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Pesquisas sobre sonhos lúcidos

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     Existe uma crescente contribuição das pesquisas sobre os sonhos lúcidos para o estudo da consciência. Quando estamos em um sonho lúcido, conseguimos manter nossa consciência presente durante o sonho. Significa que apesar do corpo estar paralisado (no sonho típico de REM, em atonia muscular de fase REM), com um forte isolamento sensorial, ainda assim, somos capazes de raciocinar, usar a memória e vivenciar sensações tão intensas como no estado desperto. Algumas experiências, devido ao diferente estado de ativação cerebral, podem ser ainda mais marcantes ou vívidas¹.
By Marcin nderivative work: Luis Felipe Schenone (talk) – Barin_in_a_vat_(template).svgSport.svg, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=9809594
     Em minha banca de monografia, com o tema “Sonhos são experiências? As Relações entre o Sonho e a Consciência a partir da questão proposta por Daniel Dennett“, fui questionado pelo professor Dr. Ronei Mocellin (UFPR), sobre “que finalidade afinal ofereceria as pesquisas sobre sonhos lúcidos?”.
   Tratando-se é claro de uma banca de filosofia, comentei que uma das principais áreas com implicações interessantes é com relação ao estudo da consciência, estado mental no qual é oferecida uma oportunidade de se estudar um modelo diferente do estado desperto. Ao adentrarmos no estado mental do sonho lúcido, obtemos o que seria a experiência mais próxima possível do modelo do “cérebro numa cuba”.   Pode-se lembrar do “argumento do sonho” proposto por Descartes em suas Meditações:
“Mas agora, é certamente com olhos despertos que olho este papel, não está
adormecida esta cabeça que movo. Estendo e sinto esta mão, cuidadosa e
coincidentemente. Alguém que dormisse não experimentaria isso de forma
tão clara. Como se não me lembrasse de já ter sido enganado por tais
pensamentos em sonhos! Pensando mais profundamente, vejo que não há
indícios certos que permitam distinguir o sonho da vigília. Isso me espanta,
e esse espanto é tal, que talvez confirme mesmo que possa estar dormindo” ²
 
         

Por Gaetan Lee . Tilt corrected by Kaldari. – originally posted to Flickr as Chimp Brain in a jar, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28819747
   Seja através da ideia do Cérebro em uma Cuba, do argumento de Zhuangzi (“sonhei que era uma borboleta…), do argumento do sonho de Descartes ou mais simplesmente do filme Matrix, a experiência dos sonhos conscientes, permite-nos explorar um estado mental em que presenciamos uma forma existencial diferenciada da vigília.
  Certas áreas do cérebro estarão mais ativas que outras, a frequência das atividades eletro-encefálicas se realiza de modo distinto³, possibilitando um mergulho investigativo nas relações psíquico-físicas, como as alterações mentais de memória e capacidade de raciocínio… assim como a capacidade de percepção de todo um mundo meramente ilusório (janela preciosa de estudo frente ao problema da esquizofrenia, conforme comentou Sérgio Rolim em entrevista por aqui); construído pela mente do sonhador e capaz de produzir experiências tão vívidas.
 
Referências Bibliográficas:
1 – METZINGER
T; Windt J. The Philosophy of Dreaming
and Self-Consciousness: What Happens to the Experiential Subject during the Dream
State?
In D. Barret & McNamara (Ed). The new science of dreaming: Volume
3. Cultural and theoretical perspectives, (pp. 193-248). Westport & London:
Praeger Perspectives, 2007.
2 -DESCARTES,
R. Discurso do método, As Paixões da Alma e Meditações (Coleção Os Pensadores,
vol. Descartes). São Paulo, Nova Cultural, 1999.
3 -MOTA ROLIM, Sergio Arthuro Mota. Aspectos epidemiológicos, cognitivo-comportamentais e neurofisiológicos do sonho lúcido. 2012. 331 f. Tese (Doutorado em Estudos de Comportamento; Psicologia Fisiológica) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.
    Um dos maiores filósofos, Daniel Dennett foi um dos primeiros a questionar o sonho lúcido. Para Dennett¹, na época da publicação de seu texto(1978), o sonho lúcido nada mais era que apenas mais um tema de sonho como qualquer outro.

