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Como lembrar dos sonhos?

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Essa noite eu tive um sonho lúcido ou não? À primeira vista pode parecer uma questão simples. Contudo, gosto dessa dúvida porque ela sempre será recorrente se você é um interessado no tema dos sonhos lúcidos. Por isso… é possível ter um sonho lúcido e não lembrar dele? Ou “se você não lembra se ficou lúcido, você não ficou”.

Memória

Primeiramente, reparem nas duas últimas frases. Desse modo, já é possível notar a presença de uma palavra em especial: “lembrar”. Sendo assim, por maior que seja o grau de lucidez que você atinja no seu sonho lúcido, sempre estará sujeito a sua capacidade de recordação ou como anda sua memória referente aos sonhos. Por outro lado, também será importante dar boa atenção para a qualidade do sono. Afinal, uma qualidade ruim de sono, sempre poderá comprometer suas lembranças oníricas.

Além disso, existe um fator químico importante para dar atenção, por ser capaz de interferir na retenção da memória dos sonhos, especificamente na região do hipocampo: a noradrenalina. Por isso é importante saber que ela é responsável pela nossa capacidade de prestar a atenção. Mas durante a fase REM do sono será muito baixa e ao despertarmos, seremos inundados por essa substância, transferindo nossa atenção aos novos eventos do estado desperto.

Formas de Despertar

Por outro lado e referente a capacidade de recordação do sonho, a maneira como despertamos, também pode interferir o quanto conseguiremos lembrar do que sonhamos. Dessa maneira, os resultados com voluntários em laboratórios do sono, conforme destaca Hobson[1], apresentam um percentual de 95% de sonhos relatados, sempre que essas pessoas foram acordadas durante a fase REM do sono. Sendo assim, deve-se destacar ser importante não se distanciar do momento em que as experiências oníricas acontecem. Ou seja, quanto mais próximos acordarmos das nossas fases REM do sono, mais chances teremos de reter nossos sonhos na memória ao despertar.

Por isso minha recomendação: sempre que acordar, evite se mexer e imediatamente já comece a recordar o que sonhou e já anote. Nesse sentido, será fundamental manter um bom ritual para acordar; experimente manter um notebook ou algum tipo de ferramenta de anotação bem próximo para que você possa alcançar, com pouco movimento do corpo.

Referências Bibliográficas

[1] HOBSON, A. Dreaming: a very short introduction. New York: Oxford Press Inc. 2005. Kindle Edition. location, 369.

     Volta e meia retorno ao tema da recordação dos sonhos. Faço isso devido a grande influência que aprender a lembrar os sonhos, exerce sobre o desenvolvimento da habilidade de ficar consciente neles. É um pilar que precisa ser bem construído, por todo aquele que deseja ter sonhos lúcidos.

Provavelmente o primeiro passo a ser dado, no desenvolvimeno da habilidade de ficar consciente nos sonhos é compreender a importância de aprender a recordar os sonhos.

      Existem fatores que são bem importantes na determinação da capacidade de recordar um sonho. Já abordei os fatores externos(modo de acordar, períodos do sono etc..) e passo agora às condições de vida.

Condições de Vida

      Não é incomum encontrar pessoas que tiveram suas primeiras experiências com controle de sonhos, a partir de pesadelos durante a infância. Beverly D’Urso foi assim, para os senóis isso era uma prática corriqueira, típico da sua cultura e eu também tive meu início desse modo.

Pesadelos são invariavelmente um dos tipos de sonhos mais fáceis de recordar.

      Quando estamos submetidos a situações de crise, problemas difíceis a serem enfrentados ou diante de grandes conflitos é natural perceber a ocorrência de pesadelos ou sonhos mais intensos. Essa linha de pensamento, segue a teoria de que uma das funções dos sonhos é servir de preparação para o enfrentamento da realidade. Quanto mais dificuldades a serem sobrepujadas, maiores as chances de sonhos relacionados acontecerem… e portanto sonhos mais dramaticamente fortes.

       De acodo com a psicóloga e professora da Universidade de Zurique, Verena Kast:
“É mais provável lembrar-se de sonhos e de compreendê-los durante crises existênciais.(…)Nessas situações a maioria das pessoas é mais permeável, espera pelos sonhos e deseja que estes lhe prestem auxílio.  Os sonhos são compreendidos à luz da atual situação complicada e vinculados a ela. Isso nos dá a impressão de que podem ser compreendidos com mais facilidade do que em situações onde a vida apresenta várias temáticas emocionalmente significativas com quais um sonho pode ser relacionado.  Eventualmente os sonhos também podem ser compreendidos melhor nas situações de crise, pois há menos mecanismos de defesa em ação(…).”


      Uma conclusão interessante que podemos tirar disso tudo é que emoções fortes no dia-a-dia seria bem mais conveniente para o onironauta do que uma rotina enfadonha. Procurar vivenciar de maneira mais intensa as experiências do cotidiano, ficar menos no “automático” e buscar uma vida mais “lúcida”. Como diria Spock… “Fascinante”.


