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reality checks

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Um teste de realidade fascinante é fazer um autoquestionamento. Uma cena surpreendente e espetacular, no filme A Origem(Inception), quando Cobb está conversando com Ariadne, numa lanchonete e em meio a conversa, questiona-a: “como você chegou aqui?”

Olhar para as mãos, acionar interruptores, puxar o dedo da mão, prender o nariz e a boca e continuar respirando, olhar para o relógio… todos esses testes de realidade se utilizam da fragilidade da estrutura do sonho, no que se refere a presença da lógica ou mecanicismo. Vale lembrar que quando sonhamos, o que funciona mais forte é nossa criatividade ou imaginação. Por isso é tão difícil ler textos ou números.

Dentre os Reality Checks ou Testes de Realidade mais conhecidos,
questionar-se “Como cheguei aqui?” é um dos mais consagrados entre os
sonhadores lúcidos. Para quem ainda não sabe, um reality check é uma
ferramenta que auxilia na indução da lucidez no sonho. Funciona com base
na falta de continuidade da maioria dos sonhos.

No caso da questão “Como cheguei aqui?”, direciona-se para um ponto fraco especial dos sonhos que é essa fragmentação, falta de linearidade tão comum de se encontrar por lá. Durante os sonhos, quando saímos de uma aula e vamos para casa, raramente temos que fazer todo o trajeto. Em um momento estamos em meio a uma aula e como num salto/flash, pulamos para uma cena já em casa.

Bruno Grego, um sonhador lúcido experiente – com entrevista publicada aqui no blog –  o qual participou da pesquisa de doutorado do Dr. Sérgio Rolim é um adepto dessa técnica. Sua eficiência, era na época, de média de 2 sonhos lúcidos por semana.

Minha sugestão é unir dois Reality Checks em um só. Ao observar sua mão durante o dia(de 5 até 10 vezes por dia está ótimo), questione-se: “Como cheguei aqui?”. Serão dois pontos sensíveis dos sonhos sendo analisados ao mesmo tempo. Continuidade da narrativa e a lógica do número e forma dos dedos nas mãos.