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O Supersonho Lúcido

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    Uma das coisas mais formidáveis quando temos um sonho lúcido é a indescritível sensação de liberdade e poder. Quando consigo o que gosto de chamar de “Supersonho Lúcido” então o sentimento é absolutamente inefável. Chega mesmo ao ponto de dar um medinho de fritar os miolos de tão bom e duradouro!…

A sensação de Liberdade e Poder nos Sonhos Lúcidos é a típica experiência que precisa ser vivenciada para poder entender. Cena do ótimo filme OZ.

    No tópico Desafios Lúcidos, elaborado no Fórum e no Grupo do Face, sugeri o plano/desafio/experimento de assim que ficarmos consciente num sonho: beber um elixir, olhar-se no espelho e depois relatar o que viu.

   O “Desafio” foi proposto no Fórum e no Grupo e o primeiro sonhador lúcido a conseguir êxito e relatar, foi uma sonhadora lúcida, a Brê Ribeiro. Registrou o relato no nosso Fórum de sonhadores lúcidos que pode ser encontrado aqui.

   Como relatado, tive uma bela demora(17 dias) pra conseguir ficar consciente num sonho e realizar o nosso Desafio. Mas eis que acabou acontecendo na forma desse adorável Supersonho Lúcido:

  O Elixir e o Espelho  

   Na cama eu me sentia meio desconfortável, sem encontrar uma posição mais adequada pra dormir. Até que de repente senti uma sensação mais agradável e permaneci assim olhando para a escuridão… mas como eu poderia estar olhando se eu tinha certeza que estava dormindo e de olhos muito bem fechados… sim! Eu estava entrando consciente num sonho! Procurei me conter e explorar devagar a experiência. O próprio ambiente era estranho… não havia me tocado, mas era um ambiente gigante. Comecei a pender para frente como se fosse me deslocar levemente quase caindo da cama e o deslocamento aconteceu.

    Sai para um lugar ainda meio escuro mas já começava a enxergar luminosidades em certos lugares.  Tentei recordar o que eu queria fazer e lembrei. Caminhei agora para um lugar bem iluminado e procurei em meio ao que parecia mesas e cadeiras elegantes, espalhadas ao redor de mesas que poderiam ser bares luxuosos ao ar livre… numa das estantes comecei a procurar por um elixir. Contive-me ao máximo e mantinha um certo movimento, caminhando do meu corpo e da minha vista a procura do elixir para fazer minha experiência.

Manter-se em movimento e com um plano ou experimento para realizar é uma dinâmica que normalmente resulta em ótimos e duradouros sonhos lúcidos. Cena do imperdível Inception.

 
   Caminhei mais um pouquinho olhando atentamente para aquela mesa e finalmente vi alguns recipientes estranhos. Um deles lembrava uma pequena leitera de teflon… comecei a tomar dela e fui tomando, tinha bastante líquido e logo encontrei um espelho.

   Vamos ver no que eu me transformo hummmmm tcharammmmm uma espécie de roupa high tech árabe… na minha cabeça um turbante mais discreto, azul e com uma letra M muito estilosa, era certamente um logotipo de uma empresa que poderia ser minha. O M de Márlon hhehehehe e tinha umas faixinhas muito legais.

   Saí dali pensando que eu tinha mais experimentos pra fazer, mas estava mesmo com dificuldade pra lembrar – um deles era recuperar um momento no tempo de quando eu tinha 18 anos e que na época, bem antes do Efeito Borboleta(filme) eu refleti como seria divertido poder retornar até aquele momento, depois que ficasse com mais idade rsrsrs

    A luminosidade começou a diminuir muito e procurei por lugares mais claros… de repente avistei alguns carros disparando por uma rua. Levantei vôo e fui na direção deles. Era um rali espetacular. Vi um pouco eles, mas  logo em seguida mergulhei na paisagem. Num dos meus mergulhos, deparei-me com uma cachoeira maravilhosa que desembocava num lago em meio a um pequeno vale… era tudo muito intenso e vívido… de repente eu estava num canyon… e muitas rochas começaram a desabar sobre mim… parecia coisa de Inception a Origem!… Elas despencavam eu ia cada vez mais para o fundo do canyon e então, consciente de que era meu sonho, apenas fiquei sereno e subi encostando cas grandes rochas, empurrando elas como se fossem isopor. Voei para fora do lugar e fui para o ar livre.

    Caminhei mais um tempinho e voei na direção do que parecia ser um bar de dois andares muito animado. Procurei por uma mesa interessante para fazer um experimento mais antigo. Que era perguntar para o meu subconsciente uma maneira para ficar lúcido nos sonhos, de maneira mais eficiente.

Voar sempre é uma das experiências mais divertidas nos sonhos.

      Aproximei-me de uma mesa com algumas pessoas. Tinha umas 6 pessoas ali. Perguntei para eles o que eles poderiam me sugerir para ficar consciente com mais frequência nos sonhos. Eles ficaram bem desconcertados. Realmente pareciam não ter uma resposta e acabei saindo dali, apesar do lugar ser bem legal. Sei da importância de manter essa dinâmica do movimento no sonho…

      Ao sair do bar, parado sobre a grama, um cara olhava pra mim e achei bem surpreendente aquilo. Mas questionei o fato de que bem que poderia ter sido uma das mulheres bonitonas a me procurar né!…  Ele riu e de imediato começou a se transformar virando uma morena exuberante. Cabelos longos, peitos grandes(vi os peitões brotando sob a roupa) e firmes… quadril dadivoso, peguei na mão dela e questionei como podia meu subconsciente ter uma iniciativa daquela….  eu realmente não tinha desejado deliberadamente…

      A morena deu um sorriso e levantei vôo com ela. Bem ao estilo Superman do Christopher Reeve voamos até um construção mais alta que dava uma bela visão para paisagem. Queria saber o nome dela e o que me ocorreu era que ela poderia ser Bety. Sim ela era morena, linda, com um olhar muito inteligente… Bety!

 Questionou-me o que eu pretendia fazer. Eu respondi que estava com receio de fritar meus miolos ou esquecer tudo o que havia feito até ali e então iria despertar mesmo rsrsrs  dei um passo grande para o lado, soltando a mão dela e caindo para trás acordei bem encolhido na cama. Sentindo-me bem confortável para mais experiências…!

   O sonho lúcido abaixo relatado, aconteceu enquanto vinha me esforçando pra manter meu Diário de Sonhos em dia. Dormindo próximo das 23h, despertando pelas 5h e voltando a dormir. Venho me exercitando com musculação e corrida. Tenho me alimentado bem, mantendo vitamina B6 e bananas bem presentes no cardápio.
 
   Sonhei com uma amiga. No shopping a gente caminhava e conversava animadamente. Mas havia algo de errado. A gente já havia se encontrado e se despedido naquela noite – horas antes de dormir…! Então eu só podia estar sonhando rsrss a euforia tomou conta. Agarrei ela e levantei vôo dando uns giros de tanta alegria. Fazia algumas semanas que eu não ficava consciente num sonho. Pelo menos, não daquele jeito tão mentalmente seguro, forte e intenso. Pensei que seria interessante se ela tivesse alguma experiência como aquela pra ver como era tão bom.

    Levantei vôo novamente pra explorar a área. O tempo estava bonito e aterrisei num lugar próximo. Com uma terra interessante. Pensei em dar uma de escultor. Comecei a montar uma estátua e estava muito fácil, mas o tempo fechou rapidamente. Uma grande tempestade começou a alagar tudo e ferrou com minha pequena obra. Mas nem me importei. Eu estava afim de explorar o máximo que pudesse, sem forçar o controle sobre a narrativa do sonho, conforme tinha pregado no post anterior.

    Aproximei-me de uma grande construção. Um prédio e a tempestade já tinha se transformado em alagamento. Um caminhão gigante veio com o aguaceiro e deu uma imensa porrada no prédio. Eu entrei no prédio voando.