Bibliografia:

KAST, Verena. SONHOS – A Linguagem Enigmática do Inconsciente. Editora Vozes. 2010

   Qual o elemento mas determinante para quem quer ter sonhos lúcidos? Adotar um bom método(MILD, Tholey, WBTB…)? Reality Checks(olhar para as mãos, acionar interruptores…) que funcionem pra você? Alimentação(vit B6 + triptofano da banana) ou uma vida saudável(durma bem)…? Obviamente que todas alternativas são muito importantes…



Aprender a recordar os sonhos é a primeira chave. Sem isso fica impossível reconhecer a estrura da realidade mental dos sonhos. Vale lembrar que mesmo os sonhos lúcidos podem ser esquecidos.

   Quem pensou em “lembrar dos sonhos“, acertou! Quanto melhor for possível recordar seus sonhos, melhor serão suas chances de ficar consciente num sonho. De nada adianta ficar lúcido num sonho e depois não lembrar dele.

  Para aqueles que se queixam da péssima memória com os sonhos, vale as recomendações básicas: comece a anotar os seus sonhos, por mais curtos e fragmentados que eles sejam. Anote o pouco que for lembrando. De grão em grão!

  Caso esteja incrivelmente ruim de lembrar, outra dica fundamental é procurar dormir bem. Melhorar a qualidade do sono. Junto disso, programe-se para despertar de 1h até 2h antes do seu horário normal, continuando o sono em seguida. É bem provável que consiga em algum momento, flagrar uma fase de sonhos intensos(REM). Uma hora você vai acabar acordando dentro de uma fase dessa do sono. As chances de lembrar o que sonhou aumentarão drasticamente.

  Procure descobrir a melhor maneira de despertar. Normalmente o ideal é nem abrir os olhos, evitar se mexer(mesmo com aquela vontade surtada de ir ao banheiro), manter a calma, relembrar naquele momento o que sonhou para poder anotar em seguida, com o máximo possível de detalhes.

  Pessoalmente, acabei largando faz anos, meu Diário de Sonhos de papel. Uso um netbook simples que tem me ajudado muito, principalmente porque agora eu consigo ler o que escrevi ao acordar! 😉

  Por fim, fica  o link de um texto que fiz me baseando numa pequena parte do livro da Gayle Delaney sobre recordação de sonhos: https://www.sonhoslucidos.com/2010/12/como-lembrar-dos-sonhos.html

       Nesse último mês, minhas experiências com sonhos lúcidos estiveram em baixa. Acometido de uma faringite horrível, uma gripe febril e mais alguns outros eventos pessoais ruins, minha recordação dos sonhos tinha ido pro espaço. Porém, assim que que me recuperei, imediatamente voltei a treinar pesado na academia e a fazer minhas anotações no diário dos sonhos. 
      

Mesmo quando os sonhos parecem ter sumido, ao voltarmos a tentar anotar os sonhos, aplicando os reality checks e seguindo um método(Tholey, MILD, WBTB, WILD…), a recordação dos sonhos volta rapidamente.

       Foi interessante perceber a melhora rápida da capacidade de recordação. No primeiro dia minhas anotações não passaram de fragmentos. Mal e mal uma e outra linha com imagens do que eu havia sonhado. Não formavam sequer uma narrativa.

       Ao segundo dia tentando anotar os sonhos, os sonhos já começaram a aparecer mais fortes, formando pequenas narrativas. Cheguei a sentir a velocidade num carro de Fórmula 1!

Sonhando que pilotava um F1.

       Por fim, a partir do terceiro dia os sonhos já estavam praticamente enchendo uma página inteira. E no 5º  dia anotando religiosamente, consegui ter mais um sonho lúcido. Não vou relatar ele, pois foi um bocado pessoal. O importante pra relatar aqui é a maneira como foi recuperada a habilidade de sonhar consciente.

       Vinha fazendo o reality check das mãos, com a aplicação do Método de Tholey. Tem funcionado melhor para mim aplicar o Tholey e acordar após a 6a hora de sono, voltando a dormir em seguida. Os sonhos lúcidos estão acontecendo nessa segunda dormida, pois as fases REM são mais longas e perfeitas para ocorrência da consciência nos sonhos.

O reality check das mãos, aliado ao Método de Tholey e acordando após a sexta hora de sono, para voltar a dormir em seguida é o que tem funcionado melhor para mim.

        Tenho caprichado nos meus exercícios e alimentação balanceada, caprichando no triptofano das bananas e vitamina B6. Já fiz um texto sobre alimentação e como a reunião dessas duas substâncias(triptofano e vitamina B6) resulta em seretonina da boa para o cérebro.

    Assim como o texto anterior, esse também está direcionado para a melhora da percepção do estado mental dos sonhos. Isso é um pilar de sustentação para qualquer onironauta que deseja obter seu primeiro sonho lúcido ou intensificar sua frequência. Particularmente, minha experiência com a leitura dos textos tem sido muito boa, com melhora na quantidade e qualidade dos sonhos lúcidos: 4 sonhos lúcidos em uma semana! Minhas aulas não começaram ainda(greve). Apenas voltei de férias para o trabalho.

