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Desafios nos Sonhos Lùcidos

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Obcecado pelo plano de abrir a “Caixa Mágica”, comentada no post anterior, resolvi levar adiante o plano de ir treinando a abertura desse intrigante artefato, nos meus sonhos lúcidos.

O filme cult de terror, dos meus tempos de vídeo-locadora, Hellraiser também tinha uma “caixinha”, bem mais poderosa do que a minha hehehehe

Após o meu 1o sonho lúcido em que consegui treinar uma abertura com sucesso, fui experimentar abrir novamente a Caixa, agora no estado desperto. Infelizmente a mesma estava um pouco danificada, por uma tentativa anterior frustrada e eis que a maledita quebrou uma lasquinha rsrsrsrs

Colei e deixei para treinar mais algumas vezes nos meus sonhos lúcidos. Essa madrugada tive êxito novamente. E segue o relato da minha rotina e experiências.

Ao que parece o desejo por algo em especial, bem planejado e serenamente querido pode  mesmo ajudar na indução da consciência nos sonhos. Na imagem o filme-show do Homem de Ferro 2.

ROTINA:
Fui dormir 0 23h. despertei 6h, fui ao banheiro rapidamente e voltei a dormir. Sonhei e despertei pelas 7 29h, quando iniciei minhas anotações.

Sonho não-lúcido:
(…)Eu ficara frustrado com a moça que aparecera no sonho. Deitara na minha cama e confessara que só fazia aquilo porque se sentia muito segura comigo. Começamos a nos beijar e curtir. Mas de repente ao beijá-la, tornou-se um senhor e de barba!!. Lembrava até um colega do banco com quem eu nunca conversei, de outra área.  Aquilo era bizarro. Eu lembro até agora da sensação repugnante da barba rsrsrs Afastei-me. O sujeito também e saiu caminhando. Nesse momento refletindo sobre a transformação dela, percebi que estava sonhando.




Pela primeira vez um beijo fez eu ficar consciente num sonho. Na imagem, uma maravilhosa cena de beijo entre a Trinity e o Neo de Matrix.






Consciência estabelecida:
Levantei vôo e durante a ação recordei o que havia planejado fazer. Era mais uma vez o experimento da caixa mágica. Avistei um casebre. Fui em direção dele e pousei. Abri a porta, desejando encontrar a caixinha num canto, atrás de algum objeto. Era de novo uma mesinha, estiquei a mão, por trás do objeto e puxei a minha Caixa Mágica. Ela estava lisa, sem qualquer reentrância ou friso de madeira para manipular. Então toquei-a e manipulando desajeitadamente, abri-a como um ovo para ver o que sairia de dentro. E veio uma linda flor de cor violeta ou púrpura. Era uma cor entre o rosa e vermelho. Saí da casinha e coloquei a flor ali no chão.

Acordei. Havia no meu travesseiro duas flores de cor muito parecidas com a do sonho. E pensei que de alguma forma aquilo havia induzido o aparecimento da flor no sonho. Estava na casa dos meus pais… e o sonho prosseguiu numa conversa com minha mãe que relatava ter excluído…
(…)

      Depois de um enfadonho jejum de sonhos lúcidos, finalmente voltei a conseguir manter minha consciência nos sonhos. Foi no último fim-de-semana e minha idéia foi planejar fazer algo MUITO especial nos sonhos, assim que conseguisse ficar consciente.

       Num passeio por Aracaju, comprei uma caixinha mágica artesanal. A brincadeira que ela é “mágica” é porque parece impossível de abrir. Passei um bom tempinho brincando com ela e acabei dando de presente…

Tentar abrir a Caixa Mágica nos sonhos, foi o experimento ou desafio que deu um empurrão  na indução dos sonhos lúcidos.

       Acabei aprendendo, faz algum tempo sobre a importância de planejar fazer algo em especial nos sonhos. O método do LaBerge, o MILD já preconiza isso. E não é a toa. Quando a gente deseja fazer algum experimento em particular nos sonhos, parece que há toda uma conspiração do subconsciente para que nossa consciência chegue mais facilmente. Vou relatar rapidamente como foi:

       “No meio da sala de uma casa estranha eu percebi estar sonhando. Estava com os braços levantados e olhando para as mãos. Bastante surpreso e contente, pois afinal fazia um tempinho frustrante que não conseguia ficar consciente num sonho. 


