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Experimentos em Sonhos Lúcidos:fronteiras da consciencia.

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É possível fazer sexo nos sonhos lúcidos? Essa última semana tem sido de forma surpreendente, a mais intensa para mim, em termos de frequência e experimentos com sonhos lúcidos. Uma sequência espetacular de noites em que estou realizando experiências com a memória, consciência e… sexo!

Sexo no estado mental dos sonhos conscientes pode ser uma experiência inesquecível.

Antes de mais nada, vale ressaltar parecer existir uma certa dificuldade, para nós homens, em obter orgasmo enquanto estamos no estado mental dos sonhos lúcidos. Isso pode parecer irônico, afinal durante o estado desperto a situação é completamente diferente. Durante os sonhos comuns obviamente também não é o caso. Eu mesmo lembro que tive meu quinhão dessas experiências. São as denominadas “poluções noturnas”, comuns para a maioria de nós, principalmente no período da adolescência (acho que isso foi uma confissão desnecessária… ).

Apesar de que nos sonhos lúcidos a história é bem outra. Em laboratórios de sono, pelo menos até agora, os resultados foram mais favoráveis as mulheres. O desafio é deveras instigante. Por quê raios as mulheres que já possuem a habilidade ou a tendência de obter orgasmos múltiplos, também conseguem com mais facilidade o clímax, quando estão conscientes que estão sonhando?!?

Sonhos Lúcidos, de Stephen LaBerge apesar de esgotado é o livro mais completo sobre o tema dos Sonhos Lúcidos, publicado em português.

No livro Sonhos Lúcidos, de Stephen LaBerge, podemos encontrar a pesquisadora Ph.D,
Patrícia Garfield relatando que dois terços dos seus sonhos lúcidos, apresentam conteúdo sexual e quase a metade culmina em orgasmo. Enquanto no livro Pathway to Extasy ela diz que seus orgasmos de sonho têm intensidade profunda. “Com uma totalidade de si mesma que só às vezes é sentida no estado acordado”, encontrou-se “rebentando em explosões de es¬tremecer  corpo e   alma”.
É ou não é totalmente excelente?!

Pelo menos para o sexo feminino parece estar sendo! O trecho a seguir foi extraído do livro do LaBerge, supra-citado e relata um orgasmo feminino. A sonhadora lúcida é denominada “Miranda” e ela executou durante a experiência sinais ou movimentos previamente combinados, com os olhos, para quem a monitorava no laboratório. Tudo isso, com todo aparato tecnológico conectado na moça para comprovação:
Cerca de cinco minutos depois do quinto período de sono REM(fase do sono “rapid eye movement”) daquela noite, Miranda teve um  sonho lúcido que durou três minutos, em que se desempenhou da tarefa exatamente como havíamos combinado.

       (…)deitada na cama, ainda acordada, com alguém lhe esfregando as mãos no pescoço.   Reconhecendo   a   improbabilidade   de   haver mais alguém no quarto, suspeitou que estivesse sonhando e testou o próprio estado procurando flutuar no ar. Logo que se viu flutuando, convenceu-se de estar sonhando e, atravessando pelo ar a parede do quarto de dormir, fez o sinal combinado. Não encontrando ninguém na sala do polígrafo, continuou a flutuar e saiu por uma  janela fechada.  Continuando, encontrou-se sobrevoando um campus parecido com o das Universidades de Oxford e de Stanford. Continuou voando no ar frio da noite, livre como uma nuvem, parando aqui e ali para admirar as lindas esculturas das paredes. Mas depois de uns minutos resolveu que estava na hora  de começar a experiência.   Sempre  voando, atravessou uma  arcada e viu um grupo de pessoas, aparentemente visitantes que estavam percorrendo o campus. Investindo contra o grupo, escolheu o  primeiro homem que estava ao alcance. Deu-lhe um tapinha no ombro e ele foi na direção dela como se soubesse exatamente o que se esperava que fizesse. Nesse ponto ela deu mais um sinal, indicando que a atividade   sexual estava  começando. Diz que já devia estar excitada por causa do vôo, porque em apenas quinze segundos sentiu-se como se já estivesse chegan¬do ao clímax. Fez o terceiro sinal, indicando que havia tido um orgasmo, quando as ondas finais começaram a diminuir de intensidade.   Logo depois disso  deixou-se acordar   e logo que se sentiu de novo na  cama fez o quarto  sinal, conforme o plano. Disse que o sonho de orgasmo não havia sido extenso nem intenso mas foi certamente um orgasmo real.”

