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Stephen LaBerge

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    Extraído diretamente do livro Sonhos Lúcidos, de Stephen LaBerge, pode-se encontrar esse interessante Método de indução da consciência no sonho. Nunca foi chamado de Método em si, pelo menos até onde li a respeito. Resolvi denominar assim, porque a descrição no livro é mesmo interessante o suficiente, para que mereça uma denominação própria.

O Método Rapport pode nos conduzir gentilmente para o estado mental dos sonhos, mantendo  a centelha da consciência.

    Nathan Rapport, um psiquiatra americano, ressaltou esse prazer de sonhar conscientemente em um artigo intitulado “Bons Sonhos!”: 

     ” a natureza dos sonhos pode ser estudada do melhor modo possível nas raras ocasiões em que a pessoa percebe que está sonhando”.

     LaBerge aponta que Rapport se utilizou de um caminho para indução de sonhos lúcidos análogo ao de Ouspensky:
  

      O Método  Rapport:

     “Quando a pessoa está na cama esperando que o sono venha, a cada poucos minutos interrompe os pensamentos, esforçando-se por recordar a informação mental que vai desaparecendo, antes de cada intromissão causada por aquela atenção curiosa”.


      De acordo com LaBerge, quando estabelecemos ou condicionamos esse hábito de introspecção, ele acaba acontecendo dentro do sono em si. 
      Isso me lembrou de imediato, o Método da Contagem  que já publiquei por aqui. Porém, trata-se de levar o pensamento questionador e curioso para dentro do sonho, na medida em que conseguimos impregnar nossa mente dele. Acredito que boa parte dos onironautas em geral já deve ter feito isso. É engraçado acompanhar o turbilhão de pensamentos que parecem brotar involuntariamente quando estamos na iminência de cair no sono.
      Particularmente eu lembro de inúmeras vezes estar tentando aplicar o Método da Contagem e me flagrar pensando em outras coisas!… 

O Método Rapport é essencialmente uma maneira de condicionarmos nossa mente a  interromper seu fluxo espontâneo de pensamentos enquanto adormecemos. Com ele, corremos o ótimo risco de repetir esse processamento durante um sonho.

      
      O Método de Rapport é de uma simplicidade surpreendente. Deve-se ressaltar que não é necessário se esforçar de maneira ansiosa tentando manter a consciência. Pelo contrário! Basta apenas ir acompanhando os pensamentos. Serenamente.

       Vou tentar colocar nas minhas palavras, caso o texto extraído do livro do LaBerge, tenha ficado confuso. Aproveito para eu gravar melhor esse método também. ;P

       Método Rapport(em minhas palavras):
       
       Quando estiver deitado, pronto para adormecer, procure em curtos períodos, interromper seus pensamentos e refletir sobre o que vinha pensando. Faça isso até adormecer.
       Inicialmente, deixe seus pensamentos fluirem… então interrompa o fluxo e reflita sobre o que exatamente pensava. Deixe fluir novamente e depois interrompa novamente procurando mais uma vez refletir sobre o que pensava, antes de interromper o fluxo. Faça isso sucessivamente até cair no sono.


       Muito provavelmente essa idéia seja ainda mais interessante de ser aplicada, quando for tirar uma soneca ou caso esteja aplicando o MILD, WBTB ou algum outro Método de Indução de Sonho Lúcido que se utilize do macete de acordar após 6h de sono.

Uma boa dica é aplicar o Método Rapport quando for tirar uma soneca ou ainda quando acordar pela 6ª hora de sono e voltar a dormir.

      
       Vale ressaltar ainda o entusiasmo do psiquiatra que era um sonhador lúcido, pela área da consciência nos sonhos. Nas palavras de Naportt:

       “Quanto às glórias misteriosas oferecidas pelos sonhos e tão pouco relembradas, por que tentar descrevê-las? Essas fantasias mágicas, os jardins estranhos mas lindos, esses esplendores luminosos, são desfrutados somente por quem está sonhando que os observa com interesse ativo, espiando-os com uma mente acordada e apreciadora, agradecido pelas glórias que ultrapassam até as que os dotes mais requintados conseguem conceber na realidade. A beleza fascinante encontrada nos sonhos compensa amplamente o seu estudo. Mas existe um apelo maior: se dermos atenção aos sonhos, o estudo e a cura da mente que está fora de contato com a Realidade podem ser auxiliados. E quando arrancamos segredos do mistério da vida, muitos deles terão sido descobertos em sonhos agradáveis.”