       Por alguns instantes tentei lembrar qual experimento eu queria fazer. Lembrei-me da “experiência da caixa mágica.” Queria tentar abrir ela no sonho. Fui em direção a uma mesinha, coloquei a mão atrás de um Porta-retrato e puxei a caixinha detrás dela. Em poucos instantes, raciocinando sobre a necessidade de haver uma trava, a qual impediria ela de abrir na forma de uma caixa de fósforo. E ela abriu.”




        O engraçado é que estou escrevendo esse post e ainda não me reencontrei com a Caixa. Estou realmente acreditando que da próxima vez que me deparar com ela, vou ser capaz de abrí-la. Será apenas motivação ou minha imaginação/criatividade nos sonhos, trabalhou novas técnicas que estão no meu subconsciente? Logo logo vou descobrir e conto sobre o resultado.

   O sonho lúcido abaixo relatado, aconteceu enquanto vinha me esforçando pra manter meu Diário de Sonhos em dia. Dormindo próximo das 23h, despertando pelas 5h e voltando a dormir. Venho me exercitando com musculação e corrida. Tenho me alimentado bem, mantendo vitamina B6 e bananas bem presentes no cardápio.
 
   Sonhei com uma amiga. No shopping a gente caminhava e conversava animadamente. Mas havia algo de errado. A gente já havia se encontrado e se despedido naquela noite – horas antes de dormir…! Então eu só podia estar sonhando rsrss a euforia tomou conta. Agarrei ela e levantei vôo dando uns giros de tanta alegria. Fazia algumas semanas que eu não ficava consciente num sonho. Pelo menos, não daquele jeito tão mentalmente seguro, forte e intenso. Pensei que seria interessante se ela tivesse alguma experiência como aquela pra ver como era tão bom.

    Levantei vôo novamente pra explorar a área. O tempo estava bonito e aterrisei num lugar próximo. Com uma terra interessante. Pensei em dar uma de escultor. Comecei a montar uma estátua e estava muito fácil, mas o tempo fechou rapidamente. Uma grande tempestade começou a alagar tudo e ferrou com minha pequena obra. Mas nem me importei. Eu estava afim de explorar o máximo que pudesse, sem forçar o controle sobre a narrativa do sonho, conforme tinha pregado no post anterior.

    Aproximei-me de uma grande construção. Um prédio e a tempestade já tinha se transformado em alagamento. Um caminhão gigante veio com o aguaceiro e deu uma imensa porrada no prédio. Eu entrei no prédio voando.

    Lá dentro encontrei num apartamento o Richard Gere. Conversei com ele de que ele poderia me ajudar a lembrar dos meus experimentos.
“Então, ajude eu a lembrar o que tinha planejado fazer na próxima vez que ficasse consciente aqui no sonho…”.
Ele pareceu bem contente em poder ajudar. Nisso eu lembrei entusiasmado:
– “Ahá! Minhas experiências com a memória. Meus nove flashbacks dos meus três anos de idade.”
 Ele exultou:
– “Sim! Isso mesmo! Os nove flashbacks!” E saltava vibrando rsrsrs

    A partir dessas memórias eu poderia resgatar coisas que não lembrasse no estado desperto. Pelo menos experimentar e ver o que aconteceria nesse sentido. A claridade parecia muito fraca e acionei uns interruptores daquela sala. Dirigi-me para a porta e desejei voltar para minha recordação mais maluca dos nove flashbacks.

    Era uma lembrança, na qual meus pais me levaram junto, numa visita a um casal com filhos, num apartamento e eu tinha visto uma cena assustadora num quarto. Caminhando sozinho por aquele apartamento, lembro até hoje que vi alguém literalmente perdendo a cabeça, a cabeça saindo do corpo e outras pessoas ali junto sem se importar e pareciam se divertir.

    Fechando a porta onde ficou o o meu ajudante, comecei a caminhar por um corredor que parecia estranhamente familiar. Isso causou uma sensação muito estranha em mim que até agora não sei descrever. Um misto de familiariedade com não conseguir identificar de onde realmente vinha aquilo. Havia alguém num banheiro, tomando banho e do lado eu decidi que estaria a resposta, para o que de fato acontecera naquela minha antiga memória. Abri a porta do quarto ao lado e em cima da cama encontrei um pacote fechado. Não muito grande. Embrulhado de presente.