    

  Terrivelmente tomado pela inveja com a perfomance dessa sonhadora lúcida citada no livro, resolvi aproveitar meu ritmo alucinante de sonhos conscientes e dedicar pelo menos uma incursão sexual nos sonhos. Quem sabe não sou eu quem vai descobrir uma técnica revolucionária de orgasmo masculino em sonhos lúcidos?! Não custava tentar.

Acordei após 6 horas de sono, tomei uma água, fiz um xixizinho  e voltei a dormir(programando o relógio para despertar após mais 90 min de sono), desejando ficar consciente nos próximos sonhos…

“Percebi que estava sonhando(sem reality check), era numa casa(tenho sonhos recorrentes com casas) e resolvi que ia fazer a experiência de sexo no sonho lúcido, objetivando o orgasmo. Havia diversas moças lindas na casa e minha “fome” me guiava para qualquer uma delas. De repente sem que eu escolhesse, mas apenas me fitando um pouco mais, uma das loiras veio em minha direção e nos agarramos. Baixei sua blusinha e… … … … … …
… …
. Sabia da fragilidade do orgasmo masculino no sonho lúcido. O sexo estava ótimo, … ….      … por aqueles … e ela arqueava … maravilhoso… quadril para … e  para … em movimentos frenéticos…. até que começou a mudar… ficar mais clarinha, esmaecer.. não não não não não nãoooo… mas eu sabia que minha fase REM tinha bem mais tempo, então não era preciso me preocupar, pois iria continuar em outro sonho!…
Acordei num calçadão. Cheia de gente caminhando pra lá e pra cá. Bwahahahhahahhahah olha eu aqui di novo gente! J E aqui vou eu na minha missão tarada, bizolhando essas mulheres lindas… muitas delas caminhando aqui ali e de repente uma balzaquiana, encorpada, de curvas dadivosas chegou junto a mim. Era uma alemoa, de cabelos compridos, muito elegante a qual agarrei e nos entrelaçamos em mais um arquejante ritmo de cópula onírica, por um tempo considerável, parecido com o anterior e com o mesmo trágico fim. Sim. Mais uma vez não me importei tanto assim, pois sabia que tinha cartucho nesse REM pra queimar. Aham! “Olá Trevas, minhas velhas amigas!” Puf!
Acordei numa casa. De madeira, num quarto e uma porta entreaberta. Desejei que viesse por ela. E veio uma encantadora morena. Atlética, mas sem perder as sedutoras curvas femininas! Mesmo comigo de pé, ela agarrou firme de frente em meu pescoço e entrelaçou suas coxas em mim. Em sonhos, foi o sexo mais longo de todos os tempos. Eu me … bastante, apalpava os …, sentia a …, numa adorável cadência até acordar de vez.

Ainda que tenha acordado sem orgasmo. Por um lado frustrado, por não ter conseguido atingir o objetivo, mas ao mesmo tempo feliz. Seja por de ter conseguido duas vezes seguidas abraçar o desabamento do sonho e voltar com minha consciência; de maneira incólume, logo no sonho seguinte. Por três vezes manter a consciência, sentir prazer, controlar sutilmente a narrativa do sonho, realizando o experimento. Quem já sonhou conscientemente com sexo sabe muito bem da dificuldade que estou falando. Porém o enigma segue inabalável… qual será o segredo da facilidade do orgasmo feminino nos sonhos lúcidos??

Referencia Bibliográfica:
LABERGE, Stephen. Sonhos Lúcidos. 1985
Ed. Siciliano Livros, Jornais e Revistas Ltda. 1990(esgotada)

     Um feito extraodinário realizado por alguns onironautas feras em manter a consciência nos sonhos: conseguiram se comunicar de dentro dos seus sonhos, durante complexos exames de ressonância magnética e monitoramento cerebral.

O objetivo da pesquisa foi verificar os registros das atividades cerebrais de sonhadores lúcidos que avisaram quando iniciaram movimentos com suas mãos enquanto sonhavam.

     O objetivo do aparato tecnológico em cima dos sonhadores lúcidos, era flagrar o comportamento do cérebro, quando os onironautas decidiam fazer movimentos com as mãos nos sonhos. Que diferenças seriam provocadas na ativação cerebral, uma vez que os voluntários estavam conscientes, mas ainda no estado mental dos sonhos?

     Foram seis voluntários que ao se submeterem aos exames, conseguiram realizar a comunicação, com os olhos, avisando que estavam sonhando e conscientes. Em seguida avisaram do início das experiências e iniciaram movimentos com as mãos, ainda sonhando.

    Para assombro de muitas pessoas, os registros das atividades cerebrais colhidos se equivalem ao de uma pessoa movimentando a mão!.. Porém esses sonhadores se encontravam no estado REM do sono. Estavam sonhando e como são sonhadores lúcidos, foram capazes de assumir a narrativa do sonho, realizando os movimentos com as mãos.

Cypher: eu disse que lá dentro aquele bife suculento era tão ou mais prazeroso que aqui fora!

    O mapeamento pela ressonância magnética e demais equipamentos de medição, captaram os registros de atividade cerebral dos movimentos das mãos, realizados pelos sonhadores.
    Martin Dresler do Instituto Max Planck na Alemanha faz interessantes observações sobre os resultados:
    “Sonhar não é apenas olhar para um filme do sonho. As áreas do cérebro que representam movimentos específicos do corpo são realmente ativadas.”
     
     O cientista aponta uma interessante perspectiva para os sonhos lúcidos:
     “O sonhador lúcido tem insights em um estado muito complexo: dormindo, sonhando, mas estando consciente do estado de sonho. Isso pode nos dizer muito sobre os conceitos de consciência”.

 Fontes:


Globo.com: cientistas conseguem ler sonhos em estudo alemão.

Diário da Saúde

Info Abril: por que os sonhos parecem tão reais?

Newscientist

Current Biology: estudo original!

     Conseguir ficar consciente nos sonhos é uma experiência fantástica. A sensação embriagante de liberdade, poder, prazer, criatividade… de explorar esse território tão pouco conhecido!… Mas uma questão que não se encerra tão cedo é sobre a comparação entre a lucidez no sonho lúcido e a lucidez no estado desperto(vigília). Afinal, quando temos um sonho lúcido, estamos tão conscientes quanto na vigília?

Existe diferença entre a consciência quando estamos acordados e a consciência no estado mental dos sonhos lúcidos?

    Não vou entrar, por enquanto, em detalhes técnicos das pesquisas realizadas por Allan Hobson que são contestadas por LaBerge. Já fiz uma abordagem superficial sobre esse tema.
    
    Trago o questionamento para nós onironautas, no sentido de procurar identificar como é essa consciência no sonho lúcido, quando comparamos com a vigília.

    O exemplo a seguir, ilustra bem esse problema. Foi o onironauta Free-Lipe que teve um sonho lúcido em que resolveu fazer as seguintes experiências:

“Ultimamente, estou tentando lembrar memórias básicas da vigília: dados pessoais como nome completo, idade, endereço, rg…etc rsrs

Só tentei isso duas vezes até agora: a primeira vez, eu estava consciente, mas sem muito controle, e o sonho não estava muito nítido, mas lembrei de perguntar a mim mesmo meu nome completo e idade e disse em voz alta: “Meu nome é Felipe Santos de Oliveira, tenho 19 anos…” no sonho isso fez sentido, mas na verdade tenho 21 anos ! kkkkkkkk Ou seja, acertei meu nome completo, mas por algum motivo a informação da idade falhou…

Na segunda tentativa, no SL eu estava conversando com um velhinho e perguntei pra ele: Qual é meu nome completo? Ele respondeu corretamente. Perguntei a minha idade e ele respondeu que eu tinha 25! Na hora eu soube que a resposta estava errada, mas não soube ao certo dizer quanto anos eu tinha, então falei pra ele: “É…more or less!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Depois disso, começamos a conversar em inglês até que fui perdendo a lucidez…”

O próprio termo onironauta traz o significado(do grego) de explorador dos sonhos. E será pelas auto-experimentações que teremos boas chances de entender melhor nossa consciência… pelo menos nos sonhos!

       Considero o exemplo dele muito bom como ponto de partida para procurarmos entender melhor o que é essa nossa consciência e principalmente, como ela se dá durante um sonho lúcido.