A idéia de sonhar que teve um sonho lúcido, para explicação dos sonhos lúcidos, foi um argumento usado por Daniel Dennett e resiste ao tempo como um modelo interessante. Na imagem, cena do excelente filme A Morte nos Sonhos.
    De fato a idéia de Dennett não só era um belo argumento para contestar a existência dos sonhos lúcidos – pelo menos até sua comprovação – assim como ainda serve para ajudar a identificar um tipo de sonho que pode trazer a ilusão da presença da consciência.
    Assim… é possível alguém sonhar que teve um sonho lúcido e não ter ficado consciente no sonho? Essa questão intrigante já foi debatida “aqui” nosso Fórum de sonhadores lúcidos. E partindo daquelas argumentações muito bem colocadas pelos companheiro(a)s do fórum, mais os textos do Dennett², pode-se elaborar essa interessante perspectiva:
  Quando se sonha que teve um sonho lúcido, o sonhador não estaria munido de capacidade de raciocínio, reflexão ou memória da vigília. Seria apenas um sonho com esse tipo específico de tema, no qual há crença de ter ficado consciente, porém sem o comportamento reflexivo-mental típico de alguém desperto.

Outra cena do filme Dreamscape – A Morte nos Sonhos, de 1984.
    Exemplificando, em um sonho hipotético:
(…)percebi que estava sonhando e voei. Nesse momento notei estar nu e ao olhar para baixo crianças soltavam risadas, para minha total vergonha. Tentei sair desesperado dali, porém acabei pousando lentamente e chorei.
   Afinal posso sonhar que tinha uma super-memória, sonhar que era um grande gênio de absurda inteligência ou fenômeno criativo musical… sem que eu realmente tenha atingido essas habilidades. Da mesma maneira posso ter sonhador que fiquei consciente!… Porém ao analisar o sonho, como no exemplo acima exposto, evidencia-se a ausência de elementos básicos da consciência, como o raciocínio focado na percepção de que tudo era apenas um sonho e a memória de que na verdade eu estava dormindo na minha cama.
    Outros relatos típicos são os sonhos em que o sonhador pareceu ter alguma percepção de que estava sonhando, mas imediatamente passa a confabular com outros personagens do sonho, eufórico com a novidade… e insiste em conseguir reações inteligíveis, chegando mesmo a ficar frustrado com as reações(???) dos seus próprios construtos mentais, para logo depois cair em algum tipo de comportamento contraditório para com a presença da consciência.