Bibliografia:

LABERGE, Stephen. Sonhos Lúcidos. 1985
Ed. Siciliano Livros, Jornais e Revistas Ltda. 1990(esgotada)

      
     Tenho acompanhado os artigos recentes de pesquisadores como Stephen LaBerge, Allan Hobson e Ursula Voss. É uma tríade de peso, cada qual com seu respectivo Ph.D e com pesquisas fascinantes na área dos sonhos lúcidos. O último texto acerca da relação entre estados psicóticos e sonhos lúcidos reflete bem isso. Nesse texto estou explorando as críticas de LaBerge(1) ao estudo de Allan Hobson sobre sonhos lúcidos ou a consciência nos sonhos.

Comparativo de uma análise topografica de atividade cerebral entre os estados mentais quando acordados(o superior), no estado do sonho lúcido(meio) e em fase REM comum(não lúcido). Allan Hobson e alguns pesquisadores classificam o sonho lúcido como um Estado Dissociado(ED).

       
       A entrada recente de Allan Hobson nas pesquisas sobre sonhos lúcidos parece trazer uma abordagem nova no estudo. Seu entendimento sobre o sonho lúcido é como um “Estado Dissociado” do cérebro-mente. Verifica-se nessa compreensão um estado híbrido entre o estado desperto e os sonhos. Significa para esse pesquisador que ao sonharmos lucidamente, não estaríamos mais na fase REM do sono e sim num meio-termo de intrusão ou confusão entre a vigília e os sonhos.

Estado Dissociado (ED): pela literatura científica(²) é a reunião dos três estados da consciência. Allan Hobson defende que os Sonhos Lúcidos devem ser classificados na concepção de um estado híbrido entre a vigília e os sonhos(ED2).

     Allan Hobson aponta os sonhos lúcidos como um “promissor embora problemático paradigma”. Para LaBerge não há nada de problemático. Vale para este autor a mesma linha de estudo aplicada na época da descoberta das fases REM do sono. Quando então se descobriu um período de intensa atividade cerebral, equivalente ao período da vigília(período desperto), atonia muscular, variação no sistema nervoso autônomo etc..  tudo isso(fases REM) ocorrendo naturalmente, várias vezes durante uma boa noite de sono.

Para LaBerge a compreensão de Allan Hobson sobre sonhos lúcidos está errada, pois não há que se falar num estado híbrido entre estar acordado(vigília) e sonhando, mas estar consciente durante a fase REM.

        Para Stephen LaBerge os diversos estudos mostrando os sinais-verificados de sonhos lúcidos(SVLD – signal-verified lucid dreaming) durante a fase REM(ver LaBerge, 1990), são mais que suficientes para demonstrar que a fase REM é capaz de suportar a consciência reflexiva. Prossegue argumentando que foram tomadas todas rigorosas medidas nas pesquisas e que foram gravados mais de 100 experiências de sonhos lúcidos ocorrendo sempre na fase REM do sono.

         Porém, ao que parece, nas palavras de LaBerge “Hobson interpreta esses resultados de maneira diferente. Porque ele acredita que a consciência reflexiva é incompatível com a fase REM do sonho, ele conclui que o sonho lúcido DEVE(grifo do autor) ser um estado dissociado, híbrido misturando os sonhos e o estado desperto(vigília)“. LaBerge segue afirmando que entende que alguém pode ser induzido ao erro pensando dessa maneira, mas contra-argumenta com a analogia de que “se a maioria dos mamíferos não voam, morcegos, se eles existem, devem ser híbridos de pássaros ratos. Isso não é bem o que é um morgeco”.

Para LaBerge a defesa de Hobson dos sonhos lúcidos como um estado dissociado ou híbrido, equivale a dizer que morcegos não são mamíferos voadores, mas uma espécie híbrida entre pássaros e ratos.

         
         LaBerge prossegue criticando o estudo que Allan Hobson usa para fundamentar suas afirmações em que considera o sonho lúcido como um estado dissociado ou híbrido. Trata-se de um estudo de Ursula Voss e Tuin(?) de 2009, no qual, afirma LaBerge já inicia o primeiro parágrafo dizendo “Sonho lúcido é um estado dissociado…”
         
         O estudo no qual se baseia Hobson parte da suposição que uma vez detectada a consciência reflexiva, verifica-se o estado desperto ou a vigília, por conseguinte, a presença de sinais de sonhos lúcidos na fase REM indica a presença de consciência desperta. Ignora-se dessa maneira a conclusão de que a fase REM do sono é capaz de manter a consciência reflexiva.

