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Experimentos em Sonhos Lúcidos:fronteiras da consciencia.

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     Um feito extraodinário realizado por alguns onironautas feras em manter a consciência nos sonhos: conseguiram se comunicar de dentro dos seus sonhos, durante complexos exames de ressonância magnética e monitoramento cerebral.

O objetivo da pesquisa foi verificar os registros das atividades cerebrais de sonhadores lúcidos que avisaram quando iniciaram movimentos com suas mãos enquanto sonhavam.

     O objetivo do aparato tecnológico em cima dos sonhadores lúcidos, era flagrar o comportamento do cérebro, quando os onironautas decidiam fazer movimentos com as mãos nos sonhos. Que diferenças seriam provocadas na ativação cerebral, uma vez que os voluntários estavam conscientes, mas ainda no estado mental dos sonhos?

     Foram seis voluntários que ao se submeterem aos exames, conseguiram realizar a comunicação, com os olhos, avisando que estavam sonhando e conscientes. Em seguida avisaram do início das experiências e iniciaram movimentos com as mãos, ainda sonhando.

    Para assombro de muitas pessoas, os registros das atividades cerebrais colhidos se equivalem ao de uma pessoa movimentando a mão!.. Porém esses sonhadores se encontravam no estado REM do sono. Estavam sonhando e como são sonhadores lúcidos, foram capazes de assumir a narrativa do sonho, realizando os movimentos com as mãos.

Cypher: eu disse que lá dentro aquele bife suculento era tão ou mais prazeroso que aqui fora!

    O mapeamento pela ressonância magnética e demais equipamentos de medição, captaram os registros de atividade cerebral dos movimentos das mãos, realizados pelos sonhadores.
    Martin Dresler do Instituto Max Planck na Alemanha faz interessantes observações sobre os resultados:
    “Sonhar não é apenas olhar para um filme do sonho. As áreas do cérebro que representam movimentos específicos do corpo são realmente ativadas.”
     
     O cientista aponta uma interessante perspectiva para os sonhos lúcidos:
     “O sonhador lúcido tem insights em um estado muito complexo: dormindo, sonhando, mas estando consciente do estado de sonho. Isso pode nos dizer muito sobre os conceitos de consciência”.

 Fontes:


Globo.com: cientistas conseguem ler sonhos em estudo alemão.

Diário da Saúde

Info Abril: por que os sonhos parecem tão reais?

Newscientist

Current Biology: estudo original!

     Conseguir ficar consciente nos sonhos é uma experiência fantástica. A sensação embriagante de liberdade, poder, prazer, criatividade… de explorar esse território tão pouco conhecido!… Mas uma questão que não se encerra tão cedo é sobre a comparação entre a lucidez no sonho lúcido e a lucidez no estado desperto(vigília). Afinal, quando temos um sonho lúcido, estamos tão conscientes quanto na vigília?

Existe diferença entre a consciência quando estamos acordados e a consciência no estado mental dos sonhos lúcidos?

    Não vou entrar, por enquanto, em detalhes técnicos das pesquisas realizadas por Allan Hobson que são contestadas por LaBerge. Já fiz uma abordagem superficial sobre esse tema.
    
    Trago o questionamento para nós onironautas, no sentido de procurar identificar como é essa consciência no sonho lúcido, quando comparamos com a vigília.

    O exemplo a seguir, ilustra bem esse problema. Foi o onironauta Free-Lipe que teve um sonho lúcido em que resolveu fazer as seguintes experiências:

“Ultimamente, estou tentando lembrar memórias básicas da vigília: dados pessoais como nome completo, idade, endereço, rg…etc rsrs

Só tentei isso duas vezes até agora: a primeira vez, eu estava consciente, mas sem muito controle, e o sonho não estava muito nítido, mas lembrei de perguntar a mim mesmo meu nome completo e idade e disse em voz alta: “Meu nome é Felipe Santos de Oliveira, tenho 19 anos…” no sonho isso fez sentido, mas na verdade tenho 21 anos ! kkkkkkkk Ou seja, acertei meu nome completo, mas por algum motivo a informação da idade falhou…