Aprimorando os cuidados com o despertar e o adormecer(fatores externos) consegui intensificar a frequencia dos meus sonhos lucidos em uma semana.

    Seguindo adiante nos fatores que influenciam nossa capacidade de recordar os sonhos, o objeto agora são os fatores externos. Isso envolve os elementos exteriores que interferem diretamente na qualidade da recordação dos sonhos.

    Em muitos manuais sobre sonhos é possível encontar dicas e orientações sobre a melhor maneira de acordar, sem perder a lembrança do que foi sonhado. Normalmente os fundamentos disso estão relacionados a maneira como seremos perturbados ao acordar. Quanto mais serenamente for o despertar, mais fácil será a recordação.
    
     As chances de recordarmos melhor dos nossos sonhos diminuem na proporção em que sofremos interferência quando acordamos. É o caso por exemplo de sair do sono com um despertador barulhento, uma música, rádio ou ruído vindo da rua. Com fatores como esses intervindo, a lembrança dos sonhos vai se dissipando rapidamente.

Despertadores barulhentos, ruidos da rua, musica alta… são fatores que podem prejudicar a recordação dos sonhos.

     Despertar pensando nas obrigações que nos aguardam também não irá favorecer a memória dos sonhos. É essencial que seja possível acordar de modo tranquilo, pelo menos algumas vezes durante a semana.

      Pessoalmente, sou obrigado a utilizar despertador, especialmente quando estou em época de universidade e trabalho, juntos na rotina. Configuro meu celular para despertar com um toque musical menos barulhento possível e num volume não irritante. O ideal é nos condicionarmos a acordar antes do toque.

       Talvez boa parte dos onironautas já tenha percebido, mas os finais-de-semana e as férias são períodos excelentes para lembrar dos sonhos. Não é preciso grandes reflexões para entender como se distanciar um pouco das rotinas estressantes, contribui dramaticamente para reforçar nossas recordações dos sonhos. Isso pode ser aplicado também nos momentos da iminência do sono. Algo como uma micromeditação antes de adormecer. Seja através de pensamentos relaxantes sobre os sonhos que virão, orações para os espiritualizados entre outros! 😉

Bibliografia:

KAST, Verena. SONHOS – A Linguagem Enigmática do Inconsciente. Editora Vozes. 2010 – Petrópolis RJ.

        É incrível o upgrade que conseguimos sobre a recordação dos sonhos quando passamos a seguir dicas simples dos especialistas na área. No topo da lista, já mencionado em textos anteriores, está em manter um diário de sonhos ao lado da cama. Para quem ainda nunca teve um sonho lúcido e para quem sente dificuldade em lembrar dos sonhos, temos o primeiro passo.

Livro excelente que também aborda em um capítulo a recordação dos sonhos.

        Além das dicas e orientações tratadas anteriormente, quero voltar nossa atenção frente a certos fatores que de acordo com pesquisas bem fundamentas(bibliografia abaixo) determinam nosso êxito em  conseguir lembrar mais e melhor dos sonhos.
        Grande parte das pessoas não é boa em lembrar dos sonhos. Aliás, talvez para maioria isso seja difícil, considerando o exército populacional que vive submetida a dureza de nossas rotinas de trabalhos, estudos e demais obrigações… porém, vale destacar que o nosso cérebro, durante o sonho, tem seu córtex pré-frontal inativo. Talvez paradoxalmente isso seja um pouco rompido com nossos sonhos lúcidos, mas cabe maior pesquisa(farei) para confirmar isso.

Podemos melhorar nossa recordação prestando atenção nos fatores que determinam nossa capacidade de lembrar dos sonhos.

        Schredll em suas pesquisas no Instituto Central de Manheim para Saúde Psíquica, aponta interessantes estudos, citados por Verena Kast no seu livro Sonhos, a Linguam Enigmática do inconsciente. Dentre eles interessantes resultados que “Estudantes de arte e pintores amadores apresentavam os valores mais altos” de frequência de recordação dos sonhos. Essa pesquisa revelava que a imaginação visual, a atividade imaginativa mais acentuada e a frequencia de devaneios diurnos estava bem relacionada com a capacidade de recordação dos sonhos.

        São elencados nesses estudos(voltarei a cada item em textos futuros), os seguintes fatores determinantes para recordação dos sonhos:

1 – Fatores Externos
2  – Condiçõesde vida
3 –  Tipo de sonhos
4 – Interesse pelos sonhos
5 – Características da personalidade   

OBS: estarei viajando nesse fim-de-semana(dia do paizão). Grande abraço a todos, bons sonhos e até a volta!!

Bibliografia:

KAST, Verena. SONHOS – A Linguagem Enigmática do Inconsciente. Editora Vozes. 2010