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Alucinações Hipnagógicas e Hipnopômpicas

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     Bernard sempre fora um pai e marido exemplar. Um amigo e companheiro daqueles que a gente sabe que pode contar sempre com ele.

     Pai de dois filhos, o menor Vitor, com bastante frequência, não resiste a companhia e aconchego da cama do pai e da mãe.

     Quando em uma manhã Bernard desperta, sente de imediato o filhinho embaixo do seu corpo e salta desesperado da cama. Olha para cama, encontrando Vitor inerte e com o rosto todo roxo, sem esboçar qualquer reação… por mais que Bernard tente estimular o filho, não acontece reação alguma e o pai grita pela esposa, caindo em prantos.

     Vilca, a esposa, chega rapidamente no quarto e encontra o marido inconsolável. Olha para cama… porém não entende o que está acontecendo:

– Amor, pelamordedeus o que houve??

    Em meio as lágrimas Bernard aponta para o Vitor e balbucia que matou o filho acidentalmente, com o peso do corpo, enquanto dormia…

– Olhe de novo! Foi só um pesadelo, ele está bem!

    Bernard olha novamente e mais uma vez encontra o corpinho do filho sem vida. O rosto escuro pela asfixia. Cai em prantos novamente.

    A sequência de eventos se repete por algum tempo até que finalmente, enquanto Bernard está agachado em lágrimas ao pé da cama, sente uma pequena mãozinha tocar seu ombro. Vitor está de pé ao lado dele são e salvo.

    Esse caso aconteceu recentemente com um casal de amigos que não faziam idéia da existência das alucinações hipnagógicas. Já me referi algumas vezes a elas aqui no blog, mas essa história realmente me chocou. E fiz questão de trazer – com os nomes fictícios e autorização do casal.

    É um caso real que ilustra muito bem uma situação em que o corpo está desperto, mas o cérebro ainda está trabalhando em uma fase intermediária entre o sono e a vigília. O corpo está plenamente acordado, mas  a mente ainda está com certa sintonia de sono…

    Bernard comentou comigo: “Márlon, eu acho que agora faço alguma idéia, pelo menos uma amostra, do quanto deve ser difícil para uma mente esquizofrênica se desvencilhar de construtos mentais.”

    Vale ressaltar que esse meu amigo não é praticante de sonhos lúcidos, nem mesmo tem grande interesse pelo tema. Muito menos estava tentando ficar consciente num sonho. A alucinação hipnagógica simplesmente pegou ele completamente desprevenido.

    Sobre a terminologia,  a denominação de alucinação hipnagógica pode ser usada para se referir tanto a alucinação hipnopômpica(ao despertar) como a hipnagógica de fato(ao adormecer). Realmente existe essa classificação, mas a alucinação visual relacionada ao sono é denominada assim ou também, na psiquiatria de alucinação autoscópica.

    No próximo post, irei investigar de maneira aprofundada essas alucinações e também comentarei um caso que aconteceu comigo e outro que presenciei.

Fontes:

http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/ataques_de_sono_imprimir.html

http://www.boehringer-ingelheim.pt/songhanight/glocario/glos1.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alucina%C3%A7%C3%A3o

https://www.sonhoslucidos.com/2011/03/alucinacoes-hipnagogicas-hipnopompicas.html

Existe um período ao adormecer e outro próximo do despertar, em que podem ocorrer alucinações. Tão fortes ou mais poderosas do que qualquer sonho ou pesadelo, essas alucinações podem de fato impressionar o sonhador desavisado. Especialmente para aqueles que alguma vez praticaram o método WILD, não é incomum acontecerem em conjunto com a paralisia do sono e de “bônus”, algum zumbido, barulho, gritos e afins!… Parecem bem apetidosas essas experiências não?! Segue definição.
Assombrações, Aliens, Demônios e afins podem povoar as experiências alucinatórias do sono.

Alucinações hipnagógicas: tipo especial de alucinações visuais que ocorrem ao adormecer. Nem sempre têm significado patológico, podendo, contudo, acontecer na narcolepsia.

       Alucinações hipnopômpicas: tipo especial de alucinações visuais que ocorrem ao acordar. Geralmente não têm significado patológico.

Exemplo de alucinação hipnagógica:

“Eu estava de férias na casa da minha irmã em Salvador, lendo um livro, quando dei uma bela cochilada!…  De repente visualisei meu corpo encurvado no sofá da sala, segurando um controle remoto. Simplesmente não conseguia soltar o controle da minha mão ou sequer fazer qualquer movimento. E como diabos eu poderia estar ali naquele sofá se eu estava lendo um livro no quarto?! Ah! Estou sonhando! Acordei em seguida.”

Exemplo de alucinação hipnopômpica:

“Sentia meu corpo totalmente imobilizado e ao mesmo tempo conseguindo visualizar o que estava em volta… minhas cobertas, o armário, as cortinas, mas eu continuava ali, preso no meu corpo! De repente as cobertas começaram a se mexer e se levantar sozinhas!… Era uma coisa assombrosa ver aquilo. Cada vez mais alto, as cobertas começaram a se erguer, como se um fantasma estivesse ali me aterrorizando. Minha desesperada conclusão foi: paralisia do sono e alucinação. Fui inundado com uma sensação incrível de poder e larguei uma terrível gargalhada histérica(na alucinação pois ainda estava paralisado) que fez as cobertas despencarem, para mergulhar nos sonhos novamente.”
    Corriqueiramente é possível encontrar relatos de pessoas que descrevem fantasmas, aliens, vultos e assombrações. Por vezes os zumbidos, barulhos e gritos. Quando a experiência está acompanhada de sensações de pressão sobre o corpo, incapacidade de se mexer durante a situação, invariavelmente está presenciando a rigidez do sono. Significa que está sendo capaz de manter a consciência ativa o suficiente para agregar na alucinação(ou mesmo durante o sono) a sensação fisiológica atual do corpo.

Fontes:
https://www.sonhoslucidos.com/2011/01/o-que-e-paralisia-do-sono.html
http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/ataques_de_sono_imprimir.html
http://www.boehringer-ingelheim.pt/songhanight/glocario/glos1.htm

Uma dúvida bem freqüente para quem está pesquisando sobre sonhos lúcidos, é sobre a Paralisia do Sono. Em síntese, trata-se de uma ocorrência derivada de um estado natural, a que o corpo se encontra submetido em certas fases do sono, visando nossa proteção: a atonia muscular da fase REM. O problema é quando despertamos e percebemos que nosso corpo ainda se encontra paralisado.
Conhecido também como rigidez do sono, isso acontece porque enquanto sonhamos, precisamos que aconteça um bloqueio dos nossos movimentos para evitar que nossas ações durante os sonhos, sejam reproduzidas pelo corpo.
Apesar das sensações desconfortáveis, muitas vezes acompadas de alucinações, as paralisias do sono podem servir de acesso para a consciência nos sonhos.
Imagine o perigo que seria estar sonhando com uma briga com um monstro ou algum inimigo terrível e ao acordar perceber que acabou de dar socos e pontapés na pessoa amada? Por isso é que existe tal mecanismo de proteção do nosso corpo. Porém existem distúrbios envolvendo falha nesse mecanismo. Algumas pessoas podem despertar percebendo essa paralisia e outras podem romper a rigidez(sem despertar) e praticar movimentos durante o sono.
Sintomas de distúrbio na paralisa do sono:
Normalmente, os episódios de paralisia trazem a experiência de total incapacidade de movimento, exceto para os olhos. Relata-se com freqüência uma sensação de sufocamento. Sente-se que está acordado e essa sensação de impotência pode vir acompanhada de ansiedade e medo. Pode vir de lambuja no “pacote” uma dose de alucinações surpreendentes(uia!).
Causas:
Pequenas alterações hormonais, responsáveis pelo equilíbrio do sono.
Porta para os Sonhos Lúcidos:
A paralisia do sono pode ser usada como ferramenta de ingresso da consciência nos sonhos. Considerando que a pessoa ainda está com o corpo no seu estado rígido de sono, basta alguma experiência e tranqüilidade para se utilizar da situação e voltar rapidamente a fase dos sonhos. Vou relatar minha primeira experiência:
“Eu estava deitado na cama, sentindo meu corpo totalmente imobilizado e ao mesmo tempo conseguindo visualizar o que estava em volta… minhas cobertas, o armário, as cortinas, mas eu continuava ali, preso no meu corpo! De repente as cobertas começaram a se mexer sozinhas!… Era uma coisa assombrosa ver aquilo. Cada vez mais alto, as cobertas começaram a pulular, como se um fantasma estivesse ali me aterrorizando. Minha desesperada conclusão foi: paralisia do sono e alucinação. Fui inundado com uma sensação incrível de poder e larguei uma terrível gargalhada histérica(na alucinação pois ainda estava paralisado) que fez as cobertas despencarem, para mergulhar nos sonhos novamente.”
Há maneiras de se evitar ou interromper os processos de paralisia do sono
Em meio a paralisia, quando queremos experimentar sonhos lúcidos, devemos usar a imaginação, de modo a provocar interações com nossa criação mental, sem perder a consciência de que somos os criadores de tudo aquilo.
Como interromper um episódio:
Caso queira interromper o processo da paralisia, deve-se relaxar, respirar calmamente e se concentrar em pequenos movimentos dos olhos e da ponta dos dedos.
Recomenda-se também mudança de posição na cama, caso não queira repetir mais episódios.
Como evitar:
Procure evitar dormir de barriga para cima.
Dormir o suficiente, evitando privação de sono.
Fazer exercícios regularmente e não muito próximos da hora de dormir.
Alimentar-se e dormir em horários regulares, numa rotina.
Procure reduzir o nível de stress, caso esteja com muitos problemas.
Pode-se encontrar facilmente relatos de pessoas que são acometidas por episódios de paralisias do sono, especiamente em fóruns e comunidades relacionadas. Percebe-se não se tratar de algo incomum. Pessoalmente, tive 2 casos mais fortes de paralisia. Nos dois consegui fazer experiências com sonhos lúcidos.
Não se deve confundir com o distúrbio da Narcolepsia, no qual a pessoa fica submetida a episódios intensos de sono irresistível ou ainda com a Cataplexia:
Outro fato interessante são as possíveis ocorrências de alucinações .Tratarei delas em outro texto.
Fontes: