Voltando a essa questão um tanto dramática, a qual já foi tema por aqui.   Dessa vez retorno ao assunto, destacando as pesquisas de laboratório, referente ao nível de eficiência.

zombienov10

Imagino que a resposta mais simples a essa questão, continue sendo: “aquela que funciona melhor para você”. E ora, isso já vem sendo defendido aqui no site há um bom tempo. Partindo desse ponto, fazendo algumas novas reflexões e considerando os 10 anos de experiência, em pesquisas através do site (e para o site) –  existem de fato alguns fatores que não podem deixar de ser ressaltados.

Em 2011 (ver aqui) fiz um levantamento sobre as Técnicas mais conhecidas: MILD, Tholey, WBTB, Incubação, Reality Checks, WILD e DEILD. Apenas por experiência própria ou opinião pessoal, continuo sugerindo que se experimente por um tempo cada uma delas e seja feita uma avaliação do que é mais efetivo, de acordo com a própria individualidade e as dificuldades/peculiaridades da rotina de cada um.

 

amylou

 

Uma pesquisa conduzida por Tadas Stumbrys, Daniel Erlarcher e outros ¹ realizou uma análise de diversas técnicas de indução de sonhos lúcidos, experimentadas em laboratório, para determinar a eficiência desses métodos de indução. Fiz uma adaptação em relação a metodologia que utilizaram para graduar, em diversos níveis esse grau de sucesso. Nessa minha adaptação, deve-se considerar as letras A como bom grau de eficiência e letra B, como razoável grau de eficiência. Letra C, como sendo baixo grau de sucesso.  Resumidamente, segue algumas das principais técnicas de indução:

 

Bom grau de eficiência na indução de sonhos lúcidos:

A – Tholey/ Autossugestão, Reflexão e Intenção

A – Autossugestão

A -Sugestão pós-hipnótica

A- WILD

 

Razoável grau de indução de sonhos lúcidos:

B – Estímulos luminosos

B – MILD

B -Intenção

B – Reflexão/Testes de Realidade

 

Baixo grau de indução de sonhos lúcidos:

C- SOM

C- Água

 

Chama a atenção como é importante a autossugestão. O Método de Tholey, quando bem aplicado, reúne não apenas a autossugestão, mas também intenção e reflexão, explicando seu bom nível de eficiência para indução da lucidez nos sonhos. Curiosamente a técnica WILD sempre foi uma das mais acessadas e pode ser vista na página inicial, entre as mais populares/visitadas.  A sugestão pós-hipnótica, certamente deve render um novo post aqui no site.

 

Fonte Bibliográfica:

(1) – STUMBRYS, Tadas e outros. Induction of lucid dreams: A systematic review of evidence. 2012. Conciouness and Cognition 21.

Author

4 comentários

  1. Gostaria de relatar minha experiencia hoje, eu costumava seguir alguns passos, mas atualmente não mais.
    Dormi por volta da 1h da manha, logo acordei 6h na qual eu acordei, comi e voltei para cama, voltei a dormir 7h, logo senti meu corpo adormecer, e do meu lado havia um espelho onde eu olhava (dormindo e sentindo que estava dormindo) e via que a imagem do espelho mexia e acenava para mim,, logo assumi o controle e percebi que era um sonho, isso aconteceu umas 4x mesmo quando eu acordava, voltava a tentar a mesma coisa. E aconteceu, mesma cena do espelho e sentindo meu corpo dormindo, sabia que ali era um sonho. Tal que no ultimo eu tive um falso despertar, olhei o relogio do meu celular e eram 15h da tarde, logo percebi que era mais um sonho lucido, foi a experiencia mais lucida e vivida.

    • Uau! Que experiência bacana Renan! É muito interessante como o sono a partir da 6a hora sempre é o melhor – em função das maiores fases REM (tardias). Seja sempre bem-vindo para mais relatos e trocas de experiências.

  2. Olá! Em meados de outubro de 2016 tive um sonho bastante complexo, que envolveu uma nação européia e um contexto geopolítico atrelado á mesma. O sonho dividiu-se em cinco partes, a última das quais ocorreu em algum lugar da nação há pouco mencionada, num ambiente perturbador (um céu de cor sépia e construções em ruínas por todos os lados)…
    Neste ponto do sonho eu me achava em companhia de um grupo de pessoas desconhecidas – homens e mulheres, alguns dos quais na casa dos 22 anos de idade (bem mais jovens que este que vos escreve, que está na casa dos 30). Todos estavam abrigados numa das poucas edificações que haviam sobrado e o clima era de desastre… Entremeios, o que mais chamou minha atenção foi o fato de eu ter “descoberto” que era casado com uma das moças ali presentes… Esta, era nativa daquele local, sendo adepta de uma subcultura urbana muito em voga por aquelas bandas da Europa; e, com a qual nunca tive qualquer ligação…
    Tendo o hábito de anotar meus sonhos desde 1998, o que fiz foi proceder de tal maneira com esse que estou a narrar, não me esquecendo de registrá-lo em minúcias, bem como a data precisa de sua manifestação…
    Então, em 25 de abril deste ano (2018), eis que lá estava eu fazendo uma pesquisa por imagem – cujo objetivo nada tinha a ver com o resultado – e me deparo com a foto de uma moça simplesmente idêntica áquela que seria minha esposa em sonho… Instigado pela sensação de deja vu que se sucedeu, comecei a buscar a origem daquela imagem, e o que descobri tem me deixado pensativo…
    Não só encontrei mais fotos da referida moça, como também, me deparei com algumas coincidências inusitadas demais… A primeira delas é que a moça de “cá” é nativa do MESMÍSSIMO lugar que aquela que encontrei em sonho. A segunda coincidência diz respeito aos nomes de ambas: a de “lá”, minha “esposa”, fora batizada com a variação russa do referido nome, ao passo que a de “cá” realmente porta a variação encontrada na Europa Ocidental do mesmo…
    Mas, a maior de todas as coincidências reside no fato de a moça de “cá” ser adepta (pasme!) da mesma subcultura de que minha “esposa” era praticante… Confesso que jamais, nesses 20 anos que tenho registrado meus sonhos, me deparei com algo tão insólito…
    Grato pela oportunidade!

    • Olá. Relato muito bom. Uma espécie de incubação involuntária. Nós que agradecemos pelo relato!

Deixe seu comentário