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Jogos e Meditação para ter sonhos lúcidos

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    Relendo meu texto anterior sobre Reality Checks ou Testes de Realidade é que fui perceber que não expliquei como realmente fazer a coisa bem feita(como diria o sábio Chaves: “Ai que burro! Dá zero pra ele!”). Limitei-me a comentar sobre alguns dos mais conhecidos: interruptores, olhar para as mãos, espelhos e relógios.

Pessoalmente sou adepto de olhar para as mãos. É o mais discreto para se fazer durante  o dia e  100% de eficiência para mim.

 

         Vale ressaltar como funcionam e qual a melhor maneira de colocá-los em prática. Conforme já havia comentado, no estado mental dos sonhos é flagrante e evidente para qualquer onironauta, como a lógica cede espaço para a imaginação. O interruptor não vai funcionar de modo instantâneo, com um simples “click”, os dedos das mãos provavelmente não estarão bonitinhos em número de dez, cada um com sua forma… 

         Para conseguir desenvolver esse reflexo ou hábito nos sonhos, é preciso executar esses atos algumas vezes durante o dia. Nada exagerado(para não parecer louco e te internarem), talvez umas 5 até 10x no máximo. Não há padrão, apenas bom senso(tudo que é demais a gente sabe que não acaba bem).

“Chavinho” num dos seus melhores sonhos!

         Quando executamos essas simples ações, digamos, olhar para as mãos(durante a vigília – acordado) é fundamental que isso seja feito se questionando:estou sonhando ou não?”, junto de “há algo incomum?” e ainda “como cheguei aqui?“.

         Programando a mente para repetir esses testes de realidade, pode-se conseguir resultados fantásticos. Mas é claro que o ideal é já estar aplicando um Método para indução, como o MILD, Tholey, WBTB, etc..

         Outros testes de realidade ou reality checks:

         – prender a respiração(tampe o nariz e feche a boca)

         – enfiar o dedo… na palma da mão(ufa!)

         – puxar o dedo da mão

         – somar 4+4 (by Túlio Athélio)

         – dê um soco na cara do seu che(ah! deixa pra lá! kkkkk)

Fontes:

A Fonte da Juventude

Times New Roman

Arial

Chafariz

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte

     Assim como diversos relatos de sonhadores lúcidos, o começo do meu interesse por sonhos também aconteceu em função de fortes pesadelos durante minha infância. Reparem como até Beverly D’Urso, uma das pessoas com maior habilidade pra manter a consciência nos sonhos, também teve seu interesse inicial por sonhos, despertado por seus pesadelos!
    No meu caso, também eram sonhos aterradores, como por exemplo familiares me perseguindo com um machado, meus pais morrendo e coisas do gênero.
     Um divisor de águas para mim e que me fez passar a enfrentar os pesadelos, foi a leitura de um texto sobre a maneira como os senóis, habitantes selvagens da Malásia, encaravam o mundo dos sonhos.
Eu literalmente acabei virando o Hulk ao enfrentar meu primeiro pesadelo!
 
Teve um trecho que li nesse livro(eu era um pivete, lá pelos anos 80) que nunca mais esqueci:
“Os senóis acreditavam que toda pessoa devia tentar controlar seu próprio universo espiritual sonhando, exigindo e recebendo a cooperação de todas as personagens e forças nele existentes. Essas personagens e forças são reais. Quando se mostram ameaçadoras, o sonhador deve combatê-las, chamando pelo socorro de imagens oníricas de amigos se necessário(personagens oníricas são perigosas apenas enquanto temidas). “
       Agora o trecho especial que me marcou: ” Se o sonhador vence a batalha, o espírito inimigo se torna seu aliado ou servo que poderá lhe ajudar em sonhos futuros e durante a vigília.
        Quando li tudo isso, eu já era um ávido leitor de quadrinhos Marvel/DC. E outra orientação fabulosa desse livro eram as orientações de “incubação de temas nos sonhos” de ninguém mais, ninguém menos, do que minha psicóloga predileta e escritora: Gayle Delaney!… o_O Bom isso só vim a saber por agora, depois que passei a reler o livro.          
        Lembro que na época, após ler sobre ser possível a gente influenciar o tema dos sonhos, passei a sonhar com muita frequencia com personagens que se tornavam super-heróis e eram criados ali mesmo durante meus sonhos. Depois ao acordar, os transportava para meu universo de historinhas(e o de um velho amigo), com meus bonecos humanóides, andróides e alienígenas.