Na segunda tentativa, no SL eu estava conversando com um velhinho e perguntei pra ele: Qual é meu nome completo? Ele respondeu corretamente. Perguntei a minha idade e ele respondeu que eu tinha 25! Na hora eu soube que a resposta estava errada, mas não soube ao certo dizer quanto anos eu tinha, então falei pra ele: “É…more or less!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Depois disso, começamos a conversar em inglês até que fui perdendo a lucidez…”

O próprio termo onironauta traz o significado(do grego) de explorador dos sonhos. E será pelas auto-experimentações que teremos boas chances de entender melhor nossa consciência… pelo menos nos sonhos!

       Considero o exemplo dele muito bom como ponto de partida para procurarmos entender melhor o que é essa nossa consciência e principalmente, como ela se dá durante um sonho lúcido.

       Podemos lembrar os casos dos sonhadores lúcidos em laboratórios de sono que foram perfeitamente capazes de realizar experiências que exigiram a memória dos testes que deveriam fazer, habilidade para execução das experiências e a manutenção da capacidade reflexiva durante os experimentos. Esse pessoal foi simplesmente capaz de enviar mensagens codificadas, através dos movimentos dos olhos enquanto faziam as experiências!… Acredito que esses onironautas consigam manter um altíssimo grau de consciência.

Beverly d’Urso é uma das melhores onironautas que os laboratórios de sono já conheceram.

       Por outro lado, esses experimentos não exigiam maior uso da memória. Eram exercícios simples como efetuar agachamentos e comparar o tempo com o estado desperto. Contar até 10 ou realizar atividades que exigissem coordenação motora. Ainda assim havia necessidade de lembrar da experiência a ser executada e dos códigos a serem enviados, no momento certo.

       É interessante notar como não é tão comum os onironautas conseguirem lembrar dos experimentos que gostariam de fazer em seus sonhos lúcidos. Afirmo isso como exclusiva opinião minha, com base nos relatos(e ausência de) dos onironautas nos mais variados fóruns e comunidades sobre o assunto. É pouco comum encontrar sonhadores lúcidos debatendo sobre seus experimentos previamente planejados, os resultados e as diferenças com os demais. Mas isso parece estar gradativamente mudando. Talvez com a abordagem certa, isso possa ser melhor estimulado.

Paul McCartney criou uma das maiores músicas da história, Yesterday a partir de um sonho… mais uma das inúmeras histórias do estado mental dos sonhos proporcionando resultados fabulosos.

       Talvez uma idéia interessante seja estipular um “Desafio Lúcido” semanal. Isso já é realizado na comunidade de Sonhos Lúcidos do Orkut. Um sonhador lúcido por vez, estipula qual o “desafio lúcido” que irá vigorar durante aquela semana. Trata-se de pequenos testes como se olhar num espelho, plantar bananeira, atravessar paredes, em que os onironautas que vão conseguindo realizar o feito, registram os resultados das suas experiências.

       A provocação do surgimento da consciência pode se dar de uma maneira bem lúdica: o desejo de realizar uma tarefa num sonho lúcido e poder relatar aos demais onironautas como foi a experiência.

       Na medida em que esses testes forem se desenvolvendo, acredito que haverá melhor possibilidade de se entender como é a nossa consciência durante o sonho lúcido.

     Uma das coisas mais frustrantes quando finalmente conseguimos perceber que estamos sonhando, é acordar em seguida. Por isso, esse texto caminha em dois sentidos: contribuir para ajudar a induzir e manter sonhos lúcidos e realizar experimentações.

    Para ajudar na indução da consciência nos sonhos, basta decidir realizar alguma ação nos sonhos. Isso contribui para construir uma narrativa e não acordarmos de imediato quando percebemos estar apenas sonhando. Assim não ficamos empolgados demais com a façanha de manter a consciência no sonho e tentamos descobrir mais como ela funciona por lá!
      

Planejar qualquer ação para um sonho, desejar executar ela já é considerado um meio para ajudar a induzir sonhos lúcidos.