De acordo com recentes pesquisas conduzidas por Ursula Voss, Windt e outros, talvez seja possível identificar fatores para uma escala de grau de consciência nos sonhos. Na imagem, cena do filme Skanner Darkly – O Homem Duplo, baseado na obra de Philip K. Dick.
    Para Ursula Voss, Windt(e outros)³, é possível estabelecer uma espécie de escala indicativa da presença da consciência ou da qualidade da lucidez no sonho. Esses fatores são: insight (nesse caso a percepção de se estar sonhando), raciocínio, memória, controle, tipos de emoção e autopercepção. Mas aqui já é tema para outro texto.
    Parece evidente que possa existir diferentes graus de consciência nos sonhos, assim como no estado desperto. Uma boa ferramenta para ajudar a reunir a concentração no sonho (e talvez intensificar a consciência) é fazer planos no estado desperto. Procure planejar experimentos que possam oferecer algum leve desafio. Só o fato de conseguir se lembrar disso a partir do estado mental do seu sonho, poderá contribuir bastante para qualidade do seu sonho lúcido.
DENNETT, Daniel C. Brainstorms: Ensaios Filosóficos Sobre Mente e Psicologia. São Paulo:      UNESP, 1978. p. 187-209
_________(1979): The Onus Re Experiences. Philosophical Studies 35: p. 315-318.
Voss, U., Schermelleh-Engel, K., Windt, J. M., Frenzel, C., & Hobson, J. A. (2013).
Measuring consciousness in dreams: the lucidity and consciousness in dreams scale.
Consciousness and Cognition, 22(1), 8–21.
Daniel Dennett ¹, um conhecido filósofo da mente, já citado no texto anterior, apresentou uma interessante alternativa a forma como é aceita a concepção dos sonhos. Dentro dessa teoria, ocorre uma explicação razoável para eventos coincidentes nos sonhos com acontecimentos na vida desperta. Coincidências essas normalmente chamadas de sonhos precognitivos…
Com a Teoria da Biblioteca dos Cassetes, proposta por Daniel Dennett, nossos sonhos não seriam experimentados e a própria memória está comprometida. Assim, não estaríamos vivenciando aqueles relatos, mas na melhor das hipóteses, conseguindo trazer da memória alguns eventos ali gravados e reproduzidos no despertar. Desse modo, os sonhos não seriam tecnicamente experimentados, mas apenas recordados, extraídos de nossa biblioteca mental… como em cassetes.
Em seu texto, Dennett
(1978) afirma que, de acordo com a concepção da teoria dos cassetes,
nossos sonhos “pré-cognitivos” nunca são sonhados de forma alguma, mas apenas
supostamente “lembrados” ao acordarmos. Sendo assim, os mecanismos de memória
estariam vazios até o momento de acordar e não se trataria de episódios
experimentados.  Não existindo assim, a experiência do sonhar.
Como certos sonhos parecem tão diretamente influenciados
pela narrativa, com seus desfechos, incidindo coincidência com eventos do
ambiente ao despertar, cria-se a questão de como os sonhos poderiam antecipar acontecimentos
do estado desperto. Essa questão, proposta por Dennett (1978), cita um exemplo:
“num experimento em laboratório, no qual formas diferentes estavam sendo
utilizadas, para efetuar o despertar de pessoas que sonhavam e nesse caso, uma
delas foi estimulada a acordar, com pingos de água fria nas costas. Seu relato,
informou que estava cantando numa ópera, quando de repente percebeu a soprano
ser atingida por pedaços do teto; o sonhador foi em direção a soprano e ao se
debruçar para protege-la, sentiu em suas costas o gotejar da água fria.”
 
 
 