Nessa visão do sonho lúcido como um Estado Dissociado, a presença da consciência é o que determinaria a intrusão do estado desperto no sono. LaBerge contesta afirmando que só haveria essa intrusão da vigília no sono, caso nossas percepções ou sentidos(visão, audição, tato, olfato, paladar) não estivessem mais isolados.

         O texto de LaBerge vai além, concentrando análise sobre o estudo  supra-citado, mas vou abordar essa parte num próximo post. Para finalizar, vale destacar o argumento central da crítica de LaBerge contra Hobson:
       
         The essencial difference between dreaming and waking is sensory input, not reflective conciousness(Kahan & LaBerge, 1996; Llinas & Pare 1991).”


           Que fica:
           “A diferença fundamental entre sonho e vigília são as percepções sensoriais(exteriores), não a consciência reflexiva”.

            Afinal o que realmente diferencia o estado desperto de um sonho? É a presença/ausência de consciência ou é a presença/ausência de percepções sensoriais?
            Todos onironautas conhecem a sensação de estar num sonho. Mesmo naqueles sem lucidez o elemento sempre presente é o isolamento sensorial. Não há percepção do que está acontecendo em volta. Não há visão, tato, olfato, paladar ou audição. No máximo incorporamos algumas coisas de modo bem engraçado nos sonhos, mas sem distinguir este dos demais elementos que compõe o sonho.
             Por fim, a consciência por si só não parece ser suficiente para demonstrar que alguém está acordado. Esse alguém pode estar consciente, mas preso dentro de um sonho…

Pelo menos para mim, fica claro que ao ficarmos lúcidos num sonho, não estamos trazendo nada que desconfigure o estado mental do sonho comum. Sua estrutura é a mesma, exceto que passamos a vivenciar as experiências de modo consciente, mas longe de estar acordado, num estado híbrido entre acordado e os sonhos ou em algum meio-termo.

Referência Bibliografica:

(1) – Signal-verified lucid dreaming proves that REM sleep can support reflective consciousness Intenational Journal of Dream Research, volume 3, nº 1. pg 26-27 (2010).

(2) – NEUROCIÊNCIA da Mente e do Comportamento. LENT, Roberto(Coordenador).
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

      O estado mental dos sonhos conscientes ou lúcidos é uma área que vem sendo desbravada pela ciência, mais especificamente a partir da década de 70. De lá para cá, as investidas nesse campo tem conseguido alguns resultados surpreendentes, servindo até mesmo para inspiração em temas de vários filmes. Uma possibilidade fascinante, apontada por Silvio Scarone(¹), da Universidade de Estudos de Milano, é a que traça uma estreita relação entre o estado mental dos sonhos lúcidos e a possibilidade de tratamento de psicoses e outros transtornos.
      Quando conseguimos ficar conscientes durante um sonho, de acordo com as pesquisas em laboratórios do sono(²), estamos normalmente dentro do que se chama fase REM “fásico”. Isso significa que não estamos falando de “sono leve”, mas sim sono intenso e profundo. Porém nesse estado, cria-se um distinto padrão de atividade cerebral, que possui bastante semelhança com os padrões verificados na psicose e algumas condições psiquiátricas.

Comparativo de uma análise topografica de atividade cerebral entre os estados mentais quando acordados(o superior), no estado do sonho lúcido(meio) e em fase REM comum(não lúcido).

    De acordo com a pesquisadora Ursula Voss, da universidade da Alemanha, essas descobertas confirmam a conexão já presente nos livros de neurociência, de que quando sonhamos lucidamente, o cérebro esta num estado dissociado. Essa dissociação é normalmente caracterizada pela perda de controle consciente sobre o processo mental, como o pensamento lógico ou reações emocionais. 
   Ora, já é bem sabido por boa parte dos onironautas interessados pelo tema dos sonhos lúcidos, como está presente o embotamento da capacidade de raciocínio e tomada de decisões durante os sonhos. Nos sonhos lúcidos se supera esse embotamento.
   A comparação que se estabelece é que em algumas condições psiquiátricas esse “estado dissociado” também é conhecido por ocorrer quando as pessoas estão despertas.
   