    Peguei e levei para o lugar de onde saí. Entrei com o pacote e comecei a desembrulhar a resposta-presente. Era um boneco muito estranho. Lembrava um pouco a Magali, mas estava com a cabeça bem mole, como se estivesse estragado. Junto veio um boneco ainda menor. Como se fosse um coelho da Magali.

Despertei.

   Essa visita ou resposta, para uma das minhas 9 recordações mais antigas foi interessante. A lembrança de uma cabeça caindo e o pessoal naquele quarto vendo minha reação e se divertindo com isso… eu tinha muito interesse em explorar essa lembrança. Ver o que meu subconsciente apresentaria e dois resultados bem interessantes:

1) A impressionante sensação de familiaridade quando abri a porta para aquele corredor. Era como se estivesse de fato passando por um lugar que já tinha estado.

2) A boneca da Magali com a cabeça solta. rsrsrs  Realmente acredito que foi uma resposta que já estava mais ou menos dentro do esperado. Mas a maneira como foi respondido foi bem interessante. Mostrando a boneca com a cabeça, mas bem solta.


    Será que seremos capazes de acessar memórias do nosso subconsciente? Lembranças que no estado desperto sequer sabíamos que estavam gravadas em algum lugar do nosso cérebro? O sonho comum já nos parece fazer um pouco disso. Prova disso é quando dormimos tentando lembrar de algo e amanhecemos com a resposta pronta. Porém, o tema proposto aqui vai no sentido da possibilidade de conseguirmos acessar essas memórias do subconsciente, através dos sonhos lúcidos, ou seja, deliberadamente.

Cena do Filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. 

 
    A inteligência, memória, nossas percepções ou nossos cinco sentidos, as emoções… sempre foram assuntos que me fascinaram. A consciência, mente e o cérebro então me deixam tarado, como não parece difícil de perceber, passeando um pouco por esse blog.

    Existem possibilidasdes bem interessantes quando a gente trata da consciência durante o estado mental dos sonhos. O próprio estudo da consciência e seus mecanismos já está em andamento. Outras pesquisas se voltam para o aprimoramento de habilidades que envolvam coordenação motora. Na psiquiatria se observa uma aproximação, com a chance de auxílio, nos estudos de tratamento para certas psicoses… e são apenas alguns estudos que conhecemos que já estão em andamento. No Brasil também temos pesquisadores pela UFRN envolvidos nesse campo de pesquisa, conforme entrevistas já publicadas por aqui.

   Numa conversa mais antiga com um velho amigo meu, eu já estava apaixonado pela hipótese de explorar a memória durante os sonhos lúcidos. Trata-se de um caminho que sempre vou querer mergulhar fundo pra ver até onde vai a toca desse coelho. Eu penso que a memória pode ser um objeto de estudo, envolvendo a consciência nos sonhos.

Outra cena do filme supra-citado.

   Essa noite talvez tenha dado mais um pequeno passo nessa exploração.

   Durante o estado desperto ou acordado, fiz o exercício mental de reunir um total de 9 lembranças mais antigas. Nove flashbacks que remontam a cidade de Braço do Norte, Santa Catarina, formando os primeiros filminhos da minha mente, das minhas primeiras impressões conscientes sobre o mundo. Era 1978 e eu tinha 3 anos de idade. Em 1979 já estávamos em Urussanga(SC) e lá fiz meu aniversário de 4 anos.

   O experimento com memória e o “Supersonho Lúcido” vou publicar em breve. Faço questão de fazer esse post prévio, ressaltando a matéria-prima com que trabalhei.

   Há um experimento anterior em que já publiquei aqui e ele foi trabalhado em cima de um desses primeiros flashbacks de memória.

   A idéia é que no momento do sonho em que eu fico consciente, vou realizar um experimento tentando descobrir alguma memória nova que no estado desperto eu não tinha conhecimento.

Recordação Antiga:
   Essa recordação em questão se trata de uma visita que meus pais fizeram comigo no apartamento de uma família amiga. Nessa visita eu observei chocado, olhando para dentro de um quarto que alguém estava com a cabeça solta. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo e as pessoas ali dentro pareciam se divertir com o meu jeito(fim da lembrança).

No próximo post, irei expor como foi o experimento, com todos detalhes e rotina que me fez chegar ao “Supersonho Lúcido”.
 

 

    Elementos comuns nos meus sonhos lúcidos mais intensos e que vejo como presença marcante nos relatos dos onironautas são: a dinâmica do movimento e a realização de algo que tenha planejado no estado desperto.

É muito importante planejarmos fazer algo nos sonhos. Qualquer coisa. Isso  ajuda a evitar  alguma possível desorientação ou aquela euforia que podem nos fazer despertar rapidamente.

    Pode ser experimentar ouvir música, cheirar uma flor, voar, experimentos com memória(tentar recordar de coisas que nem lembrava no estado desperto), nível de consciência(questionar a própria idade, ano que nasceu, etc..), fazer uma pintura ou criar uma melodia… fazer sexo ou experimentar uma outra forma de ser! Quem sabe conhecer seu Eu do outro sexo?!

    Uma vez planejei no estado desperto que observaria meu reflexo no espelho e que relataria o resultado. Era um “Desafio” da comunidade do Orkut. Naquele sonho, pela primeira vez vi meu reflexo como uma mulher! Caramba e que mulherão que eu era! rssrssrsrs

    Procurar manter uma dinâmica de movimento(caminhar, voar ou correr) nos sonhos, ir atrás de algo que planejou… aplicar ferramentas de controle indireto como portas ou esfregar as mãos… penso que tudo isso é importante para não deixarmos escapar a consciência e o fluxo da estrutura do sonho em si.

Evite ficar parada(o) num lugar. Mexa-se. Caminhe ou corra pela paisagem.  Levante vôo! O importante é contribuir para que o fluxo da estrutura do sonho possa se manter ativo.

    De um modo mais simples, é como se nosso movimento nos sonhos, seja caminhando, correndo ou voando pelo fluxo da narrativa que nos é apresentado, tornasse a estrutura do sonho mais estável. Isso vai de encontro as frustrações dos onironautas que erroneamente buscam controlar forçadamente o sonho.

    Caso queira realizar algum desejo nos sonhos, o grande macete sempre será fazer isso de maneira sutil, indireta, como por exemplo o uso das portas. Virar-se 180º também pode funcionar. Mas cuidado para não rodopiar. O rodopio é usado como técnica de prolongamento do sonho lúcido. As portas também servem(e muito), mas tem menos risco de um falso despertar.

    PS: em anexo ao post uma excelente reportagem do jornalista Bruno Torturra, pela revista TRIP, de um curso que fez no Hawai, com ninguém menos que o próprio Stephen LaBerge.

      A madruga de 5 de junho foi especial. Fazia algum tempo que eu queria fazer a experiência de encontrar Deus nos meus sonhos. Tinha deixado o audacioso plano um pouco de lado, para fazer a do sexo com orgasmo e experimentar o olfato.

Fazia um bom tempo que eu planejava realizar a experiência de encontrar Deus nos meus sonhos.

      Eis que nessa noite, finalmente fui executar o plano.

Rotina:
Fui dormir próximo da meia-noite. Tinha treinado pesado entre 18:30 até 19:40h, minha musculação na academia.

      Em casa comi um sanduba, um suco industrializado com muita vitaminha C, um suplemento, uma banana e umas bolachinhas de chocolate para bombar o pânceps!

      Pensava em alguns pequenos problemas, mas limpei a mente e foquei meu desejo de ficar consciente num sonho e procurar Deus nele.

Dentro de uma casa, ao erguer minhas mãos, sem mesmo chegar a olhar para elas, tive certeza estar sonhando. Yeah!!

Ao erguer minhas mãos, sem ao menos chegar a contemplá-las, tive certeza estar sonhando.

“Agora então vamos lá! Vou encontrar Deus.” Saí em direção a porta de um recinto. Abri-a e dentro dele, ninguém.

Ao voltar, pela mesma porta, desejei que do lado de fora Deus surgisse. Porém… nada!…

Entrei novamente, usando outra porta, num outro quarto e mais uma vez sem resultado.

De repente me veio uma idéia, pensamento ou voz na minha mente, muito forte: “siga a luz e encontrará!”.

Olhei para a janela da casa e havia muita luz lá fora. Parecia um solzão de rachar.

Ao sair, estranhamente não estava quente e voei em direção a luz. Não fui para cima, mas voando rumo a um horizonte, de onde parecia vir a luz.

Pousei num lugar e ao olhar para fonte, eis que uma árvore grande, com troncos enormes, cheio de curvas se revelaram para mim. Fiquei emocionado com a magnitude de tamanha beleza. Ela irradiava puramente a perfeição. Fui inundado por ela e acordei.