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Considerando que os olhos não ficam submetidos a rigidez ou paralisia do sono enquanto sonhamos, Stephen LaBerge e Keith Hearne foram os primeiros pesquisadores a se utilizarem da idéia de comunicação através do movimento dos olhos, entre sonhadores lúcidos e pesquisadores.

Os primeiros pesquisadores da área dos sonhos lúcidos, perceberam que durante a fase REM(movimento rápido dos olhos) do nosso sono, poderiam combinar com seus sonhadores lúcidos, um código para se comunicar, através do movimento dos olhos, de dentro dos sonhos, diretamente para os pesquisadores do laboratório do sono.

Filme baseado em fatos reais: “O Escafandro e a Borboleta”.

A área de estudo dos sonhos lúcidos ou da consciência nos sonhos foi reconhecida pelo mundo científico há apenas 3 décadas atrás. Mais precisamente, sua primeira evidência (1)  foi conseguida em 12.04.75, com o estudo para tese do doutor Hearne pela Universidade de Hull(Inglaterra) e pouco depois difundida pela conclusão dos estudos de Stephen LaBerge da Universidade de Standford(EUA).

Doutor Hearnes começou a pesquisar primeiro, mas não levou o crédito pela comprovação.

Parece haver certa controvérsia sobre quem possui o crédito de ter conseguido a primeira comprovação científica. Se por um lado o doutor Hearne foi o pioneiro ou primeiro desbravador da técnica pelo uso do movimento dos olhos na comunicação, entre sonhadores e pesquisadores em laboratórios do sono, por outro lado quem apresentou os primeiros resultados conclusivos, perante a comunidade científica em geral, foi LaBerge.

Stephen LaBerge detém o reconhecimento pela comprovação da existência dos sonhos lúcidos

De fato, o primeiro sonhador lúcido, a transmitir sinal através do movimento dos olhos foi Alan Worsley. Foi feito o monitoramento num laboratório do sono, com uma máquina de polissonografia, para as pesquisas da tese do doutor Hearne.(2)



Alan Worsley foi o primeiro sonhador lúcido a se comunicar de dentro dos seus sonhos, com o movimento dos olhos. 

LaBerge reconhece o pioneirismo de Alan Worsley, como sonhador lúcido e em seu livro, Sonhos Lúcidos, apresenta seus argumentos, mas critica a postura reticente de Hearne ao não divulgar sua tese concluída em 1978 pela universidade de Liverpool. O reconhecimento pela comunidade científica acabou recaindo sobre o doutor LaBerge:

“Como resultado da reticência de Hearne, ou talvez por mero acidente, até o fim de 1980 em Stanford não se soube nada do trabalho daquele inglês. Nessa época os nossos próprios estudos, já mais amplos, haviam ido consideravelmente mais longe que o trabalho da tese original de Hearne e, como conseqüência disso, a pesquisa pioneira dele só confirmou o que já sabíamos” (3)
Notas:

1 -http://www.keithhearne.com/wp-content/uploads/2010/06/FIRST-EVER-LUCID-DREAM-SIGNALS1.pdf
 
2 http://www.keithhearne.com/science-2/
 
3 – LABERGE, Stephen. Sonhos Lúcidos. 1985
Ed. Siciliano Livros, Jornais e Revistas Ltda. 1990(esgotada)

Beverly D’Urso, para mim é uma das maiores sonhadores lúcidas do mundo. Ela tem sonhos lúcidos desde os 7 anos de idade. Foi quando aprendeu a enfrentar terríveis bruxas que a faziam ter os maiores pesadelos.

 

http://wedreamnow.info/

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Ela ajudou a comprovar a existência dos sonhos lúcidos nos laboratórios do sono. Stephen LaBerge precisou muito dela, nas pesquisas de comprovação dos sonhos lúcidos, na Universidade de Standford.  Beverly D’Urso, tem mestrado em Psicologia Cognitiva, doutorado em Inteligência Artificial, e já foi reconhecida como uma das sonhadoras lúcidas mais frequentes.
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Entrevista com minha “ídola”(em inglês):

http://www.dreaminglucid.com/dreamspeak/DreamSpeak%2029-31%20Beverly%20D’Urso%20PhD.pdf

“Used by permission of The Lucid Dream Exchange, http://www.dreaminglucid.com/

Há uma entrevista com a psicóloga, Ph.D, Jayne Gackenbach, em que ela aponta como as pessoas com melhor predisposição para sonhos lúcidos, como sendo os jogadores de vídeo game e aqueles que praticam meditação.
A entrevista em inglês está aqui:
http://www.dreaminglucid.com/dreamspeak/DreamSpeak53JayneGackenbach.pdf
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Resumidamente, ela afirma que por meio de suas pesquisas e experiência, concluiu que pessoas que praticam a meditação com frequencia, normalmente podem ter muitos sonhos lúcidos por semana. Sabe-se que para os meditadores orientais essa prática dos sonhos lúcidos não é novidade alguma. Ela também aponta que esses mestres na meditação, podem ter sonhos lúcidos praticamente todas as noites.

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Porém, a novidade mesmo aparece, quando afirma que os jogadores de vídeo-game também possuem predisposição, acima da média da população, para conseguir atingir a consciencia nos sonhos.