   “No campo da psiquiatria, o interesse dos sonhos dos pacientes tem diminuído progressivamente tanto no campo clínico quando das pesquisas. Mas esse novo trabalho parece mostrar que nós devemos estar aptos para fazer comparações entre os sonhos lúcidos e algumas condições psiquiátricas que envolvam uma anormal dissociação da consciência quando acordados, como acontece na psicose, despersonalização e pseudoconvulsões”, afirma Silvio Scarone, da Universidade de Estudos de Milano.

    Não é a toa a quantidade de estudos e livros publicados nas últimas décadas referente ao estudo dos sonhos lúcidos. Algumas condições de certos pacientes passaram a ser alvo de interesse, pelo tratamento com terapia dos sonhos em algumas clínicas. É o caso por exemplo de pessoas que sofrem de pesadelos constantes. Em alguns casos podem ser ensinadas a sonhar lucidamente.

    “Por um lado, a base das pesquisas com sonhos, poderia agora aplicar seu conhecimento para pacientes psiquiátricos, com o objetivo de construir uma ferramenta útil para psiquiatria, revitalizando o interesse nos sonhos para o tratamento de seus pacientes”, diz Scarone. “Por outro lado, as investigações da neurociência poderiam explorar como ampliar seus trabalhos para as condições psiquiátricas, usando abordagens das pesquisas do sono para interpretar informações de casos de psicose e outros estados dissociados do cérebro-mente.”

     Outra verificação interessante dessa pesquisas, foi que as desilusões paranóides e outros fenômenos alucinatórios, ocorrem quando os estados dissociativos dos sonhos envolvem repetição de situações de ameaça a serem concretizadas na vigília.

     “Exposição para eventos de real ameaça supostamente ativam o sistema onírico, no qual produz simulações realísticas dos eventos ameaçadores em termos de percepção e comportamento” explicou Scarone. “Essa teoria funciona com base no ambiente e com o cérebro humano envolvido com eventos perigosos e frequentes que ameaçam a reprodução humana. Isso teria sido uma séria pressão seletiva para as populações ancestrais da espécie humana e teria ativado totalmente os mecanismos de simulação de ameaça.”

Fontes e Referências Bibliográficas:

– NEUROCIÊNCIA da Mente e do Comportamento. LENT, Roberto(Coordenador).
 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

 (1) http://www.physorg.com/news168024914.html e

(2) LaBerge, Stephen.O Mais Alto Grau de Consciência.

. Revista Viver Mente&Cérebro- Edição Especial – n.4: Duetto 

 (3) http://two.xthost.info/superkuh/Library/Lucid%20Dreaming

_%20A%20State%20of%20Consciousness%20with%
20Features%20of%20Both%20Waking%20and%20Non-Lucid%20Dreaming_%20voss_jSleep.pdf

 😉

        O primeiro livro que talvez boa parte dos interessados sobre sonhos lúcidos tenha encontrado, provavelmente é Sonhos Lúcidos, de Stephen LaBerge. Considero uma espécie de “Bíblia dos Sonhos Lúcidos”.
        Uma das grandes vantagens desse livro, além da leitura bem acessível para qualquer leigo no assunto, é que ele não precisa ser lido na sequencia estabelecido pelo autor. Talvez é claro, seja necessário para alguns as introduções contidas logo no início e nos primeiros capítulos, mas para os demais capítulos pode ficar bem a critério do gosto do leitor.
O livro Sonhos Lúcidos é para mim, o que li de mais completo sobre o tema da consciência nos sonhos.
        A obra trata em linguagem bem simples, do tema da consciência nos sonhos, pelo sujeito que conseguiu ser o primeiro pesquisador a comprovar perante a comunidade científica, a existência dos sonhos lúcidos. No próprio livro é possível acompanharmos como foi parte dessa trajetória, citação de outro pesquisador precursor na área, Keith Hearne, a superação da filosofia analítica de Normam Malcom, o qual esse renomado pensador, atacava na sua obra Dreaming a idéia de que havia qualquer possibilidade de raciocínio nos sonhos(pelo fato de entrar em questões filosóficas interessantes, vou voltar a esse tema em um post futuro) e a incrível luta pelo reconhecimento dessas comprovações, efetuadas em laboratório do sono.
Stephen LaBerge é a mente por trás da comprovação científica da existência dos sonhos lúcidos.
         Encontramos no livro Sonhos Lúcidos, toda uma parte histórica dos sonhos lúcidos, sobre os primeiros registros, os primeiros pesquisadores até culminar com o sucesso de LaBerge frente aos mais céticos filósofos e cientistas.
         Interessante mesmo notar a presença no livro de grandes sonhadores lúcidos, como Beverly D’Urso e Allan Worsley que foram pioneiros e decisivos na colaboração dessas pesquisas, alguns deles envolvidos com a área até os dias de hoje.
         Problemas comuns como aqueles que buscam erroneamente controlar a narrativa do sonho e não o autocontrole… os primeiros experimentos com o tempo nos sonhos, sexo nos sonhos, enfrentamento de pesadelos , a descrição minuciosa da técnica do rodopio para prolongar os sonhos lúcidos, métodos para induzir sonhos lúcidos, como o MILD e algumas orientações interessantes do psicoterapeuta alemão Paul Tholey