    Lá dentro encontrei num apartamento o Richard Gere. Conversei com ele de que ele poderia me ajudar a lembrar dos meus experimentos.
“Então, ajude eu a lembrar o que tinha planejado fazer na próxima vez que ficasse consciente aqui no sonho…”.
Ele pareceu bem contente em poder ajudar. Nisso eu lembrei entusiasmado:
– “Ahá! Minhas experiências com a memória. Meus nove flashbacks dos meus três anos de idade.”
 Ele exultou:
– “Sim! Isso mesmo! Os nove flashbacks!” E saltava vibrando rsrsrs

    A partir dessas memórias eu poderia resgatar coisas que não lembrasse no estado desperto. Pelo menos experimentar e ver o que aconteceria nesse sentido. A claridade parecia muito fraca e acionei uns interruptores daquela sala. Dirigi-me para a porta e desejei voltar para minha recordação mais maluca dos nove flashbacks.

    Era uma lembrança, na qual meus pais me levaram junto, numa visita a um casal com filhos, num apartamento e eu tinha visto uma cena assustadora num quarto. Caminhando sozinho por aquele apartamento, lembro até hoje que vi alguém literalmente perdendo a cabeça, a cabeça saindo do corpo e outras pessoas ali junto sem se importar e pareciam se divertir.

    Fechando a porta onde ficou o o meu ajudante, comecei a caminhar por um corredor que parecia estranhamente familiar. Isso causou uma sensação muito estranha em mim que até agora não sei descrever. Um misto de familiariedade com não conseguir identificar de onde realmente vinha aquilo. Havia alguém num banheiro, tomando banho e do lado eu decidi que estaria a resposta, para o que de fato acontecera naquela minha antiga memória. Abri a porta do quarto ao lado e em cima da cama encontrei um pacote fechado. Não muito grande. Embrulhado de presente.

    Peguei e levei para o lugar de onde saí. Entrei com o pacote e comecei a desembrulhar a resposta-presente. Era um boneco muito estranho. Lembrava um pouco a Magali, mas estava com a cabeça bem mole, como se estivesse estragado. Junto veio um boneco ainda menor. Como se fosse um coelho da Magali.

Despertei.

   Essa visita ou resposta, para uma das minhas 9 recordações mais antigas foi interessante. A lembrança de uma cabeça caindo e o pessoal naquele quarto vendo minha reação e se divertindo com isso… eu tinha muito interesse em explorar essa lembrança. Ver o que meu subconsciente apresentaria e dois resultados bem interessantes:

1) A impressionante sensação de familiaridade quando abri a porta para aquele corredor. Era como se estivesse de fato passando por um lugar que já tinha estado.

2) A boneca da Magali com a cabeça solta. rsrsrs  Realmente acredito que foi uma resposta que já estava mais ou menos dentro do esperado. Mas a maneira como foi respondido foi bem interessante. Mostrando a boneca com a cabeça, mas bem solta.


       Se tem uma coisa que eu aprendi sobre sonhos lúcidos é que não devemos ficar ansiosos ou obsessivos para conseguir ter um. Isso simplesmente detona com qualquer chance de ficar consciente nos sonhos. Vou relatar com quais elementos eu mais trabalhei e que podem ter influenciado meu êxito em ter mais um “supersonho lúcido”. 