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Isso acontece, segundo a cientista, porque nesse tipo de prática a pessoa está envolvida com uma realidade virtual, interage com esse outro meio, manipula, interfere e controla ele. Segundo ela talvez o diferencial estja no fato de que essas pessoas invariavelmente vão possuir um grau de concentração acentuado, experiência em lidar com outro tipo de realidade:

 “Se você passa todo dia na realidade virtual, não é surpresa que você consiga reconhecer uma realidade alternativa, pela noite, quando adormecido” – afirma Jayne Gackenbach.*
http://www.dreaminglucid.com/dreamspeak/DreamSpeak53JayneGackenbach.pdf

Numa interessante discussão sobre a diferença do tempo nos sonhos e na vigília(termo usado pra designar quando estamos acordados), segui em busca das fontes e últimas pesquisas.
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Desde a década de 80 os experimentos em laboratórios do sono, conduzidos por Stephen LaBerge apontavam para a equivalência de tempo nesses dois estados. Os sonhadores lúcidos foram instruídos a efetuarem a comunicação de dentro dos sonhos, movimentando a única parte do corpo(passível de comunicação) que está livre da rigidez natural dos sonhos: os olhos.

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Os sonhadores ao ficarem conscientes, executaram contagem de 01 a 10. Comunicando o feito para os monitores. Comprovou-se a equivalência de tempo nesses estudos em 1985:
http://www.lucidity.com/slbbs/index.html
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Novos estudos foram retomados, agora por pesquisadores alemães, em 2004 por Daniel Erlacher – Institute for Sport and Sport Science, University of Heidelberg, Alemanha e
Michael Schredl – Sleep laboratory, Central Institute of Mental Health, Mannheim, também da Alemanha.
 

 
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Investigaram a relação de tempo requerido para tarefas especificas: o ato de contar e execução de agachamentos, realizando-as quando acordados e durante o sonho. Participaram do experimento 5 experientes sonhadores lúcidos(faixa etária entre 26-34 anos), quatro homens e uma mulher.
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Os resultados mostram que o tempo necessário para contar em um sonho lúcido é equivalente ao tempo da vigília. Porém, para a execução dos agachamentos foi necessário mais tempo dentro dos sonhos. Mais precisamente, em média, o tempo para executar esse exercício dentro dos sonhos foi 44,5% maior nos sonhos do que na vigília.
 

http://daniel.erlacher.de/index.php/Time_required_for_motor_activity_in_lucid_dreams

 

Para quem ainda não conhece, o sonho lúcido é uma modalidade de sonho no qual o sonhador atinge um grau de consciência suficiente para perceber a realidade em que se encontra e dispor de sua capacidade de raciocínio e lucidez enquanto desfruta do estado mental de sonho.

Portanto, isso implica na percepção de uma realidade totalmente adversa da realidade do nosso cotidiano. O universo mental dos nossos sonhos é uma criação nossa.

Isto é, nosso cérebro disponibiliza uma quantidade praticamente infinita de informações para moldar um ambiente que traz consigo a maneira como interagimos com o mundo. Em resumo, no momento que atingimos a lucidez, testemunhamos de perto essa realidade reconstruída dentro de nós e podemos desenvolver a capacidade de assumir absoluto controle sobre tudo que ali está.


A experiência de conseguir ficar consciente num sonho é a de penetrar numa nova realidade.

 

Assim, na prática significaria, uma vez desenvolvido esse domínio sobre seus sonhos ou o seu controle, poder realizar qualquer fantasia. Ou seja, você pode: transformar-se em algum super-herói ou divindade, atravessar paredes, redesenhar o próprio ambiente do sonho, ter experiências sexuais muito intensas etc..

Obviamente as fronteiras dos sonhos lúcidos não se limitam a esses prazeres que o sonhar consciente pode proporcionar. Durante o sonho consciente ou lúcido, vivenciamos uma maneira de percepção totalmente diferente quando acordados e isso implica em novos padrões de cognição ainda não explorados.


Stephen LaBerge

A comprovação da existência dos sonhos lúcidos já foi efetuada. Como resultado das pesquisas de Stephen LaBerge Ph.D, quando comandou (década de 80) estudos na Universidade de Stanford- USA, onde sonhadores lúcidos utilizaram as fases REM (movimento rápido dos olhos) dos sonhos, com o intuito de se comunicar. Em resumo, essas fases todos nós temos durante uma boa noite de sono. Trata-se daqueles momentos em que estamos vivenciando os sonhos e podemos perceber sob as pálpebras o movimento dos nossos olhos.

A princípio, os olhos não estão sujeitos a rigidez natural do sono. Desse modo, os sonhadores lúcidos movimentaram os olhos, de acordo com o código previamente combinado, enquanto as maquinas da universidade registravam os padrões de ondas cerebrais típicos de fase REM durante um sonho, só que o sonhador lúcido pôde então estabelecer sua comunicação, movimentando os olhos perpendicularmente e efetuando o código Morse como que dando um “tchauzinho” lá de dentro de um sonho para os monitores do laboratório, assim sendo as seguintes letras:

 

“S” “L” – de Stephen LaBerge 😉
 

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