vi uma senhora carregando coisas.
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Pensei em usar uma porta e tornar tudo mais claro eliminando as sombras de uma vez. Virei meu braço para trás pensando na maçaneta de uma porta e ao me inclinar para trás levei um tombo.
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A queda de costas me fez atravessar um muro enorme de arbustos. Ali estava bem nítido e a escuridão recuou.
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Caminhei na direção de uma estrada de chão e lembrei de uma experiência que eu queria fazer com memórias do subconsciente.
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Meu plano era tentar acesar memórias da minha infância que eu não lembro mais. Caminhando pela rua observava as casas uma a uma, procurando reconhecer aquela que fosse da minha família na época, em Braço do Norte. Talvez também a casa do Vanderson(!?), meu primeiro amigo de infância, quando eu tinha 03 anos.
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Observando as casas, reparei que a estrada deixara de ser estrada de chão, tornando-se paralelepípedo. Acordei. ;P

Essas férias estão me fazendo curtir pra caramba e meus sonhos lúcidos idem.
Ontem tive mais um. Talvez seja meu recorde de sonhos lúcidos num mês. 03 dias com sonhos lúcidos num mês… não lembro disso ter acontecido. E a média estava nesse ano em 01 sonho lúcido por mês. Desconsiderando os sonhos lúcidos sequenciais numa noite, claro.

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Segue relato do pequeno sonho lúcido:
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Numa cobertura de um prédio imenso, em uma bela e grande cidade, eu contemplava a visão panorâmica da cidade. Uma emergência começara a acontecer e rapidamente eu saí em direção a enorme janela que estava aberta.
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Próximo de mim e a minha frente, ninguém menos do que Clark Kent, estava abrindo o seu paletó, surgindo aquele lendário S no tórax… maaaaaassss eis que eu dei um chega-pra-lá nele e avisei: “Pode deixar que dessa eu cuido!”
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Meu uniforme era o do Capitão Marvel!! Sim daquele guri que grita “Shazam”! heheheeheh só que eu nem tinha pronunciado o nome. Passei a mil com meu uniforme escarlate, relâmpago no peito e levantei vôo sobre a metrópole.
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Quando comecei a sobrevoar a cidade me veio a lucidez. Foi imediato. Acelerei meu vôo e fiquei fazendo acrobacias sobre a bela cidade.
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Eram prédios e mais prédios, alguns bem altos e o ambiente era noturno. Experimentei voar em super-velocidade, desviando os arranhas-céus. Lembro de estar tentando permanecer lúcido esfregando
fortemente as mãos, mas logo acordei(ou tive um falso despertar?!).