       A idéia que estou propondo aos onironautas por aqui, é a de reunirmos o máximo possível de informações referentes ao funcionamento da nossa consciência, durante o estado mental do sonho lúcido. Levar a cabo tudo isso, através de planos que serão expostos previamente aos demais onironautas, para num segundo momento relatar os resultados executados nos sonhos.

       Um exemplo simples e bacana:
       O onironauta “André“, lembro que uma vez se questionou, no sonho lúcido dele, sobre qual era a própria idade. Respondeu pra si mesmo uma idade errada! Eu achei isso fascinante. Ele fez outras experimentações, assim como outros onironautas, mas isso já se perdeu naqueles fóruns de discussão. Quero resgatar essa idéia que volta e meia temos e registrarmos esses relatos por aqui.

Certas lembranças do estado desperto parecem não estar intactos, durante o estado mental dos sonhos lúcidos. O propósito desse texto é reunir os onironautas para realizarmos e debatermos experimentações: informando o plano, em seguida o resultado e realizando o debate.

       É interessante a gente começar reunindo os planos que serão executados. Não quero restringir demais os testes, mas o foco se vocês me permitem propor, é nós mesmos servirmos  como experimentadores e analistas dessas experiências, que serão debatidas por aqui. E o tema é o mais básico possível, para que possamos comparar os resultados de nossas experimentações nos sonhos.

      Alguns planos meus: 

      1) Questionar:
a) minha idade nos sonhos.
b) qual foi o valor do meu peso em minha última pesagem(peso-me qse todo dia).
c)idade da minha esposa.

Pesquisa de grau avançado(tentando faz meses sem êxito):
      2) Executar:
a) uma visita em uma antiga casa da minha infância, na qual eu não lembro mais de detalhe algum e tinha apenas 3 anos de idade. Vou conferir posteriormente a veracidade das informações com meus pais.

O Marquês Saint Denys em 1867 já tinha livro publicado sobre suas auto-experimentações com sonhos lúcidos. 

Um grande estudioso e pesquisador na área dos sonhos lúcidos,  defende bastante esse tipo de experimento. Nas palavras dele:
      “ Mesmo com os mais sofisticados instrumentos tecnológicos dos laboratórios, não poderíamos responder essa simples questão, exceto se questionarmos o sonhador. “


É fundamental citar antes de relatar o sonho qual é o plano do sonhador ou o quê exatamente o onironauta vai tentar experimentar no sonho. 
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É importante “não viajar na maionese” com coisas estapafúrdias(demais rsrs) que serão dificeis de se analisar, mas procurar fazer testes simples, questionando o modo como a consciência está funcionando durante o estado mental do sonho lúcido. Ou quem sabe, o que afinal de contas sobra da memória do estado desperto???
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Dei uma idéia(acima) com o que estou tentando atualmente. Impostem seus planos! Todos serão mais do que bem-vindos e analisados!

      Eu havia preparado um texto inspirado num artigo excelente da revista Scientific American, sobre alguns estados alterados da mente como o Estado Vegetativo, “Estado Minimamente Consciente” e os Sonhos Lúcidos. Infelizmente esqueci a revista( e as anotações) e agora vai pela memória mesmo. Depois acrescento, retifico e cito a fonte, assim que recuperar a revista.

Escala de atividade metabólica cerebral em diferentes estados mentais: consciência normal, morte cerebral, sono profundo, sono REM, anestesia Geral, recuperação de anestesia, estado vegetativo e recuperação de estado vegetativo.

      Uma das coisas que mais me surpreendeu naquele artigo, foi tomar conhecimento que uma pessoa que saiu do coma e entrou em estado vegetativo, pode perfeitamente exibir as seguintes ações:

    – abrir os olhos
    – sorrir, chorar ou rir
    – balbuciar ou falar algumas palavras
    – acompanhar com os olhos alguns movimentos
    – reagir a barulhos 
    – possuem ciclos do sono e de vigília!…

      Reparem que são manifestações de alguém que ainda está enquadrada num Estado Vegetativo, ou seja: não possuiria consciência!… Pelo menos ainda de acordo com o paradigma atual da medicina.

      Tudo isso significa que é perfeitamente possível uma pessoa estar acordada, falar algumas coisas, rir, chorar e ainda assim não estará consciente… temos então uma pessoa acordada, mas inconsciente. De fato talvez na área política seja mais fácil encontrar pessoas nesse estado. o_O

Vigília normal(consciente), Morte Cerebral e Estado Vegetativo. No estado vegetativo há perda de 50% até 60% da atividade metabólica. Na morte cerebral a atividade é ausente.

      Eu diria que o Estado Vegetativo parece exatamente o contra-ponto da situação do sonho lúcido. Pois quando temos um sonho lúcido, estamos adormecidos, conservamos a presença da consciência e estamos invadindo o estado do sono com ela.
      

Bibliografia(e imagens):

http://hmb300neurowiki.intodit.com/page/loss-and-altered-states-of-consciousness-2

      Durante minha adolescência nerdística um dos meus passatempos prediletos(além de quadrinhos, jogar war na madrugada…) era descobrir em quais horários do meu sono eu poderia acordar e flagrar meus períodos REM do sono. Meus amigos da pensão(e da Escola Técnica Tupy de Joinville) perguntavam no dia seguinte se alguém havia ouvido um despertador tocar na madrugada… bom… incomodei um pouquinho até que me descobrissem, mas nesse ponto eu já tinha descoberto uma hora chave para acordar e anotar meus sonhos.
…tic-tac-tic-tac-tic-tac… descobrir o timing para despetar no momento de um sonho não é algo difícil.
     Acabei encontrando para mim, o horário ideal de calcular 5 horas e 18 minutos de sono… considerando, dependendo do dia( 10 min, 15min..  o tempo que iria levar para me desligar e dormir).
      Acionava meu radio-relógio para despertar após 5:18h de sono. E assim fui anotando minhas experiências durante um bom tempo.
      Uma das maiores dificuldades dos interessados em sonhos lúcidos é sobre a dificuldade de lembrar dos sonhos. Normalmente isso acontece porque não foi estabelecido ainda o hábito de anotar os sonhos num diário(recomendado pelos especialistas na área).
O Diário dos sonhos, sempre como primeira pedra fundamental para construir uma boa memória dos sonhos. Anotar pelo menos um sonho, uns 4 a 5 dias por semana já é suficiente.
      Além dessa orientação, é fundamental que o onironauta(nós, exploradores dos sonhos) esteja atento para os seus períodos de despertar. A chance de lembrar de um sonho sempre será maior caso consiga despertar dentro de uma fase do ciclo do sono conhecida como REM. Essa fase do sono já foi explicada por aqui, mas saber uma maneira e como é simples conseguir acordar durante ela inevitavelmente vai ajudar a reforçar a memória dos sonhos.
    
Resumo para lembrar mais dos sonhos:
Passo 1: o diário dos sonhos deve sempre estar próximo da cama.
Passo 2: experimente acordar em horários diferentes. Após 4 horas de sono, 5 horas de sono… faça isso apenas algumas vezes e vá anotando os sonhos que conseguir lembrar.
Alerta: deve-se tomar o cuidado para não fazer essas experiências em demasiado e prejudicar a qualidade do sono. O ideal é num final-de-semana, sem grandes compromissos no dia seguinte.
Passo 3: nada de alarmes estridentes. Programe um alarme suficiente apenas para lhe acordar e assim, não morrer de susto! Fica difícil manter na memória um sonhos com um despertador surtado. Um alarme suave demais também pode não acordar direito e assim o sono se esvanecer ou desaparecer.
Passo 4: evite dormir cansado demais. Na medida que seu corpo pedir descanso não insista em ficar acordado, pois é o chamado natural para realizar os ciclos do sono e bombar os hormônios que o corpo tanto precisa.
Passo 5: experimente desejar sonhar com algo que lhe seja especial ou seja fascinante. De preferência que instigue seus desejos. Anote isso no seu diário dos sonhos.
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Passo a sugerir então algumas experiências com base num interessante gráfico dos ciclos das fases do sono. Esse gráfico em especial, sugere o 4º ao 6º ciclo como os mais longos em termos de fases REM ou intervalos com os sonhos mais intensos e vívidos.
As partes em amarelo representam os períodos REM de sonhos intensos, em que mais temos sonhos lúcidos.

Experiências sugeridas(necessário o cálculo pessoal do tempo para cair no sono):

Os tempos abaixo significam tempo total de sono! No exemplo 1, deve-se calcular que se dormiu muito próximo disso.
1- Pelas 5:30h se iniciaria a 4º fase REM, durando até qse 30 min. Minha sugestão de experiência é programar para despertar 6h após ir pra cama.
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Pelas 6:45h se iniciaria a 5ª fase REM, durando até qse 45 min. Talvez programar pra despertar 7:30h após ir dormir.
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Pelas 8h chega a tal 6ª fase REM que é a mais rechonchuda, durando talvez até 60 min?! Quem sabe programar para despertar umas 8:50h após dormir(e haja sono heim!)?

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   São apenas sugestões de experimentos. Há vários fatores envolvidos que implicam na necessidade de cada um conhecer bem quanto tempo em média leva pra pegar no sono. Despencar mesmo. E claro, o gráfico sugere uma média. Há variações de pessoa pra pessoa na duração do ciclo e distribuição deles. Especialmente, caso esteja com o sono atrasado, caso em que a fase REM chega mais rápido(ricocheteio de REM), mas normalmente ficamos mentalmente mais fracos.
Fontes:
DELANEY, Gayle. O Livro de Ouro dos Sonhos – All about Dreams, Rio de Janeiro: Ediouro, 2001

A idéia que proponho, através desse texto, é procurar através de nossos próprios experimentos, reunir informações para desenvolver ainda mais, o que a gente conseguiu descobrir até agora sobre a memória nos sonhos lúcidos.
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Especificamente nos comentários desse tópico, vamos elencar os relatos de sonhos lúcidos que objetivaram trazer novas informações sobre novos recursos da memória, durante o estado de consciência nos sonhos.
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– Sigmund Freud e Carl Jung exploraram avidamente nosso subconsciente/inconsciente nos sonhos. Através dos sonhos lúcidos, podemos mergulhar conscientes , num estado mental alterado que vai nos permitir acessar nossas fontes de criatividade, medos, paixões e talvez do funcionamento da memória. É um território bem pouco explorado nesse sentido.

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 Acho bem séria a hipótese da gente conseguir descobrir uma utilidade do sonho lúcido no aprimoramento do uso da nossa memória.

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Não é incomum acontecerem sonhos em que vivenciamos detalhes, lembranças que mal sabíamos possuir na vigília. Os experimentos que proponho vão nos sentido de procurar descobrir se temos condição de trazer à tona, memórias não acionadas na vigília.

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Pensando nisso, segue alguns exemplos de experiêncas para explorarmos o que pode ser descoberto sobre os sonhos lúcidos, especificamente , no que se refere ao uso da memória.

Referência a 1ª missão, da melhor série de Ficção Científica publicada desde 1961.

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Sugestões de experimentos:

– Uso da memória. Há fortes evidências que nosso estado alterado de consciência, nos sonhos, pode ser capaz de acessar memórias que não conseguimos na vigília. A consciência no sonho vai ser nossa CHAVE.
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*** Experimente no teu próximo sonho lúcido, entrar por alguma porta e entrar em algum cômodo de uma casa que pertença a tua mais tenra infância.
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*** Experimente no teu próximo sonho lúcido, entrar por alguma porta e entrar em uma sala de aula que seja da época do teu primário, reencontrando uma turma que na vigília tu não lembre direito.
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***…são sugestões! Fica a critério de cada um a melhor maneira de conduzir o experimento e utilizar idéias que lhe estimulem mais. Apenas peço encarecidamente, para mantermos o foco nos sonhos lúcidos.