Em um Supersonho Lúcido somos capazes de prolongar o sonho fazendo experiências, reflexões e exercendo bom grau de controle. Na fotinho, uma representação artística de mim, com minha grande aliada: a porta.
        Antes quero ressaltar o que considero um “supersonho lúcido”: é aquele sonho que conseguimos ficar conscientes, prolongando a duração por tempo  suficiente para fazer experimentações e temos tempo para reflexões, com a facilidade de manipulação ou controle do mesmo. Após acordar de um Supersonho Lúcido, sempre me senti com uma sensação de recompensa muito forte. Diria que uma espécie de euforia e há uma sensação de maior vitalidade, mais forte e com mais energia pra tudo.
       Comecei minhas férias no início de julho. Cheguei nelas destruído. Trabalhos e provas da faculdade e mais um ritmo escravagista no trabalho, com direito a horário noturno, indo dormir sempre não antes das 2h da manhã. Não sobrou muita coisa para minhas experiências com sonhos lúcidos. As poucas horas de sono me fizeram até ganhar um peso extra e isso que vinha procurando me exercitar regularmente.
Err… não cheguei tão gordo quanto o Blob nas férias, mas tratei de ficar mais discipinado com meus treinos na academia.
       Iniciada as férias, desliguei-me de todo e qualquer compromisso, exceto dar atenção para as minhas vontades, fazer tudo aquilo que me dava vontade, sem fazer programas, ficar pensando no que fazer no dia seguinte. Nada! Mesmo meu sono, procurei dormir quando a natureza chamava, digo, a cama! Foi interessante… nos primeiros dias dormi cerca de 9 e 10h, fácil! Abandonei o despertador(exceto para acordar após a 6h de sono) e o café.
Parei de usar o despertador para me acordar ao final do sono. Mantive-o apenas para uma acordada após a 6ª hora de sono, conforme o Método MILD.

       Pela primeira semana voltei a anotar mais religiosamente no diário(uso um netbook que mantenho próximo da cama), sempre acordando após 6h de sono e voltando a dormir(Método MILD). Depois dessa primeira semana, comecei a ter curtos sonhos lúcidos. Nos dias 5 e 6 tive dois curtos sonhos lúcidos. Cheguei a ter um 3o sonho lúcido mas nem tive tempo de reagir com alguma técnica. As anotações dos sonhos na 2a semana já estavam maiores, a ponto de escolher que sonho anotar.  Conforme orientações da Dra. Delaney, anotando um sonho por dia já é suficiente.

Intensifiquei minhas anotações no meu diário dos sonhos, agora num netbook, porque depois para entender a letra parecia alienígena!

      Paralelamente voltei-me com mais intensidade para minhas atividades físicas. Eu realmente gosto de fazer musculação. A corrida tenho que tenho que me esforçar um pouco. 

      Comprei 3 livros sobre sono e sonhos. Aliás, desde o final de junho já vinha lendo dois novos. Um mais na área da Neurociência(foto abaixo) e outro na área da Psicologia. O terceiro livro, encontrei num sebo por acaso, sobre a qualidade do sono: Ladrões de Sono, do Stanley Coren que é fascinante.
  

Um livro fascinante pra ajudar a entender um pouquinho mais como funciona nosso cérebro. Num pequeno trecho, cita o sonho lúcido como um “Estado Dissociado”, em que está reunido num momento só três estados da consciência: REM, NREM e vigília(vigília?!).

       Relembrando e resumindo o que eu vinha fazendo nessas duas semanas: 

–  anotando os meus sonhos no diário.

–  dormindo sem despertador para o final do sono.

–  aplicando o Método MILD(acordando após a 6ª h de sono).

–  usando o reality check das mãos e espelhos.

–  estudando sem compromisso, livros sobre o sono e os sonhos.

Segue a narativa:

        “Eu saí de um carro, após uma perigosa descida de uma serra. Deixei ele para trás convicto que estava sonhando. Olhei para minhas mãos e lá estavam os dedos todos alterados. Fiquei muito feliz, mas percebi que tudo já estava se apagando.

        De imediato avistei uma casa de madeira, antiga e sem pintura. Fui em direção a porta e abri. Entrei e havia pouca luminosidade.  A casa realmente era velha e escura.  Eu estava decidido que iria conseguir prolongar esse sonho, pois já fazia um bom tempo que não conseguia. Iria usar as portas e buscar manter um movimento de narrativa. 