Teixeira (2008) ² chama atenção para alguns pontos positivos e outros negativos da teoria proposta por Dennett. Nesse sentido, favoravelmente, com a relação estreita entre o despertar e a capacidade de recordação, encaixando-se como fenômeno alucinatório instantâneo ao acordar, a teoria dos cassetes cobriria assim, como uma alternativa a ideia de existência de sonhos pré-cognitivos.
Certos fenômenos de antecipação de eventos ou precognição ao despertar poderiam ser explicados. De acordo com Teixeira, um telefone que é avistado no sonho e começa a tocar, em coincidência com o sonho?…  Para o filósofo brasileiro, através da teoria dos cassetes: “A resposta de Dennett é que este tipo de sonho ocorre precisamente ao despertar e se explica pelo despertar. Afora esta solução, a única alternativa seria introduzir o conceito de precognição em nossa teoria do conhecimento, o que, neste caso, equivaleria a trocar o obscuro pelo mais obscuro, pois este é um fenômeno sobre o qual praticamente nada sabemos”.
Bibliografia:
(1)DENNET, Daniel C. Brainstorms: Ensaios Filosóficos Sobre Mente e Psicologia. São Paulo: UNESP, 1978.
(2)TEIXEIRA,
F. J. A mente segundo Dennett. Perspectiva
São Paulo: Perspectiva, 2008.
    Neurocientistas do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano de Berlin e Instituto Max Planck de Psiquiatria em Munique, descobriram que a área responsável pela auto-reflexão é morfologicamente maior em pessoas com a habilidade de ficar consciente nos sonhos.
Imagem de cena do filme Waking Life.
     Isso poderia implicar na possibilidade de que sonhadores lúcidos – em se comparando com pessoas que nunca tiveram ou raramente conseguem ter sonhos lúcidos – teriam maior capacidade de auto-reflexão ou metacognição.
   Por metacognição, pode-se entender uma habilidade de perceber os próprios estados mentais e reflexão acerca dos próprios pensamentos. Nas palavras das psicólogas Cláudia Dantas e Camila Cruz Rodrigues:
“O conceito de metacognição está relacionado à consciência e ao automonitoramento do ato de aprender. É a aprendizagem sobre o processo da aprendizagem ou a apropriação e comando dos recursos internos se relacionando com os objetos externos. A metacognição é a capacidade do ser humano de monitorar e autorregular os processos cognitivos.”
   A teoria é baseada em imagens de experimentos, em pessoas testadas enquanto resolviam exercícios metacognitivos, no estado desperto. Essas imagens mostraram que a atividade do córtex pré-frontal era mais intensa em sonhadores lúcidos. “Nossos resultados indicam que a auto-reflexão no dia-a-dia é mais pronunciada em pessoas que podem facilmente controlar seus sonhos”, declara Elisa Filevich, pesquisadora do Centro de Psicologia de Lifespan do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano.
Imagem do excelente filme Waking Life
      Os pesquisadores procuram descobrir se as habilidades metacognitivas podem ser treinadas. Em um estudo seguinte, deve-se direcionar as pesquisas para o treino de voluntários na indução de sonhos lúcidos e examinar os resultados, verificando alguma possível relação com a melhora na capacidade de auto-reflexão.
Referência Bibliográfica:
Kühn S, Brick TR, Dresler M, Filevich E. Metacognitive mechanisms underlying lucid dreaming. The Journal of Neuroscience. 2015.
Cláudia Dantas; Camila Cruz Rodrigues. Estratégias metacognitivas como intervenção psicopedagógica para o desenvolvimento do automonitoramento. Revista Psicopedagogia. vol.30 no.93 São Paulo  2013.
     Apesar do que aponta o senso comum, a percepção do tempo enquanto sonhamos parece ser o contrário do que muitos pensam: no sonho, sentimos o tempo de maneira mais lenta do que no estado desperto.
Pilotos costumam refazer mentalmente a trajetória da pista… em um sonho lúcido, pode-se percorrer a pista em um simulador que emula a realidade.
     Daniel Erlacher e outros pesquisadores, pela Universidade de Bern, verificaram uma interessante diferença de tempo, entre a execução de certas atividades no estado desperto e durante um sonho lúcido. Não foram as primeiras pesquisas realizadas na área. O próprio pesquisador já havia conseguido resultados intrigantes em 2004, juntamente com Michael Schredl. Essa pesquisa foi divulgada nesse site e pode ser conferida aqui.
     Há dez anos, Erlacher e Schredl identificaram que os sonhadores lúcidos, no momento em que estavam sonhando(e conscientes), eram capazes de executar contagens(de 1 até 10) em um período muito próximo da vigília. Porém uma diferença superior a 44,5%% acontecia quando esses mesmos sonhadores lúcidos realizavam exercícios de agachamento. Em suma: em se comparando com o estado desperto, nos sonhos, surgia uma lentidão ou percepção mais lenta do tempo.
     Nesse novo estudo, outras atividades foram cumpridas: caminhada, exercícios de ginástica e contagem de 01 até 30. Através do novo estudo, verificaram que os voluntários, executavam certas atividades(caminhada e ginástica),com uma lentidão até 50% maior do que na vigília(acordados). Imagine-se treinando nos sonhos algum tipo de esporte, como por exemplo a corrida. Quando estiver sonhando, a percepção da execução da atividade irá acontecer com essa lentidão.
Imagem do ótimo filme Cidade das Sombras
        Interessante notar que a diferença de percepção caiu quando os sonhadores lúcidos executavam contagens de 01 até 30. Foram três experimentos nesse sentido: contaram de 01 até 10, 01 até 20 e 01 até 30. A lentidão foi em média 27,2% maior do que no estado desperto.
         A possibilidade de utilizar o cérebro, no estado mental dos sonhos lúcidos, como um grande e eficiente simulador está ficando cada vez mais em evidência. Mesmo que nossa mente não seja capaz de emular em detalhes certas condições do ambiente, ainda assim, oferece a oportunidade de aprimorarmos nossas habilidades, desempenhando performances em câmera-lenta.
        De acordo com Erlacher: “É claro que há limites – você não pode melhorar a resistência , mas se você tiver bom simulador no cérebro, pode usá-lo para melhorar e estabilizar as técnicas. Eu vejo isso como um grande potencial para as disciplinas com um alto nível técnico”.

