Author

Márlon

Browsing

Um psiquiatra Holandes, Fredrick Willelms Van Eeden, usou o termo “sonhos lúcidos” pela primeira vez num artigo que publicou em Londres no ano de 1913.

Iniciou um diário dos seus sonhos aos 13 anos de idade, narrando 352 sonhos lúcidos por um período de 14 anos. Seu interesse não se resumia a conseguir ficar consciente durante os sonhos, mas conquistar a capacidade de fazer valer sua vontade ao sonhar.

Se tem algo que aprendi de técnicas para obtenção de sonhos lúcidos é sobre a necessidade de não estar estressado, cansado demais ou com coisas demais martelando na cabeça. Outro fator bem importante é anotar os sonhos. Na medida em que vamos anotando eles num caderno ou diário, vamos exercitando nossa mente, focando ela sobre os sonhos. Voltando nossa atenção para eles, nossa percepção vai melhorando e invariavelmente vamos nos flagrar durante a experiência do sono REM.

Abaixo, segue mais um pequeno sonho lúcido que tive:

Meu último sonho lúcido aconteceu dia 15/02/2010 e antes de ontem fui presenteado com mais um! Fazia muito tempo que a frequencia de sonhos lúcidos não aumentava. Esse foi espetacular!

Havia uma japonesa me encarando num prédio onde eu morava e pedira algum favor. Lembro-me bem dela parada na entrada do seu apartamento e lançando um charme bastante provocador, com sua beleza oriental encantadora. Eu me encontrava na porta do elevador panorâmico. Estava na iminência de subir para casa.

Entrou no corredor minha amada ruiva e flagrou a cena. Acometida de uma expressão furiosa, nem fiquei ali para presenciar  a cena. Mandei o elevador subir para o nosso apartamento. Ao subir contemplava através do elevador panorâmico a paisagem e conseguia ver também minha esposa(editado: na época desse post eu estava casado com a Mery) que tirava satisfação com a japa.

Observando detalhes do vidro do elevador foi que fui inundado com a certeza de se tratar de mais um sonho. E lá estava eu mais uma vez, com plena capacidade de raciocínio e consciência de que estava sonhando. Euforia contida, fiquei curioso para saber como seria esse nosso apartamento no sonho. Quem sabe poderia ser um futuro apartamento nosso?

Sai do elevador e me dirigi a qualquer porta, pensando se tratar do nosso ap. Experimentei nem abrir a porta e simplesmente atravessá-la. Ergui as duas mãos como que para apoiar meu corpo na porta e VUUSSHHHHH entrei de sopetão para dentro.

Começava com um pequeno corredor de entrada que dava na cozinha e copa conjugados. Havia um banco de madeira de cor branca muito bonito. O ambiente era bem claro, com predomínio da cor branca. Ouvia bem vários pássaros cantando, numa harmonia fabulosa. Dos utensílios típicos de cozinha, como microondas, armários embutidos, fogão… me chamava a atenção a presença de alguns relógios. Todos de ponteiros e estavam aparentemente parados.

Relembrei a idéia de procurar números para jogar na loteria. Comecei a olhar um por um dos relógios, buscando encontrar algum número perdido. Quando olhei um relógio de ponteiro, daqueles a corda, percebi que havia o reflexo de alguns números digitais nele… quando se fixaram, rapidamente comecei a repetir para mim mesmo.

Subi em cima daquele banco de madeira, comecei a fazer uns movimentos típicos de ginástica olímpica e repetindo pra mim mesmo aqueles números e que não poderia esquecê-los ao acordar.

Ao acordar, rapidamente, saí atrás de caneta e papel e como não estava em casa, mas na casa dos meus pais, levei um tempinho até encontrar. Mas lembrei de todos os números.

Há uma discussão corriqueira nas comunidades sobre sonhos lúcidos sobre o que é possível desenvolver através dos sonhos lúcidos. O que me chamou a atenção recentemente, foi uma declaração do neurocientista Sidarta Ribeiro( http://pt.wikipedia.org/wiki/Sidarta_Ribeiro ), sobre as possibilidades que os sonhos lúcidos podem nos trazer.

Mais especificamente, ele levanta a hipótese de aprendizado. Imagine como no filme Matrix, quando Neo está aprendendo Kung Fu e outras artes marciais através dos simuladores mentais.

“Se as pressões seletivas sobre a nossa espécie diminuírem ainda mais, o fenômeno do sonho lúcido pode ser usado de forma corriqueira como ferramenta de aprendizado”, diz Sidarta Ribeiro.
link da citação: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_433086.shtml

Não é novidade o desenvolvimento de grandes soluções em diversas áreas científicas, através dos sonhos. Ou ainda inspirações para livros para autores renomados como Stephen King ou Neil Gailman. Seja Kekulé com a cadeia de benzeno, seja a maozinha na tabela periódica, a agulha da máquina de costura e por aí vai. Mas foram soluções em sonhos involuntários. As possibilidades para os sonhos lúcidos ainda são bem embrionárias.

O Sonho de Kekulé
“Eu estava sentado à mesa a escrever o meu compêndio, mas o trabalho não rendia; os meus pensamentos estavam noutro sítio. Virei a cadeira para a lareira e comecei a dormitar. Outra vez começaram os átomos às cambalhotas em frente dos meus olhos. Desta vez os grupos mais pequenos mantinham-se modestamente à distância. A minha visão mental, aguçada por repetidas visões desta espécie, podia distinguir agora estruturas maiores com variadas conformações; longas filas, por vezes alinhadas e muito juntas; todas torcendo-se e voltando-se em movimentos serpenteantes. Mas olha! O que é aquilo? Um das serpentes tinha filado a própria cauda e a forma que fazia rodopiava trocistamente diante dos meus olhos. Como se se tivesse produzido um relâmpago, acordei;… passei o resto da noite a verificar as consequências da hipótese. Aprendamos a sonhar, senhores, pois então talvez nos apercebamos da verdade.” – Augusto Kekulé, 1865

Fazia muito tempo que não conseguia mais ter um sonho lúcido. Dessa vez fui surpreendido como um belo presente de aniversário.

O sonho se passava dentro de uma casa. Eu caminhava pela sala e tive aquela sensação arrebatadora de que tudo não passava de sonho. Foi quando tudo começou a perder a nitidez e escurecer.

Lembrei da técnica das portas. Pensei em me virar, encontrar uma porta, abrir ela e do outro lado estaria tudo nitido novamente. E aconteceu exatamente assim.

Tudo ficara mais nítido. E decidi repetir a experiência em outra porta e desejei que tudo ficasse maravilhosamente brilhante. E o novo recinto reluzia. Decidi esfregar as mãos. Fui para outra porta. Pouco tempo depois acordei com muita vontade de ir ao banheiro. ;P

O que é sonho lúcido?

Sonho lúcido é viver a experiência do sonho, mantendo simultaneamente a capacidade de raciocínio, consciência ou reflexão de que tudo é um sonho.

Para que serve?

A finalidade completa dos sonhos lúcidos ou conscientes ainda não está delimitada. Longe disso.

Até agora pelas experiências que tive, os relatos encontrados e as literaturas a respeito, tirei as seguintes conclusões com relação ao “para que serve?”:

1- Prazer.
Dentro de um sonho lúcido, há a iminente possibilidade de se aprender a controlar o sonho. Uma vez atingida a percepção de que tudo é criação mental tua, pode-se aprender a controlar tudo o que ali acontece ao seu bel prazer. Experiências sexuais, artísticas, espirituais etc..

2- Reflexões ou autoconhecimento.
Com o sonho lúcido puro, sem necessidade do desenvolvimento do controle do sonho, é possível ao sonhador aprender a testemunhar suas manifestações mentais involuntárias e interagir com elas.
Exemplo: tentar compreender no sonho porque sonhou com aquela criança , ver bem como ela é, brincar com ela, conversar etc.. ou o porquê da presença contínua de certas figuras ou tipos de sonho.

3- Poder.
No sonho lúcido se sabe que todas as manifestações de cenário, personagens e percepções advém do próprio sonhador. Pode-se adquirir o controle absoluto do sonho, manipulando ou criando, paisagens, personagens, onde o limite nisso é a própria imaginação. A pessoa se torna ali dentro um espécie de divindade, tamanho o seu poder. É possivel obter o controle de pesadelos.

4-Respostas ou conhecimentos.


Há diversos exemplos nas mais diversas áreas de estudo de pesquisadores, inventores, cientistas ou artistas que obtiveram respostas a grandes questões através dos sonhos. Mendelev(tabela periódica), Kekulé(a cadeia fechada do benzeno), o inventor da máquina de costura(solução da ponta da agulha) etc.. é verdade que tais respostas ou descobertas foram obtidos involuntariamente, mas com os sonhos lúcidos, tais problemas poderiam ser abordados com diferentes perspectivas.



“Se as pressões seletivas sobre a nossa espécie diminuírem ainda mais, o fenômeno do sonho lúcido pode ser usado de forma corriqueira como ferramenta de aprendizado”, diz Sidarta Ribeiro. 

link da citação:http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_433086.shtml






Após muitos meses, tantos que perdi a conta, finalmente voltei a ter um sonho lúcido.
Mais uma vez, foi numa situação em que dormi bastante, não fui dormir muito cansado, mas com aquele soninho já se aproximando.
O sonho lúcido aconteceu assim:
Saindo de dentro de uma casa, um sobrado grande e imponente e eu morava nele. Após resolver alguns problemas ali dentro, comecei a caminhar numa rua. Ela tinha um asfalto estranho, em que os contornos laterais não eram retos como numa rodovia comum. Eram bem tortos até. Mal acabados. E era uma estrada bem comprida. Não via o fim dela. Estranhei tanto o fato de sair daquela casa que era familiar e desconhecer aquela rua que me veio a idéia de tudo ser um sonho.
Fui tomado mais uma vez por uma sensação de alegria bem forte. Pensei em fazer testes de realidade. Olhar para mão… não… não to afim de ver mais dedos tudo amontoados. Eu sei que estou sonhando. Não preciso de testes! Por outro lado tbém não quero voar. Chega de voar. Parece que é só isso que sei fazer. Então… deixa eu ver mais essa rua.
Caminhei, era uma rua bem incompleta mesmo. Inacabada. Voltei para dentro daquela casa. Minha intenção era rever os personagens e problemas que ali estavam. Acabei tendo um falso despertar.