A casa era ainda mais escura que essa e mais velha o_O
 
        Parti em direção para outra porta desejando mais luminosidade e estava a mesma coisa, parecia estar ficando mais escuro e temi que fosse acordar, mas resolvi que iria fazer aquilo até conseguir clarear o sonho. Fiz algumas vezes, com tudo escuro, chegando ao ponto de apenas estar desejando abrir a próxima porta com o novo ambiente mais claro. Por fim desejei que a próxima porta fosse para a rua.

         Ao abrir a porta notei a luminosidade que vinha de fora e fiquei contente me deparando com o ambiente bem claro. Fiquei bem alegre e dei uma voada, com absoluto auto-controle dei uns giros e lembrei que fazia tempo que não sentia esssa sensação tão boa. Era uma euforia só, mas senti o sonho se esvaindo. Desci e fui rápido para a casinha.  Dessa vez desejei encontrar pessoas e eu as guiaria pela minha casa, procurando manter uma narrativa no sonho ou algo que pudesse fazer o sonho “rodar a fita”. 

As portas se transformaram na minha principal ferramenta de controle e prolongamento dos sonhos.

         Quando fechei a porta notei que o ambiente estava mais escuro do que eu gostaria, mas havia algumas pessoas! Chamei a atenção delas para o que aparecia no sonho. Expliquei que eram minhas representações e que através delas eu conseguiria manter meu sonho mais estável, pois prossegueríamos numa narrativa.
         Na sala seguinte eu vou mostrar peças de arte e imagens… e lá nos esperavam imagens de uma senhora bem idosa, um bocado assustadora, cheia de dentões e de boca aberta, com um olhar arregalado. Todas as fotos eram assim. 
         Expliquei caminhando junto com meus personagens que eles, essas peças de arte e a decoração representavam tudo uma maneira que eu havia encontrado para manter o sonho estável. Sugeri aos meus personagens para irmos numa sala ao lado onde eu iria fazer uns truques de pequenas manipulações do sonho. 

Para dar uma idéia do visual do jantar em que eu mantive o controle da narrativa, brincando de mágico e observando os “convidados”.

         Todos se sentaram ao redor de uma sofisticada e convidativa mesa de jantar. Reparei que dentre os personagens, havia parentes meus. O meu tio-avô Milton estava junto e minha avó Margarida. Peguei uma folha de batata seca, estilo “rufles” e fiz ela flutuar pra lá e pra cá… todos me observavam. Peguei um copão de whisky q estava pela metade e disse quei iria preenchê-lo. Cobri com um guardanapo e Voilà ! Fiz o copo ficar cheio ao estilo Van Eden em sua experiência com copo…

          Fiquei entendiado com as brincadeiras e resolvi sair dali, continuando o sonho por mim mesmo, mas tudo foi escurecendo e ao sair pra rua acordei em seguida, eufórico e iniciando minhas anotações.

           Conclusões :
           Fiz um levantamento cuidadoso das minhas atividades nessas duas semanas e o que pode ter influenciado pra conseguir ter mais um Supersonho Lúcido. Em primeiro lugar a qualidade do sono, tenho certeza que foi fundamental. 

           As anotações que logo começaram a melhorar, pois o sono estava melhor. O tempo livre e sem preocupações… curiosamente nessa noite me aconteceu algo que não é comum: tive muita dificuldade pra dormir. Levante da cama por duas vezes pra não ficar forçando e fiz outras atividades pra induzir o sono(TV e depois computador).

         Tenho certeza que as atividades fisicas de alguma maneira devem ajudar, pois contribui pro equilíbrio do corpo e da mente. Talvez o fato de estar estudando o tema também tenha influenciado.

          Finalmente, a experiência nova do sonho que foi a partir do momento que resolvi assumir sutilmente uma narrativa, conduzir o sonho como num movimento narrativo, sem querer fazer coisas grandes demais, eu passei a interagir com meus personagens nos sonhos e a explicar para eles, refletindo sobre o que eu estava fazendo. Apesar de inicialmente frustrado por não levar adiante minhas experiências iniciais com a memória e com desenvolvimento de habilidades, acabei fazendo uma experiência que eu não tinha planejado. Descobri que posso manter o sonho estável, na medida em que conduzo uma pequena história. O próximo passo é juntar esse ingrediente novo nas minhas experiências, para ajudar a estabilizar o sonho.

    Relendo meu texto anterior sobre Reality Checks ou Testes de Realidade é que fui perceber que não expliquei como realmente fazer a coisa bem feita(como diria o sábio Chaves: “Ai que burro! Dá zero pra ele!”). Limitei-me a comentar sobre alguns dos mais conhecidos: interruptores, olhar para as mãos, espelhos e relógios.

Pessoalmente sou adepto de olhar para as mãos. É o mais discreto para se fazer durante  o dia e  100% de eficiência para mim.

 

         Vale ressaltar como funcionam e qual a melhor maneira de colocá-los em prática. Conforme já havia comentado, no estado mental dos sonhos é flagrante e evidente para qualquer onironauta, como a lógica cede espaço para a imaginação. O interruptor não vai funcionar de modo instantâneo, com um simples “click”, os dedos das mãos provavelmente não estarão bonitinhos em número de dez, cada um com sua forma… 

         Para conseguir desenvolver esse reflexo ou hábito nos sonhos, é preciso executar esses atos algumas vezes durante o dia. Nada exagerado(para não parecer louco e te internarem), talvez umas 5 até 10x no máximo. Não há padrão, apenas bom senso(tudo que é demais a gente sabe que não acaba bem).

“Chavinho” num dos seus melhores sonhos!

         Quando executamos essas simples ações, digamos, olhar para as mãos(durante a vigília – acordado) é fundamental que isso seja feito se questionando:estou sonhando ou não?”, junto de “há algo incomum?” e ainda “como cheguei aqui?“.

         Programando a mente para repetir esses testes de realidade, pode-se conseguir resultados fantásticos. Mas é claro que o ideal é já estar aplicando um Método para indução, como o MILD, Tholey, WBTB, etc..

         Outros testes de realidade ou reality checks:

         – prender a respiração(tampe o nariz e feche a boca)

         – enfiar o dedo… na palma da mão(ufa!)

         – puxar o dedo da mão

         – somar 4+4 (by Túlio Athélio)

         – dê um soco na cara do seu che(ah! deixa pra lá! kkkkk)

Fontes:

A Fonte da Juventude

Times New Roman

Arial

Chafariz

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte

Dezenove dias após meu último sonho lúcido(bem curto por sinal), consegui ficar consciente no sonho mais uma vez… mas agora eu havia levado minha consciência num patamar que até então não havia atingido: prolongando o sonho por um belo período e com êxito no controle da narrativa. O mais próximo possível disso fora meu “supersonho lúcido” já relatado no blog.
Havia passado boa parte do dia, após o almoço, com cólicas de má digestão. Praticamente desmaiei de esgotado e devo ter caído no sono por volta das 19:30h, levantando pelas 22:30h. Dormi, acordei, comi maça e iorgurte desnatado, voltei a dormir pela 1h e sonhei lúcido acordando as 2h.
Nesse sonho apliquei a técnica das portas para prolongar a narrativa, alterar cenários e aumentar  a intensidade do sonho.
Até então nos meus sonhos lúcidos mais longos, eu havia me mantido o mais passivo possível para prolongar o sonho. Consciente, mas intervindo o mínimo possível na narrativa:
“Eu estava com minha irmã, numa casa enorme, próximo da cozinha, onde estavam sendo colocados num balaio bananas a milanesa. Haviam pequenos sacis ajudando. Fomos olhar bem curiosos. E eles eram figurinhas bem interessantes. Simpáticos, brincalhões, com pequenas mãozinhas. A altura deles deveria ser de uns 30 cm ou 40 cm no máximo.  Conversavam, brincalhões e sorridentes.
Ao sair de lá por um grande corredor da casa, numa pequena subida, fiquei preocupado se algum dos sacis não estava me seguindo, pois não queria me sentir responsável por algo de mal que pudesse acontecer com algum pequenino.
Olhei para trás e pensei… eu estou preocupado e procurando por algum saciiiiiiiiiiii ??! Levei um baque! Estava consciente no sonho mais uma vez. Joguei-me naquela descida da área da casa, escorregando e sentindo bem o chão limpo. O sonho era bem nítido e com detalhes, muito vívido na verdade e resolvi voltar a usar minhas portas para controlar esse meu mundo. Encontrei fácil uma e ao entrar no recinto havia boa luminosidade. Procurei por uma TV e pensei que gostaria de ver o que iria acontecer no futuro. Um oráculo onírico televisivo?! Era uma idéia interessante. Fiquei bem curioso para ver como a imagem apareceira. Nítida ou distorcida? Rsrsrsrs fiquei empolgado com a idéia!
Encontrei a pequena televisão portátil em cima de uma mesa. Ela exibia bem nitidamente sobre um assalto envolvendo uma quadrilha, mostravam os integrantes e tinha uma mulher junto. Uma mulher com busto avantajado e de cabelos compridos. Dei mais umas olhadas no recinto, notei que estava ficando escuro e corri para a porta. Senti como tinha ficado hábil com o uso das portas e pensei nisso. Abri e sai para uma paisagem exuberante do lado de fora da casa. Pensei se não era uma casa onde havia morado na infância, em Braço do Norte(SC), pois haviam muitas flores,  plantas, besouros, a casa colorida de alaranjado escuro, marron nas janelas. Dei uma pequena flutuada pra sobrevoar a vista linda. Pousei numa parte mais alta, como uma laje. Como podia tudo aquilo ser tão real. Desci e me senti tentado a brincar mais com as portas e o oráculo televisivo. O cenário estava escurecendo, apagando-se e eu não enxergava mais coisa alguma, mas continuei em direção a porta.
Minha pequenina TV nos sonhos ou poderia chamar de Oráculo Onírico Televisivo!
Sem enxergar um palmo à frente do nariz, estiquei meu braço para frente, virei a cabeça para o lado e tive a certeza que encontraria a porta. Pousei a mão sobre a maçaneta e abri.
Mais uma vez estava claro ali dentro, ainda deixei um pouco aberta a porta, pois vinha luminosidade de fora agora. Procurei pela pequena televisão e dessa vez ela mostrava um bicho exótico, olhos grandes, parecia morto e não dava pra ter certeza se era um peixão ou um réptil, mas era algo totalmente novo e surpreendente. 
Havia um brutamontes ali no recinto e eu estava afim de brincar de poderes, pois há muuuuuito tempo não curtia minhas velhas brincadeiras. Meu subconsciente deveria saber que eu estava afim mesmo disso, pois o grandalhão veio com tudo e soltou seus golpes que eu simplesmente deixei me atravessar kkkkkkk o golpe passava uma duas três quatro e daí mandei meu golpe, uma porrada nível superman “POOOOOUUUSHHHHHH” ele atravessou a casa derrubando a parede e despencou pra fora. Ahá! No que ele se levantou para voltar eu gritei para que meu raio do SHAZAM caísse em cima dele, estilo o golpe do Capitão Marvel…. SHAZAAAAMMMMMMM  e lá veio um raio pequenininho meio aguado(?), gritei mais forte SHAAAAAAAAZAAAAMMMMM e então veio bem mais forte que derrubou de vez o marombado.

Fora da casa, extasiado com toda aquela lucidez e controle, tentei voar mais um pouco, dei umas flutuadas em volta da bela casa e por fim acordei.
Depois de exatos 35 dias sem um sonho lúcido eis que…
… tive um dos melhores e pelo menos maior sonho lúcido até agora. Vou descrever como foi a rotina antes de obter o sonho lúcido:
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Fui dormir pela 1 da matina, meio cansado e lendo livro da faculdade(Crítica da Razão Pura, do Kant). Tomei um chá de camomila com mel pela meia-noite.

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Era umas 8 da matina e fui acordado com uma ligação pra mim. Um abacaxi enorme que me tirou o sono. Levantei, engoli uma bergamota(ou pocan ou tangerina ou vergamota).
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Depois vim para o computador, fiquei por quase 2h. Bateu sonão e mais esse frrrrio curitibano corri pra debaixo das cobertas. Dormi q nem pedra. Eis que…
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Eu estava numa montanha, próximo do topo e caminhando por ali percebi que estava sonhando. Meu corpo estava incrivelmente pesado. Não conseguia mais me movimentar direito. Nem voar, nem caminhar ou correr. Pensei se tinha alguma relação com paralisia do sonho… então resolvi que ia ficar gigante. Aumentar de tamanho! Ergui os braços pra cima e fiquei maior do que a montanha! kkkkkkkkk Então acordei.
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Acordei numa calçada?! Mas estava tudo muito escuro. Saquei de cara que não tinha acordado não e ainda estava no controle da bagaça. Apesar da claridade estar péssima. Comecei a esfregar as mãos. E… nada… nada… rgghhhh  tudo muito escuro! Pensei em dar uma girada no próprio eixo como o Stephen LaBerge descreve no livro dele… mas fiquei com medo de acordar.

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Tava me sentindo tão fodão por me manter tanto tempo lúcido que não queria correr grandes riscos. Mas ainda tinha que resolver a falta de claridade no sonho. Comecei a dar uns golpes de Kung Fu pra lá e pra cá. Era um baita calçadão que eu tava, cinzento, tipo asfalto. Dei um salto enorme e parei numa paredona. Daí corri nela lateralmente kkkkkkkk mas tava sentindo meu corpo pesando de novo.
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Voltei pro chão normal, lá na calçada e comecei a correr pensando em como isso poderia ajudar minhas corridas quando acordado(voltei a correr dias atrás).
.. nas corridas quando acordado. Eu me sentia inundado de prazer e fiquei preocupado se não podia me dar um derrame ou algo assim! rsrsrsrs afinal parecia ser meu recorde de tempo lúcido num sonho! Sim tinham coisas que eu queria experimentar nos sonhos lúcidos e enquanto pensava nelas reparei como tudo tinha ficado mais claro e nítido. Santa corridinha! Uma das coisas era fazer musculação no sonho.
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Estiquei meu corpo e comecei umas flexões de frente sobre o solo… 1,2,3,4… fazendo bem devagarzinho e sentindo meus musculos no exercício. Reparei que havia um jardim dos dois lados da calçada. Flores bem bonitas. E comecei a pensar o que mais eu queria fazer no sonho lúcido. Ahá!! Tinha o tópico da comunidade do orkut, dos “Desafios Lúcidos”.
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O Desafio que eu mesmo tinha proposto – meses atrás acho – era o de encontrar um alienígena e fazer umas perguntas pra ele.
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Levantei-me. Admirei um pouco mais todas aquelas flores e comecei a caminhar em direção a uma casinha de madeira, estilo bem tradicional, interiorana, pintada num amarelo envelhecido e bem bacana. Pensei que dentro dela iria encontrar o alienígena. Era só usar minha [b]INFALÍVEL TÉCNICA DAS PORTAS[/b].
Só que eu não conseguia achar porta alguma! Tinha umas janelinhas… e quando estava chegando perto da frente da casa, resolvi me virar de costas e ir tateando até encontrar um trinco e…TCHARAAAAAMMMM! Peguei num! 
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Virei-me, abri a porta e ao olhar pra cozinha vi a sombra do figura. Mais no canto parecia um casal de velhinhos… e daí vi.
Rapaiz… era maior que a geladeira. Marron, em vez de boca e mandíbula, tinha um MONTE de tentáculos. Dois olhos enormes, pretos. Braços compridos e bem articulados. Era uma aparencia pra assustar. Mas só pensei na pergunta. Pelo menos uma eu vou conseguir fazer:
“- Vocês já fizeram contato conosco?”
Ele acenou com a cabeça para cima e para baixo.
****
Acordei o_O