Fontes:

http://journal.frontiersin.org/Journal/10.3389/fpsyg.2013.01013/full

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3893623/

     Para aqueles interessados em conhecer possibilidades de pesquisa na área dos sonhos lúcidos, esse texto talvez possa servir de auxílio. Trata-se de algumas opções de estudo ou trabalho, para quem quer se aprofundar no mundo da pesquisa, relacionado ao campo da consciência nos sonhos.

    Psicologia

     São diversos caminhos que podem ser seguidos, seja pela psicologia, medicina, biologia, filosofia, entre outros. A começar pelo caminho que escolheram Daniel Erlarcher e Stephen Laberge, graduando-se em psicologia e se direcionando para seus doutorados em psicofisiologia.

Daniel Erlarcher se graduou em psicologia e suas especializações se voltaram para a área desportiva e mais especificamente para a psicofisiologia. Produziu resultados fascinantes relacionando o aumento da performance no estado desperto, de atividades envolvendo coordenação motora, durante os sonhos lúcidos.

No caso de Stephen LaBerge, o pesquisador pioneiro na área, ao se utilizar da comunicação com os olhos, durante os sonhos, como forma de comprovação do estado mental consciente, ainda no estado mental dos sonhos.

    Medicina

    Observando o exemplo do pesquisador brasileiro, Sérgio Rolim, oriundo da medicina e que avança em áreas relacionadas com a medicina do sono, neurofisiologia e psicobiologia. Existem possibilidades de pesquisas voltadas para a psiquiatria, com as relações de transtorno mentais, como a esquizofrenia e depressão.

    Tecnólogo do Sono

Parece-me um tipo de profissão ainda não encontrada no Brasil. Na área de tecnologia do sono, estuda-se aspectos relevantes da Medicina do Sono, com tecnólogos  do sono auxiliando na avaliação,  acompanhamento e cuidado de pacientes com distúrbios do sono. Tecnologia do sono é reconhecido como uma profissão lá fora. O âmbito da prática de tecnólogos sono lhes permite trabalhar em centros de sono, laboratórios para distúrbios do sono relacionados com respiração, ambientes domésticos e configurações não baseadas em instalações sob a direção do especialista do sono.

 Filosofia da Mente

Um dos grandes mistérios da vida contemporânea, a consciência está cada vez mais atraindo estudiosos de diversas áreas, seja para tentar decifrar esse fabuloso enigma ou para entrar no debate sobre seus tipos e naturezas. É possível encontrar alguns grandes filósofos como Daniel Dennet, passando a ter que tratar com os sonhos e a consciência no campo da filosofia da mente.

Esse texto surgiu através de uma sugestão de uma sonhadora lúcida, a Larissa Ettinger.

Fonte:
http://www.dreamviews.com/general-lucid-discussion/108390-education-career-paths-lucid-dreamer.html