           Meu primeiro pesadelo enfrentado:
           “Um assaltante estava me perseguindo na nossa casa e eu procurava de todo jeito fugir dele, mas não conseguia despistá-lo. Até que cheguei num sótão da casa e não tinha mais para onde fugir.
            Quando o criminoso se aproximou eu lembrei que poderia enfrentar ele, pois afinal tudo aquilo era um sonho!… E então me transformei no Hulk! Virei o gigante esmeralda rapidamente e dei um  murro monumental que o fez sair voando pela janela!!”
Livro que me inspirou na infância ao relatar o exemplo das tribos senóis que ensinavam os filhos a enfrentar seus pesadelos, transformando seus inimigos em futuros aliados.
        Obviamente o foco do livro vai para o lado esotérico. O próprio título de Seleção Esotérica já deixa claro. Porém há de fato informações bem valiosas, como por exemplo pesquisas na área do sono e dos sonhos.
       
“A reputação de equilíbrio psicológico atribuída aos senóis vem do seu trabalho com os sonhos, cujo significado os orienta nas decisões relativas à vida tribal. (…) Se uma criança senói sonha que está sendo atacada, a família a encoraja a voltar ao sonho e enfrentar o agressor. (…) Eles acreditam que ´lutando até a morte´ num sonho, libera-se uma energia positiva da parte da consciência que formou aquelas imagens.”

Soozi Holbeche em:
“Como os sonhos podem nos ajudar”, Ed Cultrix

       Até hoje nunca houve qualquer notícia de algum sonhador lúcido com sequelas porque experimentou a consciência durante os sonhos. Volta e meia a questão entra em discussão nas comunidades, mas é interessante dar atenção para deixar bem claro algumas coisas.
       Uma delas é que os sonhos lúcidos, vem sendo praticados naturalmente há séculos atrás. Os yogues tibetanos dominam secularmente as técnicas e a menos que a gente aceite o estilo de vida deles como insanidade ou loucura, eles continuam levando a vida deles numa buena.
Yogues tibetanos praticam sonhos lúcidos há séculos, sem quaisquer efeitos colaterais.
       No ocidente há relatos bem conhecidos, de séculos atrás, seja como o do marques Saint Denys e do psiquiatra Holandes, Fredrick Willelms Van Eeden(sonhos anotados desde os 13 anos – 352 sonhos lúcidos num período de 14 anos) que pesquisavam e exercitavam seus sonhos lúcidos.
        Existem sonhadores lúcidos com altíssima frequencia de consciência nos sonhos, como a Beverly D’Urso, Worsley, LaBerge e esses caras são estudiosos e muitos deles com doutorados e Ph.D… o_O ô mentezinhas perturbadas heim! Um relato ou mensagem da pesquisadora e sonhadora lúcida, Ph.D, Beverly D’Urso pode ser encontrado aqui:
Beverly D’Urso, Ph.D, pesquisadora que colaborou com a comprovação da existência dos sonhos lúcidos na década de 80, nos laboratórios de sono da Universidade de Standford, com Stephen LaBerge, é uma das maiores sonhadoras lúcidas do mundo.
        O que me parece mais provável na minha opinião, ressaltando que sou leigo e não tenho formação na área de psicologia ou psicanálise,  é sim que ao voltarmos alguma atenção para os nossos sonhos, certos problemas que haviam passado despercebidos no nosso cotidiano comecem a se manifestar. Basta lembrar que um dos primeiros passos para conseguir lembrar de um sonho é começar a anotar os seus sonhos. Apenas isso já é suficiente pra trazer um relatório do que anda se passando com mais frequencia pela mente enquanto estamos dormindo. Isso nos aproxima de interessantes pensamentos da Dra. Gayle Delaney, uma das maiores autoridades do planeta, quando o tema são os sonhos.




Gayle Delaney, uma das maiores autoridades do tema dos sonhos na psicologia, possui opiniões bem interessantes sobre os sonhos lúcidos.
        Claro que agora estou apenas especulando, mas não parece razoável que ao tentarmos confrontar nosso próprio universo mental, certos medos, problemas de consciência, grandes preocupações possam se manifestar?… Talvez. E caso isso aconteça, isso é uma bela oportunidade para procurar entender porque esse teu problema ainda não foi resolvido. Vale a pena rever um trecho da Dra. Delaney que cito em outro post do blog: https://www.sonhoslucidos.com/2010/04/como-enfrentar-pesadelos.html .