Tarthang Tulku escreveu que “pode ser uma grande vantagem perceber que um sonho é um sonho en­quanto estamos sonhando” – desde o século VIII há registros do valor especial dado aos sonhos lúcidos pelos budistas tibetanos(na imagemSiddharta Gautama-O Buda).  
          Há na verdade muitos assuntos relacionados, em que o doutor LaBerge destaca em seu livro e que invariavelmente não deixarei de percorrer em algum momento por aqui, mas é absolutamente recomendável a leitura desse livro para todo onironauta ou aquele que tem algum interesse no tema da consciência nos sonhos.
          Infelizmente o livro se encontra esgotado aqui no Brasil, mas em alguma das comunidades(Orkut ou Facebook) de sonhos lúcidos, pode-se encontrar facilmente algum link para download. E claro há a bela opção de comprar pela Amazon.com, porém sem a opção do livro em português.
Fonte:

LABERGE, Stephen. Sonhos Lúcidos. 1985
Ed. Siciliano Livros, Jornais e Revistas Ltda. 1990(esgotada)

Além do livro de Stephen LaBerge, Sonhos Lúcidos, essa é uma obra imperdível para todos aqueles interessados em ter sonhos lúcidos ou aprimorar essa habilidade.
Devorei a leitura desse livro, mesmo não curtindo alguns temas mais esotéricos que são abordados.
Um livro simples, de linguagem bem acessível com um ótimo programa para ter sonhos lúcidos.
A proposta dessa obra é ensinar o leitor a ter sonhos lúcidos em 4 semanas. Durante o processo, pode-se aprender a induzir e manter a consciência nos sonhos, modificar o ambiente onírico, interagir com personagens, incubar temas e por fim atingir o que os autores chamam de alta lucidez. Vale destacar certos exercícios intrigantes ( e estimulantes) como a criação de personagens oníricos como o Terapeuta e o Curandeiro, com o objetivo de desenvolvimento interior e fortalecimento da saúde.
Há exercícios estimulantes como a idéia de criar um terapeuta, um curandeiro e fazer sexo nos sonhos.
O Dr. Harary, Ph. D. em psicologia e especializado em consultoria clínica e psicologia experimental, é autor e co-autor de mais de sessenta artigos populares e técnicos sobre assuntos relacionados com a pesquisa psicológica avançada e outras áreas. A Sra. Weintraub é uma experiente editora e co-autora de muitas obras de Keith Haray.
O livro é uma reunião de conhecidas técnicas, métodos e dicas para obtermos sonhos lúcidos, suplementadas com interessantes orientações dos autores. O que há de novo é a instituição de um método próprio dos autores, seguindo um plano, o qual é denominado “Progama do Sono Criativo”, com a meta de atingir os sonhos lúcidos em 4 semanas.
Há uma atenção interessante para os cuidados que se deve ter com relação ao ambiente onde dormimos, anotações dos sonhos, uso de objetos na vigília pra estimular a imaginação, modo de acordar e lembrar dos sonhos.
Dicas bacanas como a de cultivar um ambiente dos sonhos no quarto e uso de objetos para estimular a imaginação.
O livro tem boas informações para sensibilizar nossa memória com relação ao que sonhamos, aplicar a incubação de temas, exercícios surpreendentes para trabalharmos nossas percepções quando despertos e que possuem chances de provocar o despertar da nossa consciência nos sonhos.

Pelo que pesquisei o livro se encontra esgotado. Ao menos na maioria dos sites de livraria, mas sempre há os sebos e opções fáceis de dowload como o megaupload, 4shared, rapidshare e afins.