       Podemos lembrar os casos dos sonhadores lúcidos em laboratórios de sono que foram perfeitamente capazes de realizar experiências que exigiram a memória dos testes que deveriam fazer, habilidade para execução das experiências e a manutenção da capacidade reflexiva durante os experimentos. Esse pessoal foi simplesmente capaz de enviar mensagens codificadas, através dos movimentos dos olhos enquanto faziam as experiências!… Acredito que esses onironautas consigam manter um altíssimo grau de consciência.

Beverly d’Urso é uma das melhores onironautas que os laboratórios de sono já conheceram.

       Por outro lado, esses experimentos não exigiam maior uso da memória. Eram exercícios simples como efetuar agachamentos e comparar o tempo com o estado desperto. Contar até 10 ou realizar atividades que exigissem coordenação motora. Ainda assim havia necessidade de lembrar da experiência a ser executada e dos códigos a serem enviados, no momento certo.

       É interessante notar como não é tão comum os onironautas conseguirem lembrar dos experimentos que gostariam de fazer em seus sonhos lúcidos. Afirmo isso como exclusiva opinião minha, com base nos relatos(e ausência de) dos onironautas nos mais variados fóruns e comunidades sobre o assunto. É pouco comum encontrar sonhadores lúcidos debatendo sobre seus experimentos previamente planejados, os resultados e as diferenças com os demais. Mas isso parece estar gradativamente mudando. Talvez com a abordagem certa, isso possa ser melhor estimulado.

Paul McCartney criou uma das maiores músicas da história, Yesterday a partir de um sonho… mais uma das inúmeras histórias do estado mental dos sonhos proporcionando resultados fabulosos.

       Talvez uma idéia interessante seja estipular um “Desafio Lúcido” semanal. Isso já é realizado na comunidade de Sonhos Lúcidos do Orkut. Um sonhador lúcido por vez, estipula qual o “desafio lúcido” que irá vigorar durante aquela semana. Trata-se de pequenos testes como se olhar num espelho, plantar bananeira, atravessar paredes, em que os onironautas que vão conseguindo realizar o feito, registram os resultados das suas experiências.

       A provocação do surgimento da consciência pode se dar de uma maneira bem lúdica: o desejo de realizar uma tarefa num sonho lúcido e poder relatar aos demais onironautas como foi a experiência.

       Na medida em que esses testes forem se desenvolvendo, acredito que haverá melhor possibilidade de se entender como é a nossa consciência durante o sonho lúcido.

     Uma das coisas mais frustrantes quando finalmente conseguimos perceber que estamos sonhando, é acordar em seguida. Por isso, esse texto caminha em dois sentidos: contribuir para ajudar a induzir e manter sonhos lúcidos e realizar experimentações.

    Para ajudar na indução da consciência nos sonhos, basta decidir realizar alguma ação nos sonhos. Isso contribui para construir uma narrativa e não acordarmos de imediato quando percebemos estar apenas sonhando. Assim não ficamos empolgados demais com a façanha de manter a consciência no sonho e tentamos descobrir mais como ela funciona por lá!
      

Planejar qualquer ação para um sonho, desejar executar ela já é considerado um meio para ajudar a induzir sonhos lúcidos.

       A idéia que estou propondo aos onironautas por aqui, é a de reunirmos o máximo possível de informações referentes ao funcionamento da nossa consciência, durante o estado mental do sonho lúcido. Levar a cabo tudo isso, através de planos que serão expostos previamente aos demais onironautas, para num segundo momento relatar os resultados executados nos sonhos.

       Um exemplo simples e bacana:
       O onironauta “André“, lembro que uma vez se questionou, no sonho lúcido dele, sobre qual era a própria idade. Respondeu pra si mesmo uma idade errada! Eu achei isso fascinante. Ele fez outras experimentações, assim como outros onironautas, mas isso já se perdeu naqueles fóruns de discussão. Quero resgatar essa idéia que volta e meia temos e registrarmos esses relatos por aqui.

Certas lembranças do estado desperto parecem não estar intactos, durante o estado mental dos sonhos lúcidos. O propósito desse texto é reunir os onironautas para realizarmos e debatermos experimentações: informando o plano, em seguida o resultado e realizando o debate.

       É interessante a gente começar reunindo os planos que serão executados. Não quero restringir demais os testes, mas o foco se vocês me permitem propor, é nós mesmos servirmos  como experimentadores e analistas dessas experiências, que serão debatidas por aqui. E o tema é o mais básico possível, para que possamos comparar os resultados de nossas experimentações nos sonhos.

      Alguns planos meus: 

      1) Questionar:
a) minha idade nos sonhos.
b) qual foi o valor do meu peso em minha última pesagem(peso-me qse todo dia).
c)idade da minha esposa.

Pesquisa de grau avançado(tentando faz meses sem êxito):
      2) Executar:
a) uma visita em uma antiga casa da minha infância, na qual eu não lembro mais de detalhe algum e tinha apenas 3 anos de idade. Vou conferir posteriormente a veracidade das informações com meus pais.

O Marquês Saint Denys em 1867 já tinha livro publicado sobre suas auto-experimentações com sonhos lúcidos. 

Um grande estudioso e pesquisador na área dos sonhos lúcidos,  defende bastante esse tipo de experimento. Nas palavras dele:
      “ Mesmo com os mais sofisticados instrumentos tecnológicos dos laboratórios, não poderíamos responder essa simples questão, exceto se questionarmos o sonhador. “


É fundamental citar antes de relatar o sonho qual é o plano do sonhador ou o quê exatamente o onironauta vai tentar experimentar no sonho. 
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É importante “não viajar na maionese” com coisas estapafúrdias(demais rsrs) que serão dificeis de se analisar, mas procurar fazer testes simples, questionando o modo como a consciência está funcionando durante o estado mental do sonho lúcido. Ou quem sabe, o que afinal de contas sobra da memória do estado desperto???
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Dei uma idéia(acima) com o que estou tentando atualmente. Impostem seus planos! Todos serão mais do que bem-vindos e analisados!

      Eu havia preparado um texto inspirado num artigo excelente da revista Scientific American, sobre alguns estados alterados da mente como o Estado Vegetativo, “Estado Minimamente Consciente” e os Sonhos Lúcidos. Infelizmente esqueci a revista( e as anotações) e agora vai pela memória mesmo. Depois acrescento, retifico e cito a fonte, assim que recuperar a revista.

Escala de atividade metabólica cerebral em diferentes estados mentais: consciência normal, morte cerebral, sono profundo, sono REM, anestesia Geral, recuperação de anestesia, estado vegetativo e recuperação de estado vegetativo.

      Uma das coisas que mais me surpreendeu naquele artigo, foi tomar conhecimento que uma pessoa que saiu do coma e entrou em estado vegetativo, pode perfeitamente exibir as seguintes ações:

    – abrir os olhos
    – sorrir, chorar ou rir
    – balbuciar ou falar algumas palavras
    – acompanhar com os olhos alguns movimentos
    – reagir a barulhos 
    – possuem ciclos do sono e de vigília!…

      Reparem que são manifestações de alguém que ainda está enquadrada num Estado Vegetativo, ou seja: não possuiria consciência!… Pelo menos ainda de acordo com o paradigma atual da medicina.

      Tudo isso significa que é perfeitamente possível uma pessoa estar acordada, falar algumas coisas, rir, chorar e ainda assim não estará consciente… temos então uma pessoa acordada, mas inconsciente. De fato talvez na área política seja mais fácil encontrar pessoas nesse estado. o_O

Vigília normal(consciente), Morte Cerebral e Estado Vegetativo. No estado vegetativo há perda de 50% até 60% da atividade metabólica. Na morte cerebral a atividade é ausente.

      Eu diria que o Estado Vegetativo parece exatamente o contra-ponto da situação do sonho lúcido. Pois quando temos um sonho lúcido, estamos adormecidos, conservamos a presença da consciência e estamos invadindo o estado do sono com ela.
      

Bibliografia(e imagens):

http://hmb300neurowiki.intodit.com/page/loss-and-altered-states-of-consciousness-2

      Durante minha adolescência nerdística um dos meus passatempos prediletos(além de quadrinhos, jogar war na madrugada…) era descobrir em quais horários do meu sono eu poderia acordar e flagrar meus períodos REM do sono. Meus amigos da pensão(e da Escola Técnica Tupy de Joinville) perguntavam no dia seguinte se alguém havia ouvido um despertador tocar na madrugada… bom… incomodei um pouquinho até que me descobrissem, mas nesse ponto eu já tinha descoberto uma hora chave para acordar e anotar meus sonhos.
…tic-tac-tic-tac-tic-tac… descobrir o timing para despetar no momento de um sonho não é algo difícil.
     Acabei encontrando para mim, o horário ideal de calcular 5 horas e 18 minutos de sono… considerando, dependendo do dia( 10 min, 15min..  o tempo que iria levar para me desligar e dormir).
      Acionava meu radio-relógio para despertar após 5:18h de sono. E assim fui anotando minhas experiências durante um bom tempo.
      Uma das maiores dificuldades dos interessados em sonhos lúcidos é sobre a dificuldade de lembrar dos sonhos. Normalmente isso acontece porque não foi estabelecido ainda o hábito de anotar os sonhos num diário(recomendado pelos especialistas na área).
O Diário dos sonhos, sempre como primeira pedra fundamental para construir uma boa memória dos sonhos. Anotar pelo menos um sonho, uns 4 a 5 dias por semana já é suficiente.
      Além dessa orientação, é fundamental que o onironauta(nós, exploradores dos sonhos) esteja atento para os seus períodos de despertar. A chance de lembrar de um sonho sempre será maior caso consiga despertar dentro de uma fase do ciclo do sono conhecida como REM. Essa fase do sono já foi explicada por aqui, mas saber uma maneira e como é simples conseguir acordar durante ela inevitavelmente vai ajudar a reforçar a memória dos sonhos.
    
Resumo para lembrar mais dos sonhos:
Passo 1: o diário dos sonhos deve sempre estar próximo da cama.
Passo 2: experimente acordar em horários diferentes. Após 4 horas de sono, 5 horas de sono… faça isso apenas algumas vezes e vá anotando os sonhos que conseguir lembrar.
Alerta: deve-se tomar o cuidado para não fazer essas experiências em demasiado e prejudicar a qualidade do sono. O ideal é num final-de-semana, sem grandes compromissos no dia seguinte.
Passo 3: nada de alarmes estridentes. Programe um alarme suficiente apenas para lhe acordar e assim, não morrer de susto! Fica difícil manter na memória um sonhos com um despertador surtado. Um alarme suave demais também pode não acordar direito e assim o sono se esvanecer ou desaparecer.
Passo 4: evite dormir cansado demais. Na medida que seu corpo pedir descanso não insista em ficar acordado, pois é o chamado natural para realizar os ciclos do sono e bombar os hormônios que o corpo tanto precisa.
Passo 5: experimente desejar sonhar com algo que lhe seja especial ou seja fascinante. De preferência que instigue seus desejos. Anote isso no seu diário dos sonhos.
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Passo a sugerir então algumas experiências com base num interessante gráfico dos ciclos das fases do sono. Esse gráfico em especial, sugere o 4º ao 6º ciclo como os mais longos em termos de fases REM ou intervalos com os sonhos mais intensos e vívidos.
As partes em amarelo representam os períodos REM de sonhos intensos, em que mais temos sonhos lúcidos.

Experiências sugeridas(necessário o cálculo pessoal do tempo para cair no sono):

Os tempos abaixo significam tempo total de sono! No exemplo 1, deve-se calcular que se dormiu muito próximo disso.
1- Pelas 5:30h se iniciaria a 4º fase REM, durando até qse 30 min. Minha sugestão de experiência é programar para despertar 6h após ir pra cama.
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Pelas 6:45h se iniciaria a 5ª fase REM, durando até qse 45 min. Talvez programar pra despertar 7:30h após ir dormir.
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Pelas 8h chega a tal 6ª fase REM que é a mais rechonchuda, durando talvez até 60 min?! Quem sabe programar para despertar umas 8:50h após dormir(e haja sono heim!)?

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   São apenas sugestões de experimentos. Há vários fatores envolvidos que implicam na necessidade de cada um conhecer bem quanto tempo em média leva pra pegar no sono. Despencar mesmo. E claro, o gráfico sugere uma média. Há variações de pessoa pra pessoa na duração do ciclo e distribuição deles. Especialmente, caso esteja com o sono atrasado, caso em que a fase REM chega mais rápido(ricocheteio de REM), mas normalmente ficamos mentalmente mais fracos.
Fontes:
DELANEY, Gayle. O Livro de Ouro dos Sonhos – All about Dreams, Rio de Janeiro: Ediouro, 2001