        Deve ficar claro para todo aquele que procura se aventurar nessa nova área, seja por estudo, diversão ou controle de pesadelos que não há quaisquer registros de algum prejuízo mental ou físico, causados pelas experiências do uso da consciência durante os sonhos. Reiterando se tratar de uma prática efetuada há séculos que apenas nas últimas décadas está recebendo atenção da comunidade científica.

AVISO:  adicionei a ferramenta de Seguidores do blog, na forma de  “sonhadores lúcidos”, no canto embaixo a direita. Agradeço as visitas, aos votos na enquete e também aos que adicionarem(seguir)  😉

        

     Sempre fui um bom leitor de ficção científica(Perry Rhodan, Frank Herbert, Asimov…), fantasia e com boa afinidade para o suspense-sobrenatural. Não foi surpresa para mim quando me deparei com as pesquisas realizadas pelo psicólogo, Ph.D, Mark Blagrove pela Universidade do País de Gales e pelo Chartered Institute of Library and Information Professionals(algo como Instituto dos Bibliotecários e Profissionais da Informação).
Livros que estimulam a imaginação podem ajudar a induzir sonhos lúcidos. Perry Rhodan meu pai lia para mim(e eu revezava na leitura) durante minha infância. Ô tempinho maravilhoso!
       As pesquisas objetivaram traçar uma relação entre os hábitos de leituras,  preferência de gênero literário dos leitores e os tipos de sonhos que tinham com maior freqüência. Mais de 100.000 formulários com questões foram distribuídos em bibliotecas.
      Ficou flagrantemente evidenciado que há uma relação forte entre hábitos de leitura com a recordação de sonhos, sonhos intensos e os sonhos lúcidos. Especialmente para crianças que costumam ler livros de fantasia, há maior presença dos sonhos lúcidos. Para aquelas que dormem mais de 10 h se verifica mais chance de relatar seus sonhos. Como se sabe, o ciclo de sono na infância, com relação as fases REM(de sonhos mais intensos), são maiores se comparadas com o ciclo de sono dos adultos.
Os efeitos da literatura fantástica nos sonhos, parecem ser ainda mais intensos para os mais jovens. Na foto, em destaque para Gucky, o mutante( e rato-castor) mais poderoso do universo!
      Verificou-se uma tendência de ser mais presente os sonhos lúcidos, naquelas pessoas que se descreveram como mais filosóficas ou intelectuais. Quase 60% dos adultos relataram ter experimentado pelo menos um sonho lúcido durante a vida. Leitores de ficção tem sonhos mais bizarros e emocionalmente mais intensos se comparados com aqueles que lêem não-ficção. Aquelas pessoas que se auto-descrevem como mais imaginativas ou criativas conseguem se lembrar melhor dos seus sonhos.
        Essa pesquisa agrega mais um perfil para o roll dos sonhadores mais propensos a obterem sonhos lúcidos:
-Amantes da literatura fantástica.
Fonte:

Há uma entrevista com a psicóloga, Ph.D, Jayne Gackenbach, em que ela aponta como as pessoas com melhor predisposição para sonhos lúcidos, como sendo os jogadores de vídeo game e aqueles que praticam meditação.
A entrevista em inglês está aqui:
http://www.dreaminglucid.com/dreamspeak/DreamSpeak53JayneGackenbach.pdf
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Resumidamente, ela afirma que por meio de suas pesquisas e experiência, concluiu que pessoas que praticam a meditação com frequencia, normalmente podem ter muitos sonhos lúcidos por semana. Sabe-se que para os meditadores orientais essa prática dos sonhos lúcidos não é novidade alguma. Ela também aponta que esses mestres na meditação, podem ter sonhos lúcidos praticamente todas as noites.

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Porém, a novidade mesmo aparece, quando afirma que os jogadores de vídeo-game também possuem predisposição, acima da média da população, para conseguir atingir a consciencia nos sonhos.

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Isso acontece, segundo a cientista, porque nesse tipo de prática a pessoa está envolvida com uma realidade virtual, interage com esse outro meio, manipula, interfere e controla ele. Segundo ela talvez o diferencial estja no fato de que essas pessoas invariavelmente vão possuir um grau de concentração acentuado, experiência em lidar com outro tipo de realidade:

 “Se você passa todo dia na realidade virtual, não é surpresa que você consiga reconhecer uma realidade alternativa, pela noite, quando adormecido” – afirma Jayne Gackenbach.*
http://www.dreaminglucid.com/dreamspeak/DreamSpeak53JayneGackenbach.pdf