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Márlon

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Para quem ainda não conhece, o sonho lúcido é uma modalidade de sonho no qual o sonhador atinge um grau de consciência suficiente para perceber a realidade em que se encontra e dispor de sua capacidade de raciocínio e lucidez enquanto desfruta do estado mental de sonho.

Portanto, isso implica na percepção de uma realidade totalmente adversa da realidade do nosso cotidiano. O universo mental dos nossos sonhos é uma criação nossa.

Isto é, nosso cérebro disponibiliza uma quantidade praticamente infinita de informações para moldar um ambiente que traz consigo a maneira como interagimos com o mundo. Em resumo, no momento que atingimos a lucidez, testemunhamos de perto essa realidade reconstruída dentro de nós e podemos desenvolver a capacidade de assumir absoluto controle sobre tudo que ali está.


A experiência de conseguir ficar consciente num sonho é a de penetrar numa nova realidade.

 

Assim, na prática significaria, uma vez desenvolvido esse domínio sobre seus sonhos ou o seu controle, poder realizar qualquer fantasia. Ou seja, você pode: transformar-se em algum super-herói ou divindade, atravessar paredes, redesenhar o próprio ambiente do sonho, ter experiências sexuais muito intensas etc..

Obviamente as fronteiras dos sonhos lúcidos não se limitam a esses prazeres que o sonhar consciente pode proporcionar. Durante o sonho consciente ou lúcido, vivenciamos uma maneira de percepção totalmente diferente quando acordados e isso implica em novos padrões de cognição ainda não explorados.


Stephen LaBerge

A comprovação da existência dos sonhos lúcidos já foi efetuada. Como resultado das pesquisas de Stephen LaBerge Ph.D, quando comandou (década de 80) estudos na Universidade de Stanford- USA, onde sonhadores lúcidos utilizaram as fases REM (movimento rápido dos olhos) dos sonhos, com o intuito de se comunicar. Em resumo, essas fases todos nós temos durante uma boa noite de sono. Trata-se daqueles momentos em que estamos vivenciando os sonhos e podemos perceber sob as pálpebras o movimento dos nossos olhos.

A princípio, os olhos não estão sujeitos a rigidez natural do sono. Desse modo, os sonhadores lúcidos movimentaram os olhos, de acordo com o código previamente combinado, enquanto as maquinas da universidade registravam os padrões de ondas cerebrais típicos de fase REM durante um sonho, só que o sonhador lúcido pôde então estabelecer sua comunicação, movimentando os olhos perpendicularmente e efetuando o código Morse como que dando um “tchauzinho” lá de dentro de um sonho para os monitores do laboratório, assim sendo as seguintes letras:

 

“S” “L” – de Stephen LaBerge